25/04/2026

63º Dia Mundial de Oração pelas Vocações: A descoberta interior do dom de Deus

 

                         


MENSAGEM DO Papa LEÃO XIV

PARA O LXIII DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES

IV Domingo da Páscoa – 26 de abril de 2026


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A descoberta interior do dom de Deus


Queridos irmãos e irmãs, caríssimos jovens!

Guiados e protegidos por Jesus Ressuscitado, celebramos no IV Domingo de Páscoa, conhecido como “Domingo do Bom Pastor”, o LXIII Dia Mundial de Oração pelas Vocações. É uma ocasião de graça para partilhar algumas reflexões sobre a dimensão interior da vocação, entendida como descoberta do dom gratuito de Deus que floresce no mais profundo do coração de cada um de nós. Percorramos juntos, pois, o caminho de uma vida verdadeiramente bela, que o Pastor nos indica!

A via da beleza

No Evangelho de João, Jesus define-se literalmente como o «pastor belo» (ὁ ποιμὴν ὁ καλός) ( Jo 10, 11). A expressão indica um pastor perfeito, autêntico, exemplar, na medida em que se mostra disposto a dar a vida pelas suas ovelhas, manifestando assim o amor de Deus. É o Pastor que deslumbra: quem olha para Ele descobre que, seguindo-o, a vida é realmente bela. Para conhecer esta beleza, não bastam apenas os olhos do corpo ou critérios estéticos: são necessárias a contemplação e a interioridade. Só quem se detém, escuta, reza e acolhe o seu olhar pode dizer com confiança: “Acredito n’Ele, com Ele a vida pode ser realmente bela, quero percorrer a via desta beleza”. E o mais extraordinário é que, ao tornarmo-nos seus discípulos, nos tornamos também “belos”: a sua beleza transfigura-nos. Como escreve o teólogo Pavel Florenskij, a ascética não cria o homem “bom”, mas o homem “belo”. [1] Na verdade, a característica que distingue os santos, além da bondade, é a luminosa beleza espiritual que irradia de quem vive em Cristo. Assim, a vocação cristã revela-se em toda a sua profundidade: participar da sua vida, partilhar a sua missão, brilhar a partir da sua própria beleza.


Essa comunicação interior de vida, fé e sentido foi também a experiência de Santo Agostinho que, no terceiro livro das Confissões, ao declarar e confessar os seus pecados e erros juvenis, reconhece Deus como «mais íntimo do que o meu próprio íntimo». [2] Além da consciência de si mesmo, ele descobre a beleza da luz divina que o guia na escuridão. Agostinho percebe a presença de Deus na parte mais íntima da sua alma, e isso implica ter compreendido e vivido a importância do cuidado da interioridade como espaço de relação com Jesus, como via para experimentar a beleza e a bondade de Deus na própria vida.

Essa relação constrói-se na oração e no silêncio e, se cultivada, abre-nos à possibilidade de acolher e viver o dom da vocação, que nunca é uma imposição ou um esquema pré-estabelecido ao qual se deve simplesmente aderir, mas um projeto de amor e felicidade. É a partir do cuidado da interioridade que se deve urgentemente recomeçar na pastoral vocacional e no compromisso sempre novo da evangelização.

Neste espírito, convido todos – famílias, paróquias, comunidades religiosas, bispos, sacerdotes, diáconos, catequistas, educadores e fiéis leigos – a empenharem-se cada vez mais em criar ambientes favoráveis para que este dom possa ser acolhido, alimentado, protegido e acompanhado, a fim de dar fruto abundante. Somente se os nossos ambientes brilharem pela fé viva, pela oração constante e pelo acompanhamento fraterno, o apelo de Deus poderá florescer e amadurecer, tornando-se caminho de felicidade e salvação para cada um e para o mundo. Caminhando pela via que Jesus, o Bom Pastor, nos indica, aprendemos então a conhecermo-nos melhor a nós mesmos e a conhecer mais de perto Deus, que nos chamou.

Conhecimento recíproco

«O Senhor da vida conhece-nos e ilumina o nosso coração com o seu olhar de amor». [3] Com efeito, cada vocação só pode começar a partir da consciência e da experiência de um Deus que é Amor (cf. 1 Jo 4, 16): Ele conhece-nos profundamente, contou os cabelos da nossa cabeça (cf. Mt 10, 30) e para cada um pensou um caminho único de santidade e serviço. No entanto, este conhecimento deve ser sempre recíproco: somos convidados a conhecer Deus através da oração, da escuta da Palavra, dos Sacramentos, da vida da Igreja e da doação aos irmãos e irmãs. Tal como o jovem Samuel, que durante a noite, talvez de forma inesperada, ouviu a voz do Senhor e aprendeu a reconhecê-la com a ajuda de Eli (cf. 1 Sam 3, 1-10), também nós devemos criar espaços de silêncio interior para intuir o que o Senhor deseja para a nossa felicidade. Não se trata de um saber intelectual abstrato ou de um conhecimento erudito, mas de um encontro pessoal que transforma a vida. [4] Deus habita no nosso coração: a vocação é um diálogo íntimo com Ele que, apesar do ruído por vezes ensurdecedor do mundo, nos chama, convidando-nos a responder com verdadeira alegria e generosidade.

« Noli foras ire, in te ipsum redi, in interiore homine habitat veritas – Não saias de ti mesmo, volta para dentro de ti, a Verdade habita no homem interior». [5] Mais uma vez, Santo Agostinho lembra-nos como é importante aprender a parar, construindo espaços de silêncio interior para poder ouvir a voz de Jesus Cristo.

Queridos jovens, escutai esta voz! Escutai a voz do Senhor que vos convida a viver uma vida plena, realizada, fazendo frutificar os próprios talentos (cf. Mt 25, 14-30) e pregando as próprias limitações e fraquezas na gloriosa Cruz de Cristo. Parai, portanto, em adoração eucarística, meditai assiduamente a Palavra de Deus para a viverdes todos os dias, participai ativa e plenamente na vida sacramental e eclesial. Desta forma, conhecereis o Senhor e, na intimidade própria da amizade, descobrireis como doar-vos no caminho do matrimónio ou do sacerdócio, ou do diaconato permanente, ou na vida consagrada, religiosa ou secular: cada vocação é um dom imenso para a Igreja e para quem a acolhe com alegria. Conhecer o Senhor significa, antes de tudo, aprender a confiar n’Ele e na sua Providência, que superabunda em cada vocação.

Confiança

Do conhecimento nasce a confiança, uma atitude que é filha da fé, essencial tanto para acolher a vocação como para perseverar nela. A vida, efetivamente, revela-se como um contínuo confiar e abandonar-se ao Senhor, mesmo quando os seus planos perturbam os nossos.

Pensemos em São José, que, apesar do inesperado mistério da maternidade da Virgem, confia no sonho divino e acolhe Maria e o Menino com coração obediente (cf. Mt 1, 18-25; 2, 13-15). José de Nazaré é um ícone de confiança total no desígnio de Deus: confia mesmo quando tudo à sua volta parece ser trevas e negatividade, quando as coisas parecem ir na direção oposta à prevista. Ele confia e abandona-se, certo da bondade e da fidelidade do Senhor. «Em todas as circunstâncias da sua vida, José soube pronunciar o seu “ fiat”, como Maria na Anunciação e Jesus no Getsêmani». [6]

Como nos ensinou o Jubileu da Esperança, é necessário cultivar uma confiança sólida e permanente nas promessas de Deus, sem nunca ceder ao desespero, superando medos e incertezas, certos de que o Ressuscitado é o Senhor da história do mundo e da nossa história pessoal: Ele não nos abandona nas horas mais sombrias, mas vem dissipar com a sua luz todas as nossas trevas. E é precisamente graças à luz e à força do seu Espírito que, mesmo através de provações e crises, podemos ver a nossa vocação amadurecer, refletindo cada vez mais a beleza d’Aquele que nos chamou, uma beleza feita de fidelidade e confiança, apesar de nossas feridas e quedas.

Amadurecimento

A vocação, na verdade, não é uma meta estática, mas um processo dinâmico de amadurecimento, favorecido pela intimidade com o Senhor: estar com Jesus, deixar o Espírito Santo agir nos corações e nas situações da vida e reler tudo à luz do dom recebido significa crescer na vocação.

Tal como a videira e os ramos (cf. Jo 15, 1-8), assim toda a nossa existência deve constituir-se num vínculo forte e essencial com o Senhor, de modo a tornar-se uma resposta cada vez mais plena ao seu chamamento, através das provações e das inevitáveis podas. Os “lugares” onde melhor se manifesta a vontade de Deus e se experimenta o seu amor infinito são frequentemente os vínculos autênticos e fraternos que somos capazes de estabelecer ao longo da nossa vida. Como é precioso ter um diretor espiritual capaz de nos acompanhar na descoberta e no desenvolvimento da nossa vocação! Como são importantes o discernimento e a reflexão à luz do Espírito Santo, para que uma vocação possa realizar-se em toda a sua beleza.

A vocação, portanto, não é uma posse imediata, algo “dado” de uma vez por todas: é antes um caminho que se desenvolve de forma análoga à vida humana, em que o dom recebido, além de ser guardado, deve alimentar-se de uma relação quotidiana com Deus para poder crescer e dar fruto. «Isto tem um grande valor, porque coloca toda a nossa vida diante de Deus que nos ama, permitindo-nos compreender que nada é fruto dum caos sem sentido, mas, pelo contrário, tudo pode ser inserido num caminho de resposta ao Senhor, que tem um projeto estupendo para nós». [7]

Queridos irmãos e irmãs, caríssimos jovens, encorajo-vos a cultivar a relação pessoal com Deus através da oração diária e da meditação da Palavra. Parai, escutai, confiai: deste modo, o dom da vossa vocação amadurecerá, far-vos-á felizes e dará abundantes frutos para a Igreja e para o mundo.

Que a Virgem Maria, modelo de acolhimento interior do dom divino e mestra da escuta orante, vos acompanhe sempre neste caminho!


Vaticano, 16 de março de 2026

LEÃO PP. XIV


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[1] «A ascética não cria o homem “bom”, mas o homem belo, e a característica distintiva dos santos não é de modo algum a “bondade”, que também pode encontrar-se em pessoas carnais e muito pecadoras, mas sim a beleza espiritual, a beleza deslumbrante da pessoa luminosa e resplandecente, absolutamente inacessível ao homem grosseiro e carnal» (P. Florenskij, La colonna e il fondamento della verità, Roma 1974, 140-141).

[2] Santo Agostinho, Conf., III, 6, 11: CSEL 33, 53.


[3] Carta ap. Uma fidelidade que gera futuro (8 de dezembro de 2025), 5.


[4] Cf. Bento XVI, Carta enc. Deus caritas est (25 de dezembro de 2025) 1.


[5] Santo Agostinho, De vera religione, XXXIX, 72: CCSL 32, 234.


[6] Francisco, Carta ap. Patris corde (8 de dezembro de 2020), 3.


[7] Francisco, Exort. ap. pós-sinodal Christus vivit (25 de março de 2019), 248.


 


 




O Caminho para Damasco como Caminho de Gestão



1. Ver no youtube o filme: 

https://www.youtube.com/watch?v=BEwGArwVD5k

Saulo: O Caminho  para Damasco (Saul: The Journey to Damascus)


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2. Refletir:

O Caminho para Damasco como Caminho de Gestão

O caminho de Damasco de Saulo nos oferece um testemunho poderoso para o mundo corporativo atual, especialmente em tempos de mudanças rápidas, crises éticas e transformações digitais. Eis algumas conexões práticas:

1. A Coragem para Mudar

A transformação de Saulo exige renúncia ao ego, à zona de conforto e à reputação construída. Na gestão moderna, líderes são desafiados a abandonar práticas ultrapassadas, preconceitos institucionais e modelos mentais rígidos. A "queda do cavalo" de Saulo simboliza a quebra de paradigmas que, muitas vezes, precisam ocorrer para que uma nova cultura organizacional floresça.

2. Propósito como Pilar da Liderança

Paulo encontra, após a crise, um propósito maior. Nas empresas, gestores eficazes não apenas buscam lucros, mas lideram com base em valores e propósito. A liderança inspiradora de Paulo, mesmo diante de adversidades, mostra como o alinhamento com um ideal superior pode gerar resiliência e impacto duradouro.

3. O Poder do Perdão e da Reconciliação

A trajetória de Paulo também é marcada pela reconciliação com antigos inimigos. No ambiente corporativo, aprender a lidar com conflitos, admitir erros e promover reconciliações é essencial para a construção de equipes coesas e inovadoras. O filme nos lembra que todos têm potencial para mudar, inclusive aqueles vistos como “irreconciliáveis”.

4. Inovação com Base em Princípios

Paulo levou uma mensagem revolucionária ao mundo, adaptando sua linguagem às diferentes culturas, mas sem corromper a essência da fé. Isso ensina às empresas que a inovação deve andar lado a lado com princípios sólidos. A ética, hoje mais do que nunca, é um diferencial competitivo.

5. Resiliência e Legado

Mesmo perseguido, preso e mal interpretado, Paulo manteve-se firme em sua missão. Os líderes empresariais contemporâneos também enfrentam pressões externas, crises de reputação e decisões difíceis. Aqueles que permanecem fiéis à sua missão conseguem deixar um legado positivo e inspirador.


Conclusão: O Caminho para Damasco como Caminho de Gestão

O filme "Saulo – O Caminho para Damasco" é mais do que uma biografia espiritual. É um retrato simbólico de todas as transformações que exigem coragem, dor, propósito e visão. Nas empresas, muitas vezes é preciso “cair do cavalo” para enxergar o que realmente importa. É necessário repensar estratégias, pessoas e processos com humildade e ousadia.

Em tempos de ESG (ou seja, Environmental, Social and Governance, critérios que avaliam a sustentabilidade e a responsabilidade de empresas), diversidade, inteligência artificial, gestores estão sendo convidados a fazer suas próprias “viagens para Damasco”. E talvez, como Paulo, encontrarão no caminho não apenas respostas, mas uma nova forma de enxergar o mundo – e de liderar com sabedoria, fé e propósito.

Linkdin - Luis Everaldo de Oliveira

20/04/2026

Em Angola, país de fé genuína, o testemunho de uma brasileira

A Irmã Elisabete Corazza, 56 anos, brasileira, descreve o país onde é missionária há 8 anos: “um povo de grande fé, mas de grandes sofrimentos”. Ela relata as dificuldades decorrentes da falta de trabalho, de um sistema de saúde precário e dos contra-valores que dificultam a evangelização, e se diz feliz por estar em Luanda: “aprendo muito”. Para a religiosa, a visita do Papa é um incentivo à esperança e à reconciliação: “é importante que o mundo olhe para Angola”.

“O que significa o Papa estar aqui em Angola? Uma graça e uma bênção!”. De fato, em uma terra assolada pelo desemprego juvenil, pela falta de oportunidades, por um sistema de saúde precário e pela bruxaria, a chegada do Pontífice é um bálsamo e uma janela de esperança que se abre de par em par: “Sim, é uma bênção… Como eu poderia dizer outra coisa?”, afirma a Irmã Elisabete Corazza, 56 anos. Paulina, brasileira do Rio Grande do Sul – “mas meus antepassados de quatro gerações atrás eram italianos!” – está há 8 anos em missão em Luanda. Ela trabalha com a formação bíblica e a evangelização por meio da mídia, em particular do rádio. Com o boné branco estampado com o rosto do Papa, ela espera na fila por uma garrafa de água para se refrescar dos cerca de 30 graus de calor, amenizados por uma leve brisa que, porém, levanta poeira e terra. A religiosa faz parte da Comissão de Comunicações, responsável pela comunicação durante a viagem apostólica. No pescoço, ela usa, de fato, vários crachás e, com sandálias abertas, percorre a grande esplanada de Kilamba, onde o Pontífice celebra a primeira missa em território angolano.


Entrevista a Salvatore Cernuzio - Vatican news


Por que a visita do Papa a Angola é uma bênção?

Porque aqui há um povo de muita fé, mas também de muito sofrimento. E uma visita como essa é um “animo”, como se diz em italiano? Um incentivo, sim, para seguir em frente rumo à esperança, à reconciliação e à paz. O Papa vem justamente por isso: para ser “peregrino de esperança, reconciliação, paz”, como reza o lema da visita.


A fé dos angolanos é imediatamente perceptível, mas de que tipo de sofrimentos estamos falando?

O trabalho, antes de tudo. Há uma grande porcentagem de trabalho informal, ou seja, o comércio de rua, os pequenos serviços mal remunerados. Todas as manhãs, as mulheres saem pelas ruas para vender alguma coisa. São as zungueiras (vendedoras ambulantes), vocês já as viram? Estão por toda parte, o dia inteiro nas ruas, andando, andando, andando. Depois, outro grande problema… os jovens. Há um número altíssimo de jovens desempregados, que não estudam. É um sofrimento muito grande, porque não só não há trabalho, como também não há educação. Além disso, temos também um sistema de saúde muito precário.


E como vivem aqui?

Vivem pela graça de Deus. Há um esforço político, sim. Não é que não haja, mas não é suficiente para as necessidades reais.


Dizíamos, então, que é importante que uma viagem do Papa coloque os holofotes sobre essa realidade?

Sim, é importante que o mundo olhe para Angola. Nós estamos aqui, somos filhos e filhas de Deus. Filhos amados…


Que esperanças tem para o pós-visita de Leão XIV?

Que possamos ter uma fé mais firme. Aqui há muitas seitas que ganham espaço, se infiltram até na política, porque prometem uma intervenção imediata na vida.


Em que sentido? Dinheiro, curas…?

Não, não, milagres! “Venha aqui, reze aqui, e sua situação muda, melhora”. Isso é uma ilusão. Por isso evangelizamos e procuramos oferecer uma formação bíblica, justamente para que se tome consciência de todas as intervenções de Deus e de nossa ação.

Ir. Elisabete com  jovens

Como a senhora descreveria a fé dos angolanos?

Uma fé muito profunda, uma fé pura, mas conturbada, porque muito influenciada pela cultura original. Ela precisa ser orientada! Também porque existem contra-valores…


Ou seja?

Bem, a poligamia é um deles. É uma característica cultural e antropológica; nós explicamos o Catecismo, o magistério da Igreja, mas, acima de tudo, nos ocupamos das pessoas. Porque nunca há uma segunda, uma terceira esposa que não sofra. Não há outros filhos sem pai que não sofram.

O tema da poligamia também esteve no centro de um documento do Sínodo…

Sim, eu sei. Acompanhamos tudo, inclusive durante o Sínodo sobre a Sinodalidade. É um desafio pastoral nosso.


A senhora falava de contra-valores no plural. Quais são os outros?

A bruxaria. A bruxaria é destrutiva… Destrói famílias, acusa as crianças. Há, por exemplo, uma morte imprevisível porque alguém estava doente e nosso sistema não foi capaz de garantir os cuidados adequados, e, em vez disso, os parentes são acusados, culpados. Muitos são crianças: são punidas, abandonadas ou pior…


Enfim, uma terra difícil. A senhora está feliz por estar aqui?

“Muito feliz. Estou muito feliz por estar aqui em missão porque Deus, dia após dia, acende a luz para iluminar nosso caminho. Sinto que a missão me permite aprender muito e que o Senhor me permite ser um sinal pequeno de esperança, de reconciliação e de paz. Como o Papa!”

Fonte: Vatican news

12/04/2026

62ª Assembleia da CNBB -15-24/04/2026 - Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja(DGAE)


Começa dia 15, a Assembleia dos Bispos do Brasil. 

Uma equipe da CNBB preparou o esboço das Diretrizes que será refletido, trabalhado e aprovado pelos bispos na  Assembleia. ]Está estruturado em seis capítulos, abordando, desde a imagem da comunidade como “tenda” até compromissos sinodais concretos. 

Uma das referências fundamentais  é o Sínodo da Sinodalidade. Ela se constitui como um grande instrumento de recepção, apontando o modo como a Igreja no Brasil pode viver a sinodalidade em suas realidades, desafios e potencialidades.


62ª Assembleia Geral da CNBB - Data, Local e Oração: por quem rezar?



De 15 a 24 de abril, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realiza Assembleia Geral.

Os bispos se reúnem no Santuário de Aparecida -  Centro de Eventos Pe. Vitor Coelho de Almeida, em  Aparecida  (SP).

A CNBB criou uma ferramenta para nossa participação: “Reze por um bispo”. Podemos sortear o nome de um dos 373 bispos brasileiros e rezar por ele durante a 62ª Assembleia Geral.

Para sortear, acesse o hot site: https://www.cnbb.org.br/reze-por-um -bispo/

Sorteie o nome do bispo e sua diocese, por quem rezar. Acompanhe as notícias no Portal Paulinas: https://universo.paulinas.com.br/

Fonte: CNBB

Portal Paulinas: Ir. Patrícia Silva, fsp




20/03/2026

Dia Internacional da Felicidade

 

Foto: freepik


O Dia Internacional da Felicidade é comemorado em 20 de março. Foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em julho de 2012 (resolução 66/281) e celebrado pela primeira vez em 2013. A data surgiu para reconhecer a felicidade e o bem-estar como direitos e metas universais na vida das pessoas e destacar a necessidade de políticas públicas focadas no desenvolvimento sustentável e na redução da pobreza.

A pesquisa da  Ipsos Happiness Report mostra que o país que encabeça o ranking  das pessoas felizes é a Indonésia (86%), seguida pelos Países Baixos (84%), México (83%) e Colômbia (83%).  O Brasil aparece em sétimo lugar.


A felicidade entre homens e mulheres


De acordo com o levantamento da Ipsos, 28% dos brasileiros se declararam “muito felizes”, o país. Já 20% disseram-se “não muito felizes” ou “nada felizes”. No nosso país a felicidade aparece fortemente associada ao amor e à espiritualidade. Já a infelicidade está ligada à situação financeira. Veja a lista dos 10 países mais felizes do mundo abaixo.


Da população brasileira, os homens são maioria entre os que se dizem “muito felizes”. O percentual atingiu 29%. Esse mesmo sentimento representa apenas 26% das mulheres.

O Dia Internacional da Felicidade, comemorado em 20 de março, foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em julho de 2012 (resolução 66/281) e celebrado pela primeira vez em 2013. A data surgiu para reconhecer a felicidade e o bem-estar como metas universais na vida dos seres humanos e destacar a necessidade de políticas públicas focadas no desenvolvimento sustentável e na redução da pobreza.

O dia visa lembrar que a maior riqueza de um país são as pessoas e que a busca pela felicidade é um direito fundamental.

Já quando entre os que são apenas “felizes”, as mulheres lideram com 54% contra 50% dos homens.

Assistir vídeos em https://www.worldhappiness.report/

Capítulo 1

Resumo executivo: felicidade e redes sociais

Capítulo 2

Evidências internacionais sobre felicidade e redes sociais

Capítulo 3

Capítulo 4

Traduzir evidências científicas em políticas eficazes para a saúde e a tecnologia exige cuidado.

Capítulo 5

Satisfação com a vida e uso de mídias sociais na adolescência: diferenças de gênero em um conjunto de dados internacional.

Capítulo 6

Redes sociais, perda de tempo e armadilhas de produtos

Capítulo 7

Uso problemático das redes sociais e bem-estar dos adolescentes: o papel do nível socioeconômico familiar em 43 países.

Capítulo 8

Uso da internet, redes sociais e bem-estar: o papel da confiança, das conexões sociais e dos laços emocionais.

Capítulo 9

Uso das redes sociais e bem-estar no Oriente Médio e Norte da África.

O Relatório Mundial da Felicidade é publicado pelo Centro de Pesquisa sobre Bem-Estar da Universidade de Oxford, em parceria com a Gallup, a Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável da ONU e um conselho editorial independente.

As opiniões expressas neste relatório não refletem necessariamente as opiniões dos nossos parceiros, da Universidade de Oxford ou de qualquer organização, agência ou programa das Nações Unidas.

Para dúvidas gerais, entre em contato com info@worldhappiness.report .

Para informações à imprensa, entre em contato com media@worldhappiness.report .


fonte: https://www.worldhappiness.report/

02/03/2026

Novo arcebispo de Aparecida (SP)

O papa Leão XIV oficializou, hoje, (2/03), o novo arcebispo de Aparecida (SP): Dom Mário Antônio da Silva. Ele é natural de Itararé (SP), tem 59 anos. Vai substituir Dom Orlando Brandes, como 6º Bispo de Aparecida. 

Em 2007, Dom Mário foi nomeado Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Manaus. Em 2015, passou a ser Bispo Diocesano de Roraima. 

Em 2022 foi nomeado arcebispo de Cuiabá. Agora para Aparecida.

Formada por cinco municípios - Aparecida, Guaratinguetá, Lagoinha, Potim e Roseira – a Arquidiocese de Aparecida é composta por 18 paróquias e uma capelania militar. Seu lema episcopal, “Testemunhar e Servir” reflete sua entrega confiante à vontade de Deus.

A decisão ocorre após o Santo Padre acolher o pedido de renúncia de Dom Orlando Brandes, apresentado conforme estabelece o Código de Direito Canônico, que orienta os bispos a oferecerem sua renúncia ao completar 75 anos (cân. 401 §1). Na ocasião em que atingiu essa idade, o Papa Francisco, então Pontífice, pediu que Dom Orlando permanecesse por mais cinco anos à frente da Arquidiocese de Aparecida, prolongando seu pastoreio na Igreja particular confiada aos seus cuidados.

Atualmente arcebispo de Cuiabá (MT), Dom Mário tem sua trajetória marcada pela dedicação à missão evangelizadora e pela proximidade com as realidades pastorais do Centro-Oeste brasileiro. Seu lema episcopal“Testificari et ministrare” (“Testemunhar e Servir” em latim), sintetiza a identidade do discípulo missionário, chamado a anunciar Cristo com a vida e a colocar-se a serviço do povo de Deus.