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27/09/2024

46ª Viagem Apostólica de Francisco: Bélgica


 O Papa Francisco encontrou-se com as autoridades, a sociedade civil e o Corpo diplomático, nesta sexta-feira (27/09), no Castelo Real de Laeken, na Bélgica, segunda etapa de sua 46ª Viagem Apostólica Internacional.

Francisco manifestou satisfação por visitar a Bélgica, e disse que quando "se pensa neste País, evoca-se ao mesmo tempo algo pequeno e grande, um país ocidental e simultaneamente central, como se fosse o coração pulsante de um organismo imenso".

"A Bélgica não é um Estado muito extenso, mas a sua história peculiar fez com que, imediatamente depois da Segunda Guerra Mundial, os povos europeus, cansados e exaustos, iniciando um sério caminho de pacificação, colaboração e integração, olhassem para ela como a sede natural das principais instituições europeias. Por se situar nos limites entre o mundo germânico e o mundo latino, fazendo fronteira com a França e a Alemanha, que mais encarnaram as antíteses nacionalistas da origem do conflito, surgiu como lugar ideal, quase uma síntese da Europa, de onde partir para a sua reconstrução, física, moral e espiritual", frisou o Papa.

A Bélgica é uma ponte 

Poder-se-ia dizer que a Bélgica é uma ponte: entre o continente e as ilhas britânicas, entre as regiões germânicas e francófonas, entre o sul e o norte da Europa. Uma ponte para permitir a expansão da concórdia, fazendo retroceder os conflitos. Uma ponte onde cada um, com a sua língua, a sua mentalidade e as suas convicções, se encontra com o outro e escolhe a palavra, o diálogo e a partilha como meios de relação. Uma ponte, portanto, indispensável à construção da paz e ao repúdio da guerra.

Segundo o Papa, a Europa precisa da Bélgica "para se lembrar da sua história, feita de povos e culturas, de catedrais e universidades, de conquistas do engenho humano, mas também de muitas guerras e de uma vontade de domínio que, por vezes, se converteu em colonialismo e exploração. A Europa precisa da Bélgica para prosseguir na via da paz e da fraternidade entre os povos que a compõem".

DE: Vatican.news

O Papa: consolar e servir é a linda missão que o Senhor nos confia

"Consolar e servir são dois aspectos fundamentais do amor que Jesus nos deu, nos confiou como missão e nos indicou como único caminho para a alegria completa", disse Francisco à Comunidade Católica reunida na Catedral de Notre-Dame, em Luxemburgo. 

"O nosso encontro coincide com um importante Jubileu Mariano, com o qual a Igreja luxemburguesa comemora quatro séculos de devoção a Maria, Consoladora dos Aflitos e Padroeira do País", sublinhou ainda o Papa.

Papa Francisco em Luxemburgo

25/09/2024

46ª viagem apostólica do Papa Francisco

Catedral de Bruxelas


De 26 a 29 deste mês, setembro,  Francisco vai à  Bélgica e a Luxemburgo, no coração da Europa para falar de paz, clima e migração. 

Existem cerca de 8 milhões e 400 mil católicos na Bélgica e menos de 300 mil em Luxemburgo. A paz será um dos temas principais dos sete discursos (todos em italiano) que o Papa Francisco proferirá durante a viagem.      “A secularização é um tema, mas talvez seja ainda mais o desafio do testemunho cristão numa Europa onde o cristianismo é menos conhecido do que no passado”, sublinhou o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni. Francisco deve visitar Luxemburgo na quinta-feira e depois passar o resto da semana na Bélgica, terminando com uma missa em Bruxelas no domingo.


Programação

Quinta-feira, 26 de setembro de 2024


ROMA - LUXEMBURGO - BRUXELAS


8h05 Partida de avião do Aeroporto Internacional de Roma-Fiumicino com destino a Luxemburgo

10h00 Chegada ao Aeroporto Internacional de Luxemburgo-Findel

10h00 Cerimônia de boas-vindas

10h45 Visita de cortesia ao Grão-Duque do Luxemburgo no Palácio Grão-Ducal

11h15 Encontro com o Primeiro-ministro

11h50 Encontro com as autoridades, a sociedade civil e o Corpo diplomático no Cercle Cité

16h30 Encontro com a comunidade católica na Catedral de Notre-Dame do Luxemburgo

17h45 Cerimônia de despedida no Aeroporto Internacional do Luxemburgo-Findel

18h15 Partida de avião do Aeroporto Internacional do Luxemburgo-Findel com destino a Bruxelas

19h10 Chegada à Base aérea de Melsbroek

19h10 Cerimônia de boas-vindas 

 


Sexta-feira, 27 de setembro de 2024


BRUXELAS - LOVAINA


9h15 Visita de cortesia ao Rei dos Belgas no Castelo Real de Laeken

9h45 Encontro com o Primeiro-ministro 

10h00 Encontro com as autoridades e a sociedade civil

16h30 Encontro com os professores universitários da Universidade Católica de Lovaina (KU Leuven) na Promotiezaal 

 


Sábado, 28 de setembro de 2024


BRUXELAS – LOUVAIN-LA-NEUVE


10h00 Encontro com bispos, sacerdotes, diáconos, consagrados, seminaristas e agentes pastorais na Basílica do Sagrado Coração de Koekelberg

16h30 Encontro com os estudantes universitários da Universidade Católica de Lovaina (UCLouvain) na “Aula Magna”

18h15 Encontro privado com os membros da Companhia de Jesus ​​​​no Collège Saint-Michel

 


Domingo, 29 de setembro de 2024


BRUXELAS - ROMA


10h00 Santa Missa no Estádio Rei Balduíno

Angelus

12h15 Cerimônia de despedida na Base aérea de Melsbroek

12h45 Partida de avião da Base aérea de Melsbroek com destino a Roma

14h55 Chegada ao Aeroporto Internacional de Roma-Fiumicino


Fonte: Vatican news


19/09/2024

Livro "Amizade", do cardeal Tolentino, é o vencedor do Prêmio Giordano



O livro “Amizade”, do cardeal Tolentino, prefeito do Dicastério para a Cultura e a Educação, é o vencedor da 12ª edição do prêmio Giordano,  nome do arcebispo de Nápoles. 

O segundo lugar para o livro “Mataram também as crianças”, de Pe. Paweł Rytel-Andrianik, responsável pela seção polonesa da Rádio Vaticano, e Manuela Tulli, correspondente vaticana da ANSA. 

Terceiro lugar para “João XXIII e Paulo VI” de Marco Roncalli.

 A cerimônia será no sábado, 21 de setembro de 2024, às 16h00, em Nápoles, na Basílica da Incoronata Madre del Buon Consiglio.

Fonte: Vatican News      Foto: IHU

Paulinas        Ir. Patrícia Silva, fsp

17/09/2024

Hino da Campanha da Fratenidade 2025


De acordo com o tema “Fraternidade e ecologia integral” e o lema “Deus viu que tudo era muito bom” (Gn 1,31), o tema evoca a inter-relação entre o Criador e toda a criação, destacando o ser humano como protagonista do cuidado.  

A escolha é motivada, entre outros fatores, pelos 800 anos da composição do Cântico das Criaturas de São Francisco de Assis, pelo aniversário de 10 anos de publicação da Carta Encíclica Laudato Si’, pelo Papa Francisco, e pela realização da COP 30 em Belém (PA), a primeira a ser organizada na Amazônia

Ouça o Hino:

Hino da CF 2025 

A letra é de composição de Ismael Oliveira do Nascimento, natural de Iguatú (CE) “Podemos dizer que o pano de fundo em toda a letra proposta é o magistério do Papa Francisco, que tem insistido bastante nesse diálogo com as mudanças climáticas”, disse o autor. 


O autor da música é o Miguel Philippi, regente de corais na arquidiocese de Florianópolis (SC).                                                                                                                                                                        

Cartaz 

A imagem do cartaz da Campanha da Fraternidade 2025 é de autoria do Paulo Augusto Cruz, da assessoria de comunicação da CNBB. Nela é apresentado, em destaque, São Francisco de Assis, que representa o homem novo que viveu uma experiência com o amor do Pai, em Jesus crucificado, e reconciliou-se com Deus, os irmãos e toda a criação. O recorte é da obra do período barroco “Êxtase de São Francisco de Assis”, de Jusepe De Ribera. 

No centro do cartaz, a cruz recorda a experiência do Irmão de Assis com o crucifixo da Igreja de São Damião, em Assis, na Itália, onde Francisco ouviu o próprio Cristo que falava com ele e o enviava para reconstruir a sua Igreja. Da mesma forma, a Quaresma é um tempo de reconstrução de cada cristão e comunidade, da sociedade e toda a Criação, porque os homens são chamados à conversão. 

Ainda está presente a natureza, representada por uma araucária, um ipê amarelo, um igarapé, um mandacaru, uma onça pintada e umas araras canindés, que simbolizam a fauna e a flora brasileiras. Também apresenta o cenário urbano, com prédios e favelas, onde se aglomeram verdadeiras multidões em um estilo de vida distante da natureza e altamente prejudicial à vida.

FONTE: CNBB                                                                                                                            

04/09/2024

98º Dia Mundial das Missões 2024

 

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE
PAPA FRANCISCO
PARA O XCVIII DIA MUNDIAL DAS MISSÕES 2024

20 de outubro de 2024

Ide e convidai a todos para o banquete (cf. Mt 22, 9)

Queridos irmãos e irmãs!

Para o Dia Mundial das Missões deste ano, tirei o tema da parábola evangélica do banquete nupcial (cf. Mt 22, 1-14). Depois que os convidados recusaram o convite, o rei – protagonista da narração – diz aos seus servos: «Ide às saídas dos caminhos e convidai para as bodas todos quantos encontrardes» (22, 9). Refletindo sobre esta frase-chave, no contexto da parábola e da vida de Jesus, podemos ilustrar alguns aspetos importantes da evangelização. Tais aspetos revelam-se particularmente atuais para todos nós, discípulos-missionários de Cristo, nesta fase final do percurso sinodal que, de acordo com o lema «Comunhão, participação, missão», deverá relançar na Igreja o seu empenho prioritário, isto é, o anúncio do Evangelho no mundo contemporâneo.

1. «Ide e convidai»: a missão como ida incansável e convite para a festa do Senhor

No início da ordem do rei aos seus servos, há dois verbos que expressam o núcleo da missão: «ide» e chamai, «convidai».

Quanto ao primeiro verbo, convém recordar que antes os servos tinham sido já enviados para transmitir a mensagem do rei aos convidados (cf. 22, 3-4). Daqui se deduz que a missão é ida incansável rumo a toda a humanidade para a convidar ao encontro e à comunhão com Deus. Incansável! Deus, grande no amor e rico de misericórdia, está sempre em saída ao encontro de cada ser humano para o chamar à felicidade do seu Reino, apesar da indiferença ou da recusa. Assim Jesus Cristo, bom pastor e enviado do Pai, andava à procura das ovelhas perdidas do povo de Israel e desejava ir mais além para alcançar também as ovelhas mais distantes (cf. Jo 10, 16). Quer antes quer depois da sua ressurreição, disse aos discípulos «ide», envolvendo-os na sua própria missão (cf. Lc 10, 3; Mc 16, 15). Por isso, a Igreja continuará a ultrapassar todo e qualquer limite, sair incessantemente sem se cansar nem desanimar perante dificuldades e obstáculos, a fim de cumprir fielmente a missão recebida do Senhor.

Aproveito o momento para agradecer aos missionários e missionárias que, respondendo ao chamamento de Cristo, deixaram tudo e partiram para longe da sua pátria a fim de levar a Boa Nova aonde o povo ainda não a recebera ou só recentemente é que a conheceu. Irmãs e irmãos muito amados, a vossa generosa dedicação é expressão tangível do compromisso da missão ad gentes que Jesus confiou aos seus discípulos: «Ide e fazei discípulos de todos os povos» (Mt 28, 19). Por isso continuamos a rezar e a agradecer a Deus pelas novas e numerosas vocações missionárias para esta obra de evangelização até aos confins da terra.

E não esqueçamos que todo o cristão é chamado a tomar parte nesta missão universal com o seu testemunho evangélico em cada ambiente, para que toda a Igreja saia continuamente com o seu Senhor e Mestre rumo às «saídas dos caminhos» do mundo atual. Sim, «hoje o drama da Igreja é que Jesus continua a bater à porta, mas da parte de dentro, para que O deixemos sair! Muitas vezes acabamos por ser uma Igreja (…) que não deixa o Senhor sair, que O retém como “propriedade sua”, quando o Senhor veio para a missão e quer que sejamos missionários» (Discurso aos participantes no Congresso promovido pelo Dicastério para os leigos, a família e a vida, 18/II/2023). Oxalá todos nós, batizados, nos disponhamos a sair de novo, cada um segundo a própria condição de vida, para iniciar um novo movimento missionário, como nos alvores do cristianismo.

Voltando à ordem do rei aos servos na parábola, vemos que caminham lado a lado o «ir» e o chamar ou, mais precisamente, «convidar»: «Vinde às bodas!» (Mt 22, 4). Isto faz-nos vislumbrar outro aspeto, não menos importante, da missão confiada por Deus. Como se pode imaginar, aqueles servos-mensageiros transmitiam o convite do soberano assinalando a sua urgência, mas faziam-no também com grande respeito e gentileza. De igual modo, a missão de levar o Evangelho a toda a criatura deve ter, necessariamente, o mesmo estilo d’Aquele que se anuncia. Ao proclamar ao mundo «a beleza do amor salvífico de Deus manifestado em Jesus Cristo morto e ressuscitado» (Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 36), os discípulos-missionários fazem-no com alegria, magnanimidade, benevolência, que são fruto do Espírito Santo neles (cf. Gal 5, 22); sem imposição, coerção nem proselitismo; mas sempre com proximidade, compaixão e ternura, que refletem o modo de ser e agir de Deus.

2. «Para o banquete»: a perspectiva escatológica e eucarística da missão de Cristo e da Igreja

Na parábola, o rei pede aos seus servos que levem o convite para o banquete das bodas de seu filho. Este banquete reflete o banquete escatológico; é imagem da salvação final no Reino de Deus – já em realização com a vinda de Jesus, o Messias e Filho de Deus, que nos deu a vida em abundância (cf. Jo 10, 10), simbolizada pela mesa preparada com «carnes gordas, acompanhadas de vinhos velhos» –, quando Deus «aniquilar a morte para sempre» (cf. Is 25, 6-8).

A missão de Cristo é missão da plenitude dos tempos, como Ele mesmo declarou no início da sua pregação: «Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo» (Mc 1, 15). Ora, os discípulos de Cristo são chamados a continuar esta mesma missão do seu Mestre e Senhor. A propósito, recordemos o ensinamento do Concílio Vaticano II sobre o caráter escatológico do compromisso missionário da Igreja: «A atividade missionária desenrola-se entre o primeiro e o segundo advento do Senhor (…). Antes de o Senhor vir, tem de ser pregado o Evangelho a todos os povos» (Decr. Ad gentes, 9).

Sabemos que o zelo missionário, nos primeiros cristãos, possuía uma forte dimensão escatológica. Sentiam a urgência do anúncio do Evangelho. Também hoje é importante ter presente tal perspectiva, porque nos ajuda a evangelizar com a alegria de quem sabe que «o Senhor está perto» e com a esperança de quem propende para a meta, quando estivermos todos com Cristo no seu banquete nupcial no Reino de Deus. Assim, enquanto o mundo propõe os vários «banquetes» do consumismo, do bem-estar egoísta, da acumulação, do individualismo, o Evangelho chama a todos para o banquete divino onde reinam a alegria, a partilha, a justiça, a fraternidade, na comunhão com Deus e com os outros.

Temos esta plenitude de vida, dom de Cristo, antecipada já agora no banquete da Eucaristia, que a Igreja celebra por mandato do Senhor em memória d’Ele. Por isso o convite ao banquete escatológico, que levamos a todos na missão evangelizadora, está intrinsecamente ligado ao convite para a mesa eucarística, onde o Senhor nos alimenta com a sua Palavra e com o seu Corpo e Sangue. Como ensinou Bento XVI, «em cada celebração eucarística realiza-se sacramentalmente a unificação escatológica do povo de Deus. Para nós, o banquete eucarístico é uma antecipação real do banquete final, preanunciado pelos profetas (cf. Is 25, 6-9) e descrito no Novo Testamento como “as núpcias do Cordeiro” (Ap 19, 7-9), que se hão de celebrar na comunhão dos santos» (Exort. ap. pós-sinodal Sacramentum caritatis, 31).

Assim, todos somos chamados a viver mais intensamente cada Eucaristia em todas as suas dimensões, particularmente a escatológica e a missionária. Reafirmo, a este respeito, que «não podemos abeirar-nos da mesa eucarística sem nos deixarmos arrastar pelo movimento da missão que, partindo do próprio Coração de Deus, visa atingir todos os homens» (Ibid., 84). A renovação eucarística, que muitas Igrejas Particulares têm louvavelmente promovido no período pós-Covid, será fundamental também para despertar o espírito missionário em todo o fiel. Com quanta mais fé e ímpeto do coração se deveria pronunciar, em cada Missa, a aclamação «Anunciamos, Senhor, a vossa morte, proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!»

Por conseguinte, no Ano dedicado à oração como preparação para o Jubileu de 2025, desejo convidar a todos para intensificarem também e sobretudo a participação na Missa e a oração pela missão evangelizadora da Igreja. Esta, obediente à palavra do Salvador, não cessa de elevar a Deus, em cada celebração eucarística e litúrgica, a oração do Pai Nosso com a invocação «Venha a nós o vosso Reino». E assim a oração quotidiana e de modo particular a Eucaristia fazem de nós peregrinos-missionários da esperança, a caminho da vida sem fim em Deus, do banquete nupcial preparado por Deus para todos os seus filhos.

3. «Todos»: a missão universal dos discípulos de Cristo e a Igreja toda sinodal-missionária

A terceira e última reflexão diz respeito aos destinatários do convite do rei: «todos». Como sublinhei, «no coração da missão, está isto: aquele “todos”. Sem excluir ninguém. Todos. Por conseguinte, cada uma das nossas missões nasce do Coração de Cristo, para deixar que Ele atraia todos a Si» (Discurso aos participantes na Assembleia Geral das Pontifícias Obras Missionárias, 03/VI/2023). Ainda hoje, num mundo dilacerado por divisões e conflitos, o Evangelho de Cristo é a voz mansa e forte que chama os homens a encontrarem-se, a reconhecerem-se como irmãos e a alegrarem-se pela harmonia entre as diversidades. Deus «quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade» (1 Tim 2, 4). Por isso, nas nossas atividades missionárias, nunca nos esqueçamos que somos enviados a anunciar o Evangelho a todos, e «não como quem impõe uma nova obrigação, mas como quem partilha uma alegria, indica um horizonte estupendo, oferece um banquete apetecível» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 14).

Os discípulos-missionários de Cristo trazem sempre no coração a preocupação por todas as pessoas, independentemente da sua condição social e mesmo moral. A parábola do banquete diz-nos que, seguindo a recomendação do rei, os servos reuniram «todos aqueles que encontraram, maus e bons» (Mt 22, 10). Além disso, os convidados especiais do rei são precisamente «os pobres, os estropiados, os cegos e os coxos» (Lc 14, 21), isto é, os últimos e os marginalizados da sociedade. Assim, o banquete nupcial do Filho, que Deus preparou, permanece para sempre aberto a todos, porque grande e incondicional é o seu amor por cada um de nós. «Tanto amou Deus o mundo, que lhe entregou o seu Filho Unigénito, a fim de que todo o que n’Ele crê não se perca, mas tenha a vida eterna» (Jo 3, 16). Toda a gente, cada homem e cada mulher, é destinatário do convite de Deus para participar na sua graça que transforma e salva. Basta apenas dizer «sim» a este dom divino gratuito, acolhendo-o e deixando-se transformar por ele, como se se revestisse com um «traje nupcial» (cf. Mt 22, 12).

A missão para todos requer o empenho de todos. Por isso é necessário continuar o caminho rumo a uma Igreja, toda ela, sinodal-missionária ao serviço do Evangelho. De per si a sinodalidade é missionária e, vice-versa, a missão é sempre sinodal. Por conseguinte, hoje, é ainda mais urgente e necessária uma estreita cooperação missionária seja na Igreja universal, seja nas Igrejas Particulares. Na esteira do Concílio Vaticano II e dos meus antecessores, recomendo a todas as dioceses do mundo o serviço das Pontifícias Obras Missionárias, que constituem meios primários «quer para dar aos católicos um sentido verdadeiramente universal e missionário logo desde a infância, quer para promover coletas eficazes de subsídios para bem de todas as missões segundo as necessidades de cada uma» (Decr. Ad gentes, 38). Por esta razão, as coletas do Dia Mundial das Missões em todas as Igrejas Particulares são inteiramente destinadas ao Fundo Universal de Solidariedade, que depois a Pontifícia Obra da Propagação da Fé distribui, em nome do Papa, para as necessidades de todas as missões da Igreja. Peçamos ao Senhor que nos guie e ajude a ser uma Igreja mais sinodal e mais missionária (cf. Homilia na Missa de encerramento da Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, 29/X/2023).

Por fim, voltemos o olhar para Maria, que obteve de Jesus o primeiro milagre precisamente numa festa de núpcias, em Caná da Galileia (cf. Jo 2, 1-12). O Senhor ofereceu aos noivos e a todos os convidados a abundância do vinho novo, sinal antecipado do banquete nupcial que Deus prepara para todos no fim dos tempos. Também hoje peçamos a sua intercessão materna para a missão evangelizadora dos discípulos de Cristo. Com o júbilo e a solicitude da nossa Mãe, com a força da ternura e do carinho (cf. Exort. ap. Evangelii gaudium, 288), saiamos e levemos a todos o convite do Rei Salvador. Santa Maria, Estrela da evangelização, rogai por nós!

Roma – São João de Latrão, na Festa da Conversão de São Paulo, 25 de janeiro de 2024.

FRANCISCO

 

03/09/2024

53º Congresso Eucarístico Internacional


O *53º Congresso Eucarístico Internacional* acontece em Quito, Equador, de 8 a 15 de setembro.

O tema é : “Vocês são todos irmãos” (Mt 23,8)

Em carta ao 53º Congresso, o Papa Francisco pede fraternidade para curar o mundo.

Dia 8, na missa de abertura, 1,6 mil crianças equatorianas receberão a primeira Comunhão.

Dia 9, apresentação das feridas que afetam a humanidade.

Dia 10, dedicado ao tema da fraternidade.

Dia 11, reflexão sobre a transfiguração do mundo por meio da Eucaristia.

O tema da sinodalidade será abordado no dia 12.

Dia 13, o Congresso focará a Eucaristia como salmo que louva e encoraja a fraternidade.

Dia 14, missa solene, às 16h, e procissão eucarística pelas ruas do centro de Quito. No final, Bênção na Basílica do Voto Nacional.

Domingo, 15, encerramento solene, e anúncio do próximo Congresso Eucarístico.


-Ir. Patrícia Silva, fsp

MInistério da Visitação - Ir. Patricia Silva

MENSAGEM DO PAPA LEÃO XIV PARA O 100º DIA MUNDIAL DAS MISSÕES (18 de outubro)

Um em Cristo, unidos na missão Queridos irmãos e irmãs! Para o Dia Mundial das Missões de 2026, que marca o centenário desta celebração, ins...