De 12 a 14 de julho, em Aparecida (SP), acontece o 8º Encontro Nacional da Pastoral da Comunicação (Pascom). Os participantes, cerca de mil pessoas, refletem sobre “Pastoral da Comunicação em uma mudança de época: desafios e perspectivas”. O presidente da Comissão para a Comunicação da CNBB, dom Valdir José de Castro, falou sobre o objetivo do Encontro: “vamos compartilhar nossas experiências, alegrias, desafios, e renovar nosso compromisso com o Evangelho de Jesus, sermos sinais da boa nova no mundo da comunicação, construtores de pontes e geradores da cultura do encontro”.
Igreja e cultura digital
"Por que a Igreja ainda não reconhece e aceita a cultura digital como um espaço de evangelização e missão?", perguntou o secretário do Dicastério para a Comunicação da Santa Sé. A isso ele respondeu que "esse fenômeno se deve ao fato de que ainda não foi superada a visão instrumental do digital", considerado uma ameaça, algo superficial, um espaço de lazer, com linguagem frívola, leve, incapaz de gerar uma comunicação válida, de ir ao encontro da pessoa e transmitir a Mensagem. Isso requer, insistiu novamente Lucio Ruiz, "passar de um instrumento a uma cultura", que seja compartilhada, que compreenda o espaço e o tempo e que evangelize.
A necessidade de passar do instrumento à cultura busca evitar "uma pastoral que usa o digital para fazer um caminho paralelo enquanto o mundo vive imerso em uma realidade diversa". Não se trata apenas de "digitalizar a pastoral", mas de uma "pastoral digital", ou seja, "proclamar a Mensagem na linguagem, nos tempos, nas dinâmicas, na narrativa, na forma própria desta cultura, para que os homens e mulheres de hoje possam entendê-la e vivê-la", sublinhou, relacionando-a com a missão, "porque se a cultura é nova, e essa cultura é habitada, então a cultura é missionária". Para isso, é necessário usar o idioma nativo das pessoas, "para que elas conheçam, entendam e vivam a Mensagem que realmente responde às perguntas existenciais de cada homem e mulher, e que realmente muda o curso da história".
Inteligência Artificial: o futuro no presente
Na reflexão sobre “Inteligência Artificial: o futuro no presente”, com a assessoria de Everthon de Souza Oliveira e Aline Amaro da Silva, que abordaram as Aplicações e Implicações Sociais da Inteligência Artificial e seu uso na Pastoral da Comunicação. O primeiro apresentou brevemente o que é a Inteligência Artificial, algumas das suas técnicas e tendências e até onde pode chegar, afirmando que “ao tentar unir Pastoral e Inteligência Artificial devemos avaliar se de fato temos uma Pastoral Inteligente ou uma Evangelização Artificial”.
Com relação ao segundo elemento, foi colocado que a Igreja é impactada de diversas maneiras com as plataformas tecnológicas. De fato, plataformas da IA são usadas na evangelização, mostrando seus benefícios e potencial, seus riscos e desafios e sua aplicação. Isso demanda pensar o futuro desde a necessidade de formação, a produção de conteúdo, o fortalecimento da articulação e a garantia da integração espiritual.
Boas Notícias (Em saída 333)