16/09/2026

Alteridade e voto: diálogo entre mulheres

 

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Maria Clara Bingemer

 

A angústia e o desanimo é grande na medida em que se aproximam as eleições para presidente, governadores e representantes Legislativos. Os últimos dias foram de terror, gerando perplexidade em todos aqueles que amamos o Brasil e sonhamos com algum futuro para este país.

Será possível que não exista mais ninguém honesto por aqui? Ou se existir, será possível que essa voz da ética e da justiça esteja oculta e escondida, incapaz de se fazer ouvir em alguma instância? Como acreditar ainda no pátria amada, na patriazinha de Vinicius de Moraes se não podemos transmitir nem a filhos, nem a netos, nem a alunos algum motivo para ainda acreditar e não viajar no fim de semana das eleições, nem anular o voto em sinal de raiva e Descrença?

O artigo de uma mulher gaúcha, jornalista reconhecida e que leio todo domingo na revista do Globo, reavivou-me a esperança. E tão identificada me senti que espalhei seu texto aos quatro ventos, sedenta por ver se encontrava igual ou parecida ressonância por ele produzida. Devo dizer que as reações me surpreenderam. Vários grupos de WhatsApp dos quais participo começaram a replicá-lo e enviá-lo em várias direções.

Martha Medeiros com sua linguagem ágil e certeira nos ensina ali que voto é algo que se realiza a partir do outro, da alteridade a partir da qual existimos e somos. Como diz o filósofo judeu lituano Emmanuel Levinas, é o outro que me diz quem eu sou e é a partir dele que posso entender-me a mim mesma.

Sem citar Levinas, mas sim trazendo sua experiência vital, Martha avisa aos candidatos que não devem preocupar-se com ela. Já seus direitos e desejos estão sobejamente atendidos pela família no seio da qual nasceu, pelas circunstâncias socioeconômicas que foram as suas, pelos privilégios que sempre teve, quais sejam: saúde, educação, Carinho, trabalho. Os candidatos deveriam não se preocupar em atender necessidades de quem não as tem e sobretudo de quem na verdade os elege para poder continuar mantendo seus privilégios e a superfluidade de suas vidas. Devem sim, responder aos que são privados e espoliados de seus direitos desde o mais elementar até o mais complexo.

Que tal começar por comer? Trata-se de uma evidência? Pois Leitor/leitora, não o é para muitíssimas pessoas neste país imenso. Martha celebra a certeza de que almoçará no dia seguinte, informando então que há muitos que não têm essa certeza. Não se trata de saber o que vai comer, mas se vai comer. Segundo o profeta Dom Pedro Casaldáliga, arcebispo de São Felix do Araguaia, falecido em 2020, só existem dois absolutos: Deus e a fome. Seguindo esse grande místico e mestre, a certeza de Martha Medeiros nos diz que o voto deve ir na direção daquele candidato que terá como prioridade do seu governo extinguir a fome entre a população brasileiro.

O rosto plural e desnutrido da alteridade cresce à nossa frente, quando pensamos que comemoramos estar o Brasil agora for a do mapa da fome. É realmente uma excelente notícia. Mas o processo precisa continuar. Segundo a ONU, o país manteve a proporção da população subnutrida abaixo de 2,5% entre 2023 e 2025. No entanto, 2,5% perfazem mais de 5 milhões de brasileiros, que parece que ainda vivem em insegurança alimentar severa, não podendo nutrir-se do que necessitam para continuar vivos.

A escritora menciona rostos diversos que povoam o planeta da alteridade brasileira: "quem tem 3 anos e é cuidado por um irmãozinho de 9, enquanto a mãe realiza serviços domésticos na casa dos outros — aos sábados, inclusive; quem tem 12 e teve que sair da escola para ajudar na renda familiar; quem tem 24 e ainda não conseguiu o primeiro emprego"".

Todos esses outros se encontram nos grotões da miséria que ainda existem país afora. Ou estão nas ruas por onde passamos, na porta de nossas casas, na mídia como vítimas da violência diária. Martha avisa aos candidatos à presidência que é em direção a estes e estas que deve ir sua preocupação. Não em reforçar privilégios de quem já os tem.

Voltando a Levinas, a alteridade preside a relação ética em que o "eu" assume uma responsabilidade infinita e incondicional pelo outro visto como um ser transcendente que não pode ser reduzido ao conhecimento racional. O outro é um mistério imanipulável e seu rosto é a manifestação dessa presença viva e vulnerável. O outro traz consigo um mandamento ético fundamental: "Não matarás".

Isso nos diz que nosso voto é de suma importância. Pode fazer acontecer a vida ou a morte. Talvez não para nós, mas para outros que vivem no limite do possível do que seja uma vida decente. Votar em quem não priorizará essas urgências para que haja vida é, no dizer de Martha – expressão que assumo também como minha – uma indecência.

Não sabemos o que nos reservam as semanas que ainda nos separam do primeiro turno. Para mim, no entanto, essa coluna de uma irmã de gênero e sensibilidade, lançou uma luz de esperança. Obrigada, Martha.

 


Maria Clara Bingemer é teóloga e pesquisadora do programa de pós-graduação em teologia da PUC-Rio, onde foi professora titular por mais de 40 anos. Escreveu entre outros livros A sede de Deus nos desertos contemporâneos: Aproximações teopoéticas, SP, Recriar, 2025.

10/09/2026

“O amor sabe ceder” - Pe. Reymel, ssp

 


“O amor sabe ceder” 


É fácil amar quando isso não exige nada de nós. Mas o amor se torna mais difícil quando precisamos abrir mão de alguma coisa que queremos, mudar nossas preferências ou tratar bem alguém que não nos tratou bem. É aí que o amor deixa de ser apenas um sentimento e se torna uma escolha.


Dois pontos para nossa reflexão hoje:

Primeiro, o amor sabe ceder. Na primeira leitura, São Paulo fala dos cristãos que sabiam que os ídolos não eram nada e, por isso, acreditavam que tinham liberdade para comer os alimentos oferecidos a eles. Eles não estavam necessariamente errados. Mas Paulo lembra que suas atitudes poderiam se tornar motivo de queda para alguém cuja fé ainda era fraca. Por isso ele diz: “o conhecimento incha, a caridade é que constrói.”

Imaginem várias pessoas dividindo uma sala com ar-condicionado. Uma gosta do ambiente bem frio, outra prefere uma temperatura mais moderada, e outra não gosta de frio. Quem está com o controle na mão poderia simplesmente colocar na temperatura que prefere. Mas logo alguém começa a sentir frio e outro já está procurando um casaco. Quando dividimos o mesmo ambiente, não podemos pensar apenas no nosso próprio conforto. Às vezes, ajustamos a temperatura porque o outro também importa.

Na vida também é assim. O amor sabe se adaptar. Às vezes, insistimos na nossa opinião porque sabemos que estamos certos. Mas a maturidade cristã não consiste apenas em saber o que temos o direito de fazer. É também saber quando o amor nos pede que abramos mão de alguma coisa para o bem do outro. O amor nem sempre insiste nos próprios direitos. Às vezes, sabe ceder.

Segundo, o amor responde com misericórdia. Jesus diz: “Amai os vossos inimigos e fazei o bem aos que vos odeiam, bendizei os que vos amaldiçoam e rezai por aqueles que vos caluniam.”(Lc 6,27-38)

Às vezes, somos como um espelho. Simplesmente refletimos aquilo que recebemos. Se alguém é gentil conosco, somos gentis. Se alguém nos respeita, nós também respeitamos. Mas, se alguém nos trata com raiva, respondemos com raiva. Se alguém nos machuca, sentimos vontade de machucar também.

E assim o mal vai passando de uma pessoa para outra. O ciclo do mal continua. Jesus nos convida a interrompê-lo. Ele nos pede que não sejamos simplesmente um espelho do comportamento dos outros. Ele nos diz: “Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso.” Nosso modelo não é o comportamento do outro. Nosso modelo é a misericórdia de Deus.

Se alguém é duro conosco, não precisamos nos tornar duros também. Se alguém guarda ressentimento, não precisamos fazer o mesmo. Se alguém fala mal de nós, não precisamos pagar na mesma moeda. Isso não significa aceitar injustiças ou permitir que os outros nos maltratem. Significa não deixar que o comportamento do outro decida que tipo de pessoa nós vamos ser.

O amor sabe se adaptar, e a misericórdia sabe perdoar. Peçamos a graça de amar cada vez mais como o nosso Pai nos ama. Amém.

 

São Paulo, 10 de setembro de 2026

09/09/2026

Série Magnifica Humanitas |

   


Série Magnifica Humanitas |

 A trajetória da Doutrina Social 

Da Rerum Novarum aos dias atuais,

entenda como a Igreja Católica atua no diálogo com a humanidade.

Passos da Doutrina Social da Igreja:

Principais temas e anos.

A encíclica de Leão XIV “Magnifica humanitas”: áudio e texto

VEJA EM Universo Paulinas: 

https:/universo.paulinas.com.br/conteudo/serie-magnifica-humanitas-a-trajetoria-da-doutrina-social-nbsp-/1874

Fonte: Vatican News


05/09/2026

Igreja e política - Diálogo dos cardeais do Brasil


 

https://www.youtube.com/watch?v=Uef-RG4VsGg&t=1951s


No dia 2 de setembro, às 21h, realizou-se o programa especial “Igreja e Política: Diálogo dos Cardeais do Brasil”, reunindo cardeais da Igreja Católica no país para uma reflexão sobre a presença e a contribuição dos cristãos na vida pública.

A iniciativa foi transmitida ao vivo diretamente dos estúdios da RedeVida, em Brasília, com retransmissão pela TV Evangelizar, RS21 e Canção Nova, ampliando o alcance do debate para católicos de todo o Brasil.
O encontro pretende oferecer elementos de discernimento à luz do Evangelho e da Doutrina Social da Igreja, abordando a relação entre fé e compromisso cidadão, especialmente em um contexto que requer dos cristãos participação responsável na construção do bem comum.
A Igreja incentiva os fiéis leigos a exercerem com consciência sua missão no mundo, contribuindo para a promoção da justiça, da paz e da dignidade humana. Nesse sentido, o diálogo entre os cardeais busca fortalecer a reflexão sobre o papel dos católicos na sociedade e na política, sempre preservando a autonomia das instituições e o respeito às diferentes opções legítimas presentes na vida democrática.
Serviço
Evento: Igreja e Política – Diálogo dos Cardeais do Brasil
Data: 2 de setembro
Horário: 21h
Transmissão: RedeVida, TV Evangelizar, Signis, RS21 e Canção Nova, Rádio Nova Aliança de Brasília.

04/09/2026

Pe. Alfredinho

 O frio cortante das prisões nazistas na Áustria durante a Segunda Guerra Mundial não foi suficiente para vergar sua espinha. As jornadas exaustivas de quinze horas diárias na cozinha de um hotel, enfrentadas ainda na infância, tampouco apagaram sua determinação.

O homem que nasceu Frédy Kunz, na Suíça de 1920, rejeitou as certezas e o conforto da Europa para abraçar a poeira, o abandono e o sofrimento de profeta no Brasil profundo.  Escolheu o chão batido. Escolheu a margem. Tornou-se Padre Alfredinho

Em 1968, desembarcou no sertão do Ceará para atuar na Diocese de Crateús, ao lado de Dom Antônio Batista Fragoso. Mas foi na dor invisível da periferia que sua missão ganhou contornos definitivos. Chamado para dar a extrema-unção a Antonieta — uma jovem de 22 anos, consumida pela tuberculose —, Alfredinho testemunhou uma cena que rasgou sua alma: o cadáver da mulher foi transportado ao cemitério sobre a própria porta de seu barraco, improvisada como caixão. O choque provocou uma revolução interior. Ele não fez discursos sobre a tragédia: alugou o mesmo barraco e mudou-se para lá. Afirmaria, anos mais tarde, ter sido verdadeiramente alfabetizado na fé pelas prostitutas e miseráveis que a sociedade insistia em esconder. 

Sua espiritualidade sempre foi contemplativa e, por isso, sempre esteve presente com as pessoas. Quando a seca impiedosa de 1981 empurrou multidões de famintos para as cidades, ele respondeu ao medo e ao preconceito das elites criando a mobilização Porta Aberta aos Famintos. Tabuletas nas portas indicavam onde havia pão para quem tinha fome. Inspirado nos Cânticos do Servo Sofredor e em profunda reflexão bíblica, fundou a Irmandade do Servo Sofredor (ISSO), ensinando que o pobre não é mero objeto de caridade, mas o sujeito consciente de sua própria libertação. 

Anos depois, o cenário mudou, mas o método permaneceu o mesmo. No ABC Paulista, morou na favela Lamartine e, já septuagenário, tomou uma decisão radical: trocou a cama pelo chão e passou meses dormindo sobre papelão ao lado dos moradores em situação de rua de Santo André. 

Quando partiu, em agosto de 2000, aos 80 anos, não deixou grandes estruturas físicas ou impérios de pedra. Deixou marcas na alma coletiva de um povo. Em 2023, seu retorno definitivo em procissão ao sertão cearense provou que a memória de quem escolheu amar até as últimas consequências permanece indestrutível. Padre Alfredinho não construiu templos; construiu dignidade. 

Vídeo:


Documentário:

https://www.youtube.com/watch?v=gtLCLEvVrrc

Duração: 29:12

Livros dos Pe. Alfredinho:

A Burrinha De Balaão (1975)

A ovelha de Urias (1981)

A história da Irmandade do Servo Sofredor (ISSO)

03/09/2026

5º Congresso Vocacional do Brasil

 


De 4 a 6 de setembro, em Aparecida (SP), acontece o 5º Congresso Vocacional do Brasil.

 Com o tema “Comunidades Vocacionais: encontro, testemunho e missão”, 

o evento convida a Igreja no Brasil a redescobrir sua identidade de assembleia de chamados.

 A identidade visual do Congresso é inspirada no 

lema: “Perseverantes e bem unidos, partiam o pão pelas casas” (cf. At 2,46). 

O texto divide-se em quatro partes fundamentais: 

Exegese (o modelo bíblico), 

Encontro (Iniciação à Vida Cristã), 

Testemunho (atitudes vocacionais) e 

Missão (o compromisso de todos).


ORAÇÃO DO 5º CONGRESSO VOCACIONAL DO BRASIL

Senhor Jesus,

que nos ensinastes a partilhar o pão

e sempre nos sustentais com os dons do vosso Espírito,

concedei-nos comunidades vocacionais vivas e perseverantes,

que sejam testemunhas de unidade

e despertem, nas novas gerações,

o desejo pela Vida Matrimonial e Consagrada,

pelos Ministérios Leigos e Ordenados.

Sustentai-as no seu compromisso com uma catequese vocacional

e com os caminhos de especial consagração.

Dai-lhes sabedoria

para ajudar todas as pessoas no discernimento de sua vocação,

por meio de um verdadeiro encontro convosco.

Maria, vocacionada do Pai,

interceda por cada comunidade,

para que, animadas pelo Espírito Santo,

sejam fonte de santas vocações para a missão,

no serviço ao Povo de Deus.

Amém!


5º Congresso Vocacional do Brasil

De 4 a 6 de setembro, em Aparecida (SP), o Centro de Eventos Pe. Vitor Coelho de Almeida acolhe o 5º Congresso Vocacional do Brasil, que reflete o tema “Comunidades Vocacionais: encontro, testemunho e missão”. O evento é promovido pela Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).


Com o tema "Comunidades Vocacionais: Encontro, Testemunho e Missão" e iluminado pelo lema "Perseverantes e bem unidos, partiam o pão pelas casas" (cf. At 2,46), de 4 a 6 de setembro, em Aparecida (SP), a Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil acolhe o 5º Congresso Vocacional do Brasil a  Igreja no Brasil convidando a todos  a redescobrir a beleza da vocação vivida em comunidade, na partilha de dons e carismas, e na missão de evangelizar as novas gerações.
Resultado de um amplo processo de escuta e colaboração, o tema propõe reflexões teológicas, pastorais e espirituais sobre o chamado de Deus, incentivando a sinodalidade e o compromisso com a animação vocacional em todas as comunidades eclesiais.

É indicado para bispos, presbíteros, diáconos, consagrados (as), formadores, catequistas, leigos e movimentos eclesiais que desejam aprofundar o discernimento e fortalecer o serviço vocacional em sintonia com os planos pastorais diocesanos.

Como inspirador para este encontro, foi escolhido um patrono.

 

O Patrono e o “Rogate”

Santo Aníbal Maria d’Francia, foi um sacerdote católico beatificado em 7 de outubro de 1990 pelo Papa João Paulo II e canonizado em 16 de maio de 2004 pelo mesmo Papa, que o denominou como "o Apóstolo da oração pelas vocações e pai dos órfãos e dos pobres".

Em 1882, fundou os Orfanotrofi Antoniani, convicto de que os pobres precisavam não apenas de assistência material, mas também de instrução, dignidade humana e um ambiente familiar. Dessa experiência pastoral surgiu a intuição que caracterizaria toda a sua espiritualidade: o “Rogate”, o mandamento de Cristo no Evangelho de rezar ao Senhor da messe para que envie operários à sua colheita (cf. Mt 9,38).

«Desejar formar sacerdotes sem pedir ao Senhor equivale a reduzir-se a uma cultura artificial do clero. A graça da vocação desce do alto, e não desce se ninguém a pedir», escrevia Santo Aníbal Maria Di Francia, exortando a todos a rezarem pelas vocações, especialmente pela vida sacerdotal e religiosa.

Objetivo principal

O objetivo principal do 5º Congresso é convidar a Igreja a voltar o olhar para sua identidade enquanto assembleia de chamados, vivendo o lema "Perseverantes e bem unidos, partiam o pão pelas casas" (cf. At 2, 46). Assim, esta é uma oportunidade para refletir e dialogar sobre a realidade vocacional nas paróquias e comunidades, que evangelizam e despertam tantos dons e carismas.  

Programação do Congresso

- 4 de setembro

No primeiro dia, o painel “Caminho: Nossa história vocacional na vida da comunidade eclesial” revisita a trajetória dos Congressos Vocacionais na perspectiva das comunidades eclesiais.

Participantes

Dom Ângelo Ademir Mezzari, Arcebispo de Vitória/ES, Presidente da Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada.

Irmã Clotilde Azevedo – Irmãs Apostolinas.

Dom José Albuquerque – Bispo de Parintins/AM e referencial da Animação Vocacional e Formação.

- 5 de setembro

O tema do painel principal é “Fé: A graça que anima a vida da comunidade”.Aborda o bonito serviço vocacional exercido nas paróquias, por meio da catequese, liturgia e demais equipes vocacionais, que ajudam na missão evangelizadora.

Participantes

Pe. Thiago Faccini Paro – membro da equipe de reflexão do Setor de Espaço Litúrgico, da Comissão Episcopal para Liturgia da CNBB e da Associação dos Liturgistas do Brasil (ASLI).

Pe. Marcelo Ribeiro – Presbítero da Diocese de Toledo (PR) e membro da Comissão Teológica do 5º Congresso Vocacional do Brasil.

Frei Luís Felipe Carneiro Marques – frade e presbítero da Ordem dos Frades Menores Conventuais; assessor da Comissão Episcopal para a Liturgia da CNBB, vice-presidente da Associação dos Liturgistas do Brasil e membro do Centro de Liturgia Dom Clemente Isnard.

- 6 de setembro

O painel destaque fala sobre “Partilha: Comunicação e juventude a serviço da cultura vocacional”, com o objetivo de refletir sobre como levar o nome de Deus também no meio digital, de forma que converse com a realidade dos jovens.

Participantes

Osnilda Lima – assessora da Comissão Episcopal para a Comunicação Social da CNBB, coordenando projetos de relevância nacional e internacional.

Dom Maurício da Silva Jardim – Bispo da Diocese de Rondonópolis-Guiratinga e presidente da comissão episcopal para ação missionária e cooperação intereclesial.

Prof.ª Patrícia Teixeira (PUC-RS) – Coordenadora do Observatório Juventudes da PUCRS/Rede Marista e membro da equipe redatora de atualização do Doc. 85 Evangelização da Juventude da CNBB.

 

Roteiro para reflexão

Para as  reflexões e atividades foi preparado o texto-base. Ele é apresentado em quatro partes:

Exegese (o modelo bíblico),

 Encontro (Iniciação à Vida Cristã),

Testemunho (atitudes vocacionais) e

Missão (o compromisso de todos).


E o  Brasil inteiro se colocou a caminho!

Antes mesmo de chegar a Aparecida, o 5º Congresso Vocacional do Brasil já acontecia em cada Regional, diocese e comunidade, por meio da oração, da escuta, da reflexão e do compromisso com uma verdadeira cultura vocacional.

São 19 Regionais, diferentes realidades e muitos caminhos que agora se encontram em uma só missão: despertar, acompanhar e cultivar vocações.

📊 1.607 participantes

286 dioceses envolvidas

🤝 248 dioceses representadas

📍 109 Congressos Diocesanos

30/08/2026

Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação - 1º de setembro




No dia 1º de setembro, celebra-se o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação.

A data, que já vem sendo celebrada pela Igreja Ortodoxa desde 1970. Foi instituída na Igreja Católica em 2015, pelo Papa Francisco, com o propósito de chamar toda a humanidade a uma conversão ecológica, que permita de fato, criar relações sustentáveis com o mundo que nos rodeia, protegendo toda a Criação e também, para fortalecer a crescente comunhão com os nossos irmãos ortodoxos.

No Brasil, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) aprovou o formulário durante sua 62ª Assembleia Geral, realizada de 13 a 24 de abril de 2026, e encaminhou o texto ao Dicastério para a necessária confirmação. Em junho deste ano, o Dicastério confirmou o texto aprovado pela CNBB, que passa a integrar as possibilidades de celebração litúrgica para esta ocasião.

A nova Missa constitui uma oportunidade para que as comunidades cristãs celebrem o mistério da criação à luz da fé em Cristo e renovem sua responsabilidade diante do dom que Deus confiou à humanidade. A liturgia convida, assim, a uma atitude de gratidão pelo dom da criação e, ao mesmo tempo, a um compromisso concreto com sua salvaguarda, especialmente diante dos desafios ambientais do nosso tempo.

A celebração também ajuda a compreender que o cuidado da criação não é uma questão alheia à vida cristã. Na liturgia, os elementos da criação são assumidos e transformados em expressão da ação salvadora de Deus. De modo particular, a Eucaristia revela a profunda relação entre criação, encarnação e redenção.

Como recorda o Papa Francisco na encíclica Laudato si’: “a criação encontra a sua maior elevação na Eucaristia”. E acrescenta: “No apogeu do mistério da Encarnação, o Senhor quer chegar ao nosso íntimo através dum pedaço de matéria” (Laudato si’, 236).


A celebração da Missa pelo Cuidado da Criação oferece, portanto, uma oportunidade para que as comunidades renovem, diante de Deus, o compromisso de cuidar da casa comum, promovendo uma relação mais responsável e solidária com toda a criação.

O formulário litúrgico e as leituras próprias para a celebração estão disponíveis para as comunidades, paróquias e dioceses que desejarem celebrar a Missa pelo Cuidado da Criação no dia 1º de setembro, observando as normas litúrgicas previstas para a ocasião.

ACESSE O FORMULÁRIO DA CELEBRAÇÃO EM 

https://www.cnbb.org.br/formulario-missa-pelo-cuidado-da-criacao/

ou em PDF, AQUI:

chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://www.cnbb.org.br/wp-content/uploads/test-for-pdf/Missa-pelo-Cuidado-da-Criacao-Textos-liturgicos-e-biblicos.pdf