22/02/2026

MENSAGEM DO PAPA LEÃO XIV à CF 2026

 



MENSAGEM DO PAPA LEÃO XIV

AOS FIÉIS BRASILEIROS POR OCASIÃO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2026


Queridos irmãos e irmãs do Brasil!

Chegamos à época solene que nos lembra o dever de nos aplicarmos à prece e ao jejum mais do que em qualquer outro tempo do ano, iluminando nossas almas e disciplinando nossos corpos» (Sermão 210). Assim escreveu Santo Agostinho em um de seus sermões sobre o tempo litúrgico que estamos para iniciar, durante o qual recebemos um especial chamado de Deus a uma autêntica conversão, redirecionando toda a nossa vida para Ele, ao seguirmos, por meio do jejum e a penitência, os passos de Nosso Senhor que se retirou no deserto por quarenta dias. Neste tempo de intensa oração, somos igualmente convidados a praticar com renovado empenho a virtude da caridade com os mais pobres e necessitados, com os quais o próprio Cristo se identifica (cf. Mt 25, 35-40). O Espírito Santo, autor da nossa santificação, nos conduza ao longo deste caminho.

Com o intuito de animar o povo fiel em cada itinerário quaresmal, há mais de sessenta anos que a Igreja no Brasil realiza a Campanha da Fraternidade, momento em que, como comunidade de fé, dirige a sua ação pastoral e caritativa aos pobres, os verdadeiros destinatários do nosso amor preferencial, como fiz questão de recordar na Exortação Apostólica Dilexi te: convencidos de que «existe um vínculo indissolúvel entre a nossa fé e os pobres» (n. 36), «devemos empenhar-nos cada vez mais em resolver as causas estruturais da pobreza» (n. 94). À semelhança do que havia sido feito em 1993, no presente ano, inspirados pelo lema “Ele veio morar entre nós” (cf. Jo 1, 14), a proposta apresentada é aquela de voltar o olhar para os nossos irmãos que sofrem com a falta de uma moradia digna.

O meu santo predecessor, São João Paulo II, convidava a voltar a atenção «para os milhões de seres humanos privados de uma habitação conveniente, ou até mesmo sem qualquer habitação, a fim de despertar a consciência de todos e encontrar uma solução para este grave problema, que tem consequências negativas no plano individual, familiar e social», afirmando que «a falta de habitações, que é um problema de per si muito grave, deve ser considerada como o sinal e a síntese de uma série de insuficiências econômicas, sociais, culturais ou simplesmente humanas» (Sollicitudo Rei Socialis, 17).

Neste sentido, é meu desejo que a reflexão sobre a dura realidade da falta de moradia digna, que afeta tantos irmãos nossos, leve não somente a ações isoladas – sem dúvida, necessárias – que venham de modo emergencial em seu auxílio, mas gere em todos a consciência de que a partilha dos dons que o Senhor generosamente nos concede não pode restringir-se a um período do ano, a uma campanha ou a algumas ações pontuais, mas deve ser uma atitude constante, que nos compromete a ir ao encontro de Cristo presente naqueles que não têm onde morar.

Desejo igualmente, queridos irmãos e irmãs, que as iniciativas nascidas a partir da Campanha da Fraternidade possam inspirar as autoridades governamentais a promover políticas públicas, a fim de que, trabalhando todos em conjunto, seja possível oferecer à população mais carente melhorias significativas nas condições de habitação.

Confio estes votos aos cuidados de Nossa Senhora, que não encontrou morada em Belém para dar à luz ao Redentor, mas que tem sua casa, como Rainha e Padroeira do Brasil, no Santuário Nacional de Aparecida. E, como penhor de abundantes graças, concedo de bom grado aos filhos e filhas da querida nação brasileira, de modo especial àqueles que se empenham para que todos tenham moradia digna, a Bênção Apostólica.


Leão XIV

12/02/2026

Hoje é dia de Irmã Dorothy

                                 


 
Há 21 anos, em 12 de fevereiro de 2005, em Anapu (PA). ocorreu o assassinato de Irmã Dorothy Stang, missionária  comprometida com a justiça, contra o desmatamento e pelos direitos das populações indígenas.

"Os bolsos de Dorothy estavam sempre cheios de sementes. Hoje, onde quer que eu vá, ouço dizer: 'ganhei esta planta de Dorothy'; 'esta palmeira é da Dorothy', afirma Jane Dwyer, que trabalhou durante muito tempo ao lado dela. 

As sementes germinaram. 

As sementes brotaram! Muitos assentamentos surgiram, inclusive o Assentamento Dorothy Stang, em Brasília (DF). 


As pessoas  nunca a esquecerão. Porque Dorothy deu a vida por elas. 


LEIA MAIS: Dorothy Stang

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09/02/2026

12º Dia Mundial de Oração e Reflexão contra o Tráfico de Pessoas

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MENSAGEM DE SUA SANTIDADE O PAPA LEÃO XIV

[8 de fevereiro de 2026]


A paz começa com a dignidade: um apelo global para acabar com o tráfico de pessoas


Queridos irmãos e irmãs

Por ocasião do 12º Dia Mundial de Oração e Reflexão contra o Tráfico de Pessoas, renovo com firmeza o apelo urgente da Igreja para enfrentar e pôr fim a este grave crime contra a humanidade.

Este ano, em particular, desejo recordar a saudação do Senhor Ressuscitado: «A paz esteja convosco» (Jo 20, 19). Estas palavras são mais do que uma saudação; elas oferecem um caminho para uma humanidade renovada. A verdadeira paz começa com o reconhecimento e a proteção da dignidade dada por Deus a cada pessoa. No entanto, numa época marcada pela escalada da violência, muitos são tentados a buscar a paz «através das armas, como condição para afirmar o próprio domínio» (Discurso aos Membros do Corpo Diplomático acreditado junto à Santa Sé, 9 de janeiro de 2026). Além disso, em situações de conflito, a perda de vidas humanas é muitas vezes descartada pelos instigadores da guerra como “dano colateral”, sacrificada em nome de interesses políticos ou económicos.

Infelizmente, a mesma lógica de domínio e desrespeito pela vida humana também alimenta o flagelo do tráfico de seres humanos. A instabilidade geopolítica e os conflitos armados criam um terreno fértil para os traficantes explorarem os mais vulneráveis, especialmente as pessoas deslocadas, os migrantes e os refugiados. Dentro deste paradigma falido, as mulheres e as crianças são as mais afetadas por este comércio hediondo. Além disso, o crescente abismo entre ricos e pobres força muitos a viver em circunstâncias precárias, deixando-os suscetíveis às promessas enganosas dos recrutadores.

Este fenômeno é particularmente perturbador no aumento da chamada “escravidão cibernética”, na qual os indivíduos são atraídos para esquemas fraudulentos e atividades criminosas, como fraude online e contrabando de drogas. Nesses casos, a vítima é coagida a assumir o papel de perpetrador, exacerbando as suas feridas espirituais. Estas formas de violência não são incidentes isolados, mas sintomas de uma cultura que se esqueceu de amar como Cristo ama.

Perante estes graves desafios, recorremos à oração e à reflexão. A oração é a “pequena chama” que devemos proteger no meio da tempestade, pois dá-nos força para resistir à indiferença perante a injustiça. A reflexão sobre o tema permite-nos identificar os mecanismos ocultos de exploração nos nossos bairros e nos espaços digitais. Em última análise, a violência do tráfico de seres humanos só pode ser superada através de uma visão renovada que considere cada indivíduo como um filho amado de Deus.

Desejo expressar a minha sincera gratidão a todos aqueles que servem como se fossem as mãos de Cristo, indo ao encontro das vítimas do tráfico, incluindo as redes e organizações internacionais. Gostaria também de agradecer aos sobreviventes que se tornaram advogados em defesa de outras vítimas. Que o Senhor os abençoe pela sua coragem, fidelidade e compromisso incansável.

Com estes sentimentos, confio quantos comemoram este dia à intercessão de Santa Josefina Bakhita, cuja vida é um poderoso testemunho de esperança no Senhor que a amou até ao fim (cf. Jo 13, 1). Juntemo-nos todos na caminhada rumo a um mundo onde a paz não seja apenas a ausência de guerra, mas seja “desarmada e desarmante”, enraizada no pleno respeito pela dignidade de todos.

Vaticano, 29 de janeiro de 2026

Leão PP. XIV

28/01/2026

Catequese do Papa: Dei Verbum

 Na Audiência Geral do dia 28 de janeiro de 2026, o Papa Leão XIV conduziu a Igreja a uma reflexão profunda sobre a Palavra de Deus como realidade viva, dinâmica e inseparável da Tradição. Ao retomar os grandes temas da Dei Verbum, o Pontífice recordou que a Revelação não pertence apenas ao passado, nem pode ser reduzida a um texto fixo ou a uma memória histórica: ela acontece, continua a se comunicar e se atualiza na vida concreta do povo de Deus.

Essa compreensão provoca uma pergunta fundamental: como escutamos hoje a Palavra de Deus? Ela é acolhida como força que interpela, transforma e orienta a existência, ou permanece confinada ao âmbito do ritual e do discurso religioso? Em um tempo marcado pela aceleração, pelo excesso de informações e pela superficialidade das escutas, o Papa convida a Igreja a redescobrir a centralidade de uma escuta profunda, paciente e comprometida.

Ao tratar da relação entre Escritura e Tradição, Leão XIV destacou que ambas formam uma única realidade viva, transmitida ao longo das gerações sob a ação do Espírito Santo. A Tradição não é repetição mecânica nem simples conservação do passado, mas processo vital, no qual a fé é compreendida, aprofundada e testemunhada em novos contextos históricos. Diante disso, surge outra questão decisiva: somos uma Igreja que transmite a fé como herança viva ou apenas como um conjunto de fórmulas a serem preservadas?

A Palavra de Deus, recordou o Papa, cresce na medida em que é acolhida, meditada e vivida. Ela se revela na escuta comunitária, na liturgia, na vida pastoral e nos desafios do mundo contemporâneo. Isso exige maturidade espiritual e discernimento, pois nem toda mudança é fidelidade, assim como nem toda conservação é garantia de autenticidade. Aqui emerge uma pergunta particularmente atual: como discernir, à luz do Espírito, o que é desenvolvimento legítimo da fé e o que é perda de seu sentido original?


Leão XIV também sublinhou a responsabilidade de toda a Igreja na guarda e na transmissão do depósito da fé. Essa missão não é exclusiva do Magistério, mas envolve pastores, teólogos, educadores e fiéis leigos. Tal afirmação provoca outra inquietação: de que modo cada cristão assume sua corresponsabilidade na transmissão da fé, especialmente às novas gerações? A Palavra anunciada encontra coerência na vida vivida?

Ao final de sua catequese, o Papa convidou os fiéis a retomarem o espírito da Dei Verbum, lembrando que Escritura, Tradição e Magistério só podem ser compreendidos em profunda unidade. Separá-los empobrece a fé; mantê-los unidos fortalece a Igreja em sua missão evangelizadora. Em tempos de crise de sentido, polarizações e fragilidade dos vínculos, permanece a pergunta que atravessa toda a audiência: estamos dispostos a deixar que a Palavra de Deus continue a nos converter, ou preferimos moldá-la às nossas certezas e conveniências?

A audiência do Papa Leão XIV, portanto, não se limita a uma explicação doutrinal, mas se apresenta como um chamado à conversão da escuta, à maturidade da fé e ao compromisso com uma Tradição verdadeiramente viva, capaz de falar ao coração do ser humano de hoje sem perder sua fidelidade ao Evangelho.


21/01/2026

CATEQUESE: DEI VERBUM

 


Leão XIV: em Cristo, Deus revela-se como Pai em um diálogo de aliança

Na Audiência Geral da quarta-feira (21/01), o Papa dedicou sua catequese à Revelação e aprofundou o sentido da ação de Deus como uma experiência relacional, plenamente manifestada em Jesus Cristo, mediador e plenitude de toda a comunicação divina.

“Continuamos a nossa catequese sobre a Constituição Dogmática Dei Verbum do Concílio Vaticano II, sobre a Divina Revelação”, afirmou o Papa Leão XIV no início da catequese desta quarta-feira, 21 de janeiro, na Sala Paulo VI, repleta de fiéis. O Pontífice recordou que Deus não se revela por meio de ideias abstratas, mas em um verdadeiro “diálogo de aliança”, no qual se dirige à humanidade como a amigos. Trata-se, explicou, de um conhecimento que não se limita à comunicação de conteúdos, mas que “partilha uma história e nos chama à comunhão mútua”.

A revelação como encontro pessoal

Segundo Leão XIV, a plenitude da Revelação acontece em um encontro histórico e pessoal, no qual o próprio Deus se entrega e se faz presente, permitindo ao ser humano descobrir-se conhecido em sua verdade mais profunda. Essa experiência encontra sua realização plena em Jesus Cristo.  O Papa destacou que o Filho revela o Pai envolvendo-nos na reciprocidade da sua própria relação com Ele. Em Cristo, os homens têm acesso ao Pai no Espírito Santo e tornam-se participantes da vida divina: “Chegamos, pois, ao pleno conhecimento de Deus ao entrarmos na relação do Filho com o seu Pai, em virtude da ação do Espírito”.

Conhecer o Pai na relação com o Filho

Para ilustrar essa verdade, Leão XIV recordou a oração de júbilo de Jesus narrada por São Lucas, na qual o Senhor louva o Pai por revelar seus mistérios aos pequeninos: “Ninguém conhece quem é o Filho senão o Pai, nem quem é o Pai senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar” (Lc 10,21-22). É nessa dinâmica de relação que o cristão aprende a conhecer Deus como Pai.

Graças a Jesus, acrescentou o Pontífice, conhecemos Deus da mesma forma como somos conhecidos por Ele. Em Cristo, Deus comunica a si mesmo e revela ao homem a sua verdadeira identidade: filhos criados à imagem do Verbo. Assim, ao descobrirmo-nos conhecidos por Deus, reconhecemos também a nossa vocação mais profunda de filhos chamados à vida plena.


Somos salvos por uma Pessoa

O Papa fez questão de enfatizar que a salvação não acontece apenas por vias intelectuais. “O que nos salva e nos chama não é apenas a morte e a ressurreição de Jesus, mas a sua própria pessoa”, afirmou. É a vida inteira do Senhor — que se encarna, nasce, cura, ensina, sofre, morre, ressuscita e permanece entre nós — que comunica a verdade de Deus. Por isso, acrescentou, não basta considerar Jesus como um simples transmissor de verdades abstratas. A Revelação passa por seu corpo real, por sua maneira concreta de ver e viver a realidade. O próprio Cristo convida os discípulos a partilhar o seu olhar confiante sobre o mundo e sobre o cuidado do Pai.

Uma fé que gera confiança filial

Ao concluir a catequese, Leão XIV recordou que, seguindo Jesus até o fim, o cristão chega à certeza de que nada pode separá-lo do amor de Deus. Citando São Paulo, afirmou: 

“Se Deus é por nós, quem estará contra nós? Ele, que não salvaguardou o seu próprio Filho, [...] como não haverá de nos conceder, juntamente com Ele, todas as coisas? (Rm 8,31-32). Graças a Jesus, o cristão conhece Deus Pai e entrega-se a Ele com confiança.”

FONTE: Vatican news

19/01/2026

A consciência de ser Igreja

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"Aqui na Suíça, é difícil levar os pais e, até mesmo as crianças e os jovens, a confiarem em Deus. Famílias pouco presentes e indiferentes à prática religiosa; crianças atraídas pelo esporte, música, celulares e festas, mais do que pela fé; domingos com igrejas cada vez mais vazias", escreveu uma catequista ao Papa Leão.

O Papa respondeu: "A situação em que você vive não é diferente de outros países. O problema não são os números – que fazem refletir –, mas a falta cada vez mais evidente de consciência de ser Igreja, ou seja, membros vivos do Corpo de Cristo...Como cristãos, sempre precisamos de conversão." 

Ler mais - https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2026-01/papa-revista-piazza-san-pietro-carta-catequista-suica.html

12/01/2026

Morre Irmã Henriqueta, defensora dos direitos humanos no Marajó…

Imagem: Mariana Pekin/UOL


Morreu dia 10 de janeiro de 2026  Marie Henriqueta Ferreira Cavalcante, a Irmã Henriqueta, conhecida nacionalmente pelo trabalho em defesa dos direitos humanos no Pará. Ela tinha 64 anos.

O que aconteceu

Irmã Henriqueta morreu em um acidente de carro na BR-230, a rodovia Transamazônica. O veículo em que ela estava capotou por volta das 17h30, na altura do km 135,8, enquanto se deslocava de Campina Grande para João Pessoa, na Paraíba.

Segundo a PRF (Polícia Rodoviária Federal), outras três pessoas estavam no carro e tiveram lesões graves. Elas foram levadas para o Hospital de Trauma de Campina Grande.

O corpo da freira foi levado para Belém, onde foi velado. O sepultamento ocorrerá na cidade de Soure, no Marajó. Ainda não foram informados detalhes sobre velório e enterro.

Irmã Henriqueta era presidente do Instituto de Direitos Humanos Dom José Luiz Azcona, que leva o nome do bispo emérito do Marajó, morto em 2024. Ambos se tornaram referência na luta em defesa dos direitos de crianças e adolescentes, sobretudo no arquipélago do Marajó (PA).

O instituto lamentou a morte. Em nota, a entidade disse que Henriqueta era uma "defensora incansável" dos direitos humanos e "abriu mão de ter uma vida pessoal para se doar aos que mais precisavam de ajuda".

Irmã Henriqueta certamente está em paz e na luz eterna, junto ao amado bispo Dom Azcona. [...] Irmã Henriqueta e Dom Azcona permanecem sendo inspiração na luta por políticas públicas e o respeito intransigente aos direitos das nossas meninas e meninos que são afetados pela violência. 

Instituto Dom Luiz Azcona, em nota… - 

O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), decretou luto oficial de três dias pela morte. Em publicação nas redes sociais, ele disse ter recebido a notícia do falecimento com "profunda tristeza". Afirmou ainda que Irmã Henriqueta foi uma das "maiores referências na defesa dos direitos de crianças e adolescentes" no estado.

A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, também lamentou a morte. "Uma mulher cuja vida foi dedicada à defesa dos direitos humanos e à proteção de crianças e adolescentes na Amazônia. Sua atuação firme e generosa ajudou a construir redes de cuidado e enfrentamento às violências contra meninas e mulheres", publicou Macaé nas redes sociais… - 

Dira Paes chamou Henriqueta de "heroína brasileira". A atriz interpretou, no filme "Manas", uma delegada inspirada na trajetória da ativista. "Me despeço da minha amiga Irmã Henriqueta, uma heroína brasileira que dedicou sua vida em defesa dos direitos das crianças e adolescentes. [...] Dona de um dos abraços mais afáveis, uma confiança que motivava e uma força que se reconhecia só de olhar", escreveu Dira nas redes sociais… 

Sou odiada pela minha luta'

Em 2023, a trajetória de Irmã Henriqueta foi contada em uma reportagem no UOL. Ela relatou que, há mais de uma década, estava no programa de proteção para defensores dos direitos humanos. O motivo: há anos, trava uma luta contra criminosos que violentam e exploram sexualmente mulheres e crianças.

Para circular pela cidade ou viajar, ela precisava de escolta policial e nunca saía às ruas de Belém sozinha. "Sou odiada pela minha luta", disse.

Irmã Henriqueta era ativista desde 2009. Chegou a coordenar o eixo de enfrentamento da violência sexual e o tráfico de pessoas da Comissão Justiça e Paz da CNBB (Conferência Nacional dos Bi… do Brasil) no Amapá e no Pará… 

Irmã Henriqueta era ativista desde 2009. Chegou a coordenar o eixo de enfrentamento da violência sexual e o tráfico de pessoas da Comissão Justiça e Paz da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) no Amapá e no Pará… 

Pelo trabalho, Irmã Henriqueta foi finalista do "Prêmio Inspiradoras" do UOL, em 2023, na categoria Conscientização e Acolhimento. Em novembro de 2025, ela foi uma das premiadas na edição especial Amazônia do "Mulheres Inspiradoras do Ano"…