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25/04/2023

Eleito o primeiro vice-presidente da CNBB - Dom João Justino

 


O episcopado brasileiro elegeu, nesta terça-feira, 25 de abril, em segundo escrutínio, o novo primeiro vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O arcebispo de Goiânia (GO), dom João Justino de Medeiros Silva, irá desempenhar a função durante os próximos quatro anos, no quadriênio 2023 a 2027. A votação foi realizada na manhã deste que é o sétimo dia da 60ª Assembleia Geral da CNBB.

Perguntado pelo arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo, segundo o estatuto, se aceita a função confiada pela Assembleia, dom João Justino respondeu:

“Agradeço a confiança, conto com o apoio e orações. Aceito”.

Biografia 

Dom João Justino de Medeiros Silva nasceu no dia 22 de dezembro de 1966, em Juiz de Fora (MG). Ingressou no Seminário Arquidiocesano Santo Antônio, em Juiz de Fora, em 1984, onde cursou Filosofia e Teologia. Graduou-se em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Juiz de Fora e em Pedagogia pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora (CES/JF). É doutor e mestre em Teologia pela Universidade Gregoriana de Roma. 

Foi ordenado padre em 13 de dezembro de 1992. Na arquidiocese de Juiz de Fora, atuou como pároco solidário nas paróquias Nossa Senhora da Conceição (Benfica) e Bom Pastor. Foi vigário paroquial da paróquia São Pedro e vigário episcopal para a Cultura, Educação e Juventude. Atuou como secretário do Colégio de Consultores e foi membro do Conselho Presbiteral por vários mandatos. Foi professor e coordenador do curso de Teologia do CES/JF. Foi vice-reitor do Seminário Arquidiocesano Santo Antônio de 1998 a 2002 e reitor do mesmo Seminário de 2004 a 2011. 

O Papa Bento XVI o nomeou bispo auxiliar da arquidiocese de Belo Horizonte no dia 21 de dezembro de 2011. Na arquidiocese, foi o bispo referencial da região episcopal Nossa Senhora da Piedade (Rensp), que abrange oito municípios, coordenando a ação evangelizadora e pastoral, o funcionamento e a infraestrutura da Cúria Regional. Também supervisionou e orientou trabalhos no Tribunal Eclesiástico, na Secretaria Geral de Relações Sociais (SGRS) e na Secretaria Geral de Relações Eclesiais (SGRE). Acompanhou a vida, a administração e a ação evangelizadora dos santuários da arquidiocese, coordenando o Conselho Arquidiocesano de Reitores.  

Coordenou a administração da Mitra nos respectivos santuários, incentivando projetos evangelizadores e de infraestrutura. No Serviço de Animação Vocacional, orientou a equipe de coordenação, articulando o Conselho Arquidiocesano de Movimentos e Novas Comunidades (Camenc), além de outras instâncias para a promoção e a animação das vocações. 


Em 2015, foi eleito presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura e a Educação da CNBB, integrando o Conselho Episcopal Pastoral (Consep). Em 2019, foi reeleito para a mesma função. Foi secretário das Edições CNBB, de 2015 a 2019. Também foi presidente da Comissão para a Educação do Regional Leste 2 da CNBB, de 2015 a 2019.  

Em março de 2016, dom João Justino foi nomeado membro da Comissão de Cultura e Educação do Setor Universidades do Conselho Episcopal Latino-americano (Celam) e responsável pelas pastorais de Educação e Cultura no Cone Sul. 

Em 22 de fevereiro de 2017, o Papa Francisco o nomeou arcebispo coadjutor de Montes Claros, missão que assumiu no dia 13 de maio de 2017. Tornou-se arcebispo de Montes Claros em 21 de novembro de 2018.  

Em 2019, foi indicado pelo Conselho Permanente da CNBB como membro titular do Conselho para o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida e, também, membro titular do Conselho Econômico da CNBB. Em 9 de dezembro de 2021, recebeu nova missão, sendo transferido pelo Papa Francisco para a arquidiocese de Goiânia. A posse foi em 16 de fevereiro de 2022. 


24/04/2023

INÍCIO DAS VOTAÇÕES NA 60ª AGCNBB



O sexto dia da 60ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) é marcado, no período da manhã, pelo início do processo de votação daqueles que desempenharão funções e serviços na Conferência pelos próximos quatros anos. Nesta segunda-feira, 24 de abril, os bispos vão às urnas eletrônicas para começar a definir quem serão os próximos membros da presidência da entidade.

Quem pode ser votado

Segundo o Estatuto da CNBB, apenas bispo diocesano, com idade inferior a 71 anos, pode ser eleito presidente, 1º vice-presidente e 2º vice-presidente da CNBB (cf. Congregação para os Bispos. Carta aos Bispos, de 3 de março de 2022, Prot. N. 42/2022). Para o cargo de secretário-geral, somente bispo pode ser eleito.

A expectativa para as votações, que se iniciam por volta de 12h desta segunda-feira, é que sejam eleitos o presidente, o primeiro e segundo vice-presidentes da entidade.

A sessão da manhã contará também com um balanço sobre a Campanha da Fraternidade 2023, que tem como temática a questão da fome no país; o Fundo Nacional de Solidariedade (FNS); e informes das Comissões para a Amazônia e a de Mineração e Ecologia Integral.

Mais informações: https://www.cnbb.org.br/60agcnbb/

Retiro dos Bispos em Assembleia

No final de semana, sábado (22) e domingo (23), durante a 60ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o episcopado esteve reunido em retiro. O pregador deste momento foi o Arcebispo de Aparecida (SP), dom Orlando Brandes, com o tema: “O amor de Deus”.

Retiro

Ao iniciar o retiro, dom Orlando conduziu os bispos à reflexão sobre o amor de Deus revelado nas Escrituras desde a criação do mundo, “antes do nascimento esse Amor é incondicional”. Citando o fundador dos Xaverianos, diz que: “A Bíblia é a carta do amor de Deus para a Humanidade” (São Guido Maria Conforti). Com base nas Escrituras Santo Agostinho diz: “Que maior causa pode haver na vinda do Senhor senão mostrar-nos Deus o seu amor?”.

Algumas frases que dom Orlando utilizou para conduzir o retiro no primeiro momento: “Nossa genealogia começa em Deus e termina em Deus” (São João Paulo II); “Qual é a medida de se amar a Deus? É amá-lo sem medida”! (Santo Agostinho); “Sou bispo por causa do Amor de Deus” (São Cipriano); “O bispo deve temperar suas obras com o sal do Amor de Deus” (São João Crisóstomo).

Mais informações: https://www.cnbb.org.br/60agcnbb/

Eleito presidente da CNBB : Dom Jaime Spengler


 O arcebispo de Porto Alegre (RS) e atual primeiro vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Jaime Spengler, foi eleito presidente da CNBB nesta segunda-feira, 24 de abril. Ele estará à frente da Presidência da entidade de 2023 a 2027.

A eleição foi realizada na segunda sessão na manhã desta segunda-feira. Dom Jaime foi eleito em terceiro escrutínio, o qual pede maioria simples dos votos. O anúncio foi feito no início da sessão reservada, no auditório Noé Sotillo, no período da tarde. Dom Jaime será o 14º presidente da Conferência.

Perguntado pelo atual presidente, dom Walmor Oliveira de Azevedo, se aceita a função a ele confiada pelo episcopado brasileiro, conforme prevê o Estatuto, dom Jaime respondeu:

“Com humildade, simplicidade, temor e tremor, mas sobretudo na fé, em espírito de comunhão e colaboração, sim!”.

 

Biografia e trajetória eclesial

Dom Jaime Spengler nasceu em 6 de setembro de 1960, em Gaspar (SC). Ingressou na Ordem dos Frades Menores, também conhecida por Ordem de São Francisco (Franciscanos) em 20 de janeiro de 1982, pela admissão no Noviciado na cidade de Rodeio (SC). Cursou Filosofia no Instituto Filosófico São Boaventura, de Campo Largo (PR), e Teologia no Instituto Teológico Franciscano de Petrópolis (RJ), concluindo-o no Instituto Teológico de Jerusalém, em Israel.

Foi ordenado sacerdote em 17 de novembro de 1990, na sua cidade natal. Fez doutorado em Filosofia na Pontifícia Universidade Antonianum, em Roma, e atuou dentro da Ordem dos Frades Menores em diversas missões e cidades do país até 2010, quando foi nomeado pelo Papa Bento XVI como bispo auxiliar da arquidiocese de Porto Alegre. A ordenação episcopal, presidida por dom Lorenzo Baldisseri, núncio apostólico no Brasil na ocasião, ocorreu dia 5 de fevereiro de 2011, na paróquia São Pedro Apóstolo, em Gaspar.

Dom Jaime Spengler é arcebispo metropolitano de Porto Alegre desde 18 de setembro de 2013, quando foi nomeado pelo Papa Francisco que, concomitantemente, recebeu o pedido de renúncia de dom Dadeus Grings. Escolheu como seu lema episcopal “Gloriar-se na Cruz” (Cl 6,14) – In Cruce Gloriari.

No quadriênio de 2011 a 2015, foi membro da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenado e a Vida Consagrada da CNBB. Em 2015, foi eleito presidente desta comissão. Entre os destaques de sua atuação à frente do colegiado, consta a aprovação das novas Diretrizes para a Formação de Presbíteros da Igreja no Brasil, em 2018.

Em maio de 2019, foi eleito primeiro vice-presidente da CNBB. Também é o bispo referencial da CNBB para o Colégio Pio Brasileiro, em Roma. Exerce ainda as funções de vice-presidente da Comissão Especial para o Acordo Brasil-Santa Sé da CNBB e bispo referencial CNBB – Regional Sul 3 para Vida Consagrada e Ministérios Ordenados. 

 

19/04/2023

Primeiro Dia da 60ª Assembleia Geral da CNBB



Em Aparecida (SP), acontece a 60ª Assembleia Geral da CNBB, que vai de 19 a 28 de abril.

A  temática principal está  voltada à avaliação global da caminhada da CNBB e  teve início nesta quarta-feira,  às 8h30, com uma saudação do Núncio Apostólico no Brasil, Dom Giambattista Diquattro. 

Os membros da presidência da CNBB, cujo mandato se encerra nesta assembleia, apresentaram, em seguida,  o relatório de balanço de gestão 2019-2023.

A Análise de Conjuntura abordou a: “Ação, concreta, responsável e ética, que una a todos em torno de nosso futuro”.

Elaborada pelo Grupo de Análise de Conjuntura da CNBB – Padre Thierry Linard, a análise, apresentada pelo bispo de Carolina (MA),  Dom Francisco Lima, parte da ideia da dificuldade de realizá-la em um momento histórico “em que as transformações, possivelmente, estão mais velozes que a nossa própria percepção”, e quer ser um instrumento que ajude na vivência dos próximos passos da CNBB. O início de 2023  se apresentou "com diversos e complexos elementos logo após as eleições nacionais de outubro”, o que se concretizou em “estratégias de resistência ante a mudança no Poder Executivo”, buscando “tentar mudar a realidade eleitoral” fora da Constituição, o que foi combatido pelo Poder Judiciário, chegando em um ponto final em que “a democracia foi vitoriosa!”.

O mundo está marcado por incertezas, que o Papa Francisco define como “uma guerra mundial em pedaços”, que está conduzindo ao “parto de um outro mundo multipolar”, com tensões surgidas dos mesmos velhos motivos: economia, território, tecnologia e terror. Isso num mundo determinado pela desigualdade social, pelo aumento da imigração, pela crise da democracia representativa, o incremento das tecnologias digitais, o recrudescimento de governos autocráticos e de movimentos autoritários cada vez mais atuantes, a partir de estratégias de desinformação, com eleições polarizadas e sociedades divididas. Tudo isso repercute na realidade latino-americana, que é analisada, mostrando um olhar sobre como o processo eleitoral brasileiro de 2022 impactou no reordenamento geopolítico global e regional.


No campo da sociedade e da cultura, a Análise de Conjuntura social reflete sobre o drama da desigualdade social e racial, consequência das “muitas e severas sequelas da crise econômica causada pela pandemia”, que levou 33,1 milhões de pessoas a passar fome no Brasil, ao aumento de jovens que não estudam, nem trabalham, a um maior endividamento da população, com um racismo estrutural e cotidiano que machuca o tecido social brasileiro. No mesmo campo, o drama socioambiental e cuidado com a Casa Comum, destacando a determinação do governo Lula na reconstrução da agenda ambiental brasileira. Isso tem se concretizado numa maior valorização dos povos indígenas, com a criação do Ministério dos Povos Indígenas e ações estratégicas e integradas para o combate ao desmatamento, e a mineração.

A Análise aborda a questão do desarmamento e a cultura da paz frente às violências, com o novo governo enfrentando desde o primeiro dia da política de incentivo ao armamento da população, uma urgência diante dos ataques às escolas nos últimos dias. Também foi abordada a crise do pertencimento e o problema das identidades, insistindo em que “parece ter-se perdido a referência da comunidade”.

Estes e outros aspectos foram  abordados na Análise de Conjuntura feita no 1º Dia da Assembleia.

18/04/2023

Hot site para acompanhar a 60ª Assembleia Geral da CNBB

 


A  CNBB colocou no ar, em seu portal, um hot site especial sobre a 60ª Assembleia Geral que acontece em Aparecida (SP) de 19 a 28 de abril.

O objetivo da publicação é oferecer informações importantes para os veículos de comunicação, aos bispos e aos fiéis que acompanham as ações da Conferência sobre este que é um dos maiores eventos do episcopado brasileiro na Igreja no Brasil. 

O hot site apresenta os temas, horários, votações e os vários momentos da Assembleia.

 A página também detalha como os fiéis poderão acompanhar de perto a assembleia do episcopado brasileiro.

Acesse o hotsite: https://www.cnbb.org.br/60agcnbb/

17/04/2023

Dia Nacional do Livro - 140 anos de Monteiro Lobato


Foto: Pixabay.com

Em 18 de abril se comemora o Dia Nacional do Livro Infantil. Neste dia, em 1882, nasceu em Taubaté (SP), Monteiro Lobato. Escreveu para adultos e crianças.  Vale a pena recordá-lo.



Em 1914, Monteiro Lobato redigiu Urupês, criando o Jeca Tatu, seu personagem - símbolo. Jeca representa toda a miséria e atraso econômico do país de então, e o descaso do governo em relação ao Brasil rural. 

Turma do Sítio do Picapau Amarelo

Sua primeira história infantil, A menina do narizinho arrebitado, de 1920, alcançou imenso sucesso. A partir daí nasceram outros episódios, tendo sempre como personagens a Turma do Sítio do Picapau Amarelo. 

O livro As Ideias de Jeca Tatu

Jeca Tatu foi um expressivo personagem que intitulou um livro. Jeca é o caipira simplório.  Vive no interior, mora no mato, numa casinha de sapé, na maior pobreza, com sua mulher, muito magra, e vários filhinhos pálidos e tristes.

Foto: Pexels.com

Jeca Tatu passa os dias de cócoras, pitando enormes cigarros de palha, sem ânimo para fazer coisa alguma. O que o deixa como um preguiçoso?

Ele não é assim. Ele está assim

Para Lobato, “Jeca Tatu não é assim, ele está assim”. É vitimado pelo desprezo de um governo nada preocupado com sua classe social. Jeca é um caipira de aparência desleixada, barba rala, calcanhares rachados, pois ele não calça sapatos.

É a imagem de muitos caipiras, caboclos abandonados  pelo poder público ao atraso econômico, educacional, à indigência, às doenças.

Jeca Tatu está doente

A preguiça e o desleixo de Jeca Tatu tem uma causa: ancilostomíase ou amarelão, A ancilostomíase é uma infecção provocada por Ancylostoma duodenale. Causa amarelão e anemia por deficiência de ferro em regiões endêmicas.

Foto: Pixabay.com

Esses vermes são contraídos com os pés descalços, a falta de higiene e cuidados básicos. Jeca Tatu já foi  personagem da campanha em favor do saneamento básico, além de esclarecer e educar a população sobre a doença tropical que, na época, vitimava milhões de brasileiros, e era tão negligenciada: o amarelão. 

Como a vida de Jeca Tatu muda?

A vida do Jeca muda radicalmente, quando tratado por um médico que o visita e orienta. Cura-se, recupera o ânimo e a saúde, e volta a trabalhar. Sua roça prospera e sua família também se transforma em pessoas saudáveis.

 Há no Jeca uma mudança contínua.  Jeca é o símbolo do povo mais fragilizado, descartado, indesejado e invisível na sociedade. Um povo que se desenvolve criando consciência e buscando seus direitos.


TAGS:#Monteiro Lobato, #Dia Nacional do livro infantil #JECA TATU

MInistério da Visitação - Ir. Patricia Silva

MENSAGEM DO PAPA LEÃO XIV PARA O 100º DIA MUNDIAL DAS MISSÕES (18 de outubro)

Um em Cristo, unidos na missão Queridos irmãos e irmãs! Para o Dia Mundial das Missões de 2026, que marca o centenário desta celebração, ins...