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01/09/2023

Oração cristã com a criação

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Nós Vos louvamos, Pai,

com todas as vossas criaturas,

que saíram da vossa mão poderosa.

São vossas e estão repletas da vossa presença

e da vossa ternura.

Louvado sejais!

Filho de Deus, Jesus,

por Vós foram criadas todas as coisas.

Fostes formado no seio materno de Maria,

fizestes-Vos parte desta terra,

e contemplastes este mundo

com olhos humanos.

Hoje estais vivo em cada criatura

com a vossa glória de ressuscitado.

Louvado sejais!

Espírito Santo, que, com a vossa luz,

guiais este mundo para o amor do Pai

e acompanhais o gemido da criação,

Vós viveis também nos nossos corações

a fim de nos impelir para o bem.

Louvado sejais!

Senhor Deus, Uno e Trino,

comunidade estupenda de amor infinito,

ensinai-nos a contemplar-Vos

na beleza do universo,

onde tudo nos fala de Vós.

Despertai o nosso louvor e a nossa gratidão

por cada ser que criastes.

Dai-nos a graça de nos sentirmos

intimamente unidos

a tudo o que existe.

Deus de amor,

mostrai-nos o nosso lugar neste mundo

como instrumentos do vosso carinho

por todos os seres desta terra,

porque nem um deles sequer

é esquecido por Vós.

Iluminai os donos do poder e do dinheiro

para que não caiam no pecado da indiferença,

amem o bem comum, promovam os fracos,

e cuidem deste mundo que habitamos.

Os pobres e a terra estão bradando:

Senhor, tomai-nos

sob o vosso poder e a vossa luz,

para proteger cada vida,

para preparar um futuro melhor,

para que venha o vosso Reino

de justiça, paz, amor e beleza.

Louvado sejais!

Amém.


(Papa Francisco, Laudato sì,246)

Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação

"Choremos com o grito amargo da criação, escutemo-lo e respondamos com os fatos para que nós e as gerações futuras possamos ainda alegrar-nos com o canto doce de vida e de esperança das criaturas", apela o Papa Francisco em sua mensagem para o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação


Queridos irmãos e irmãs!

«Escuta a voz da criação» é o tema e o convite do «Tempo da Criação» deste ano. O período ecumênico começa no dia 1 de setembro com o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação e termina a 4 de outubro com a festa de São Francisco. É um momento especial para todos os cristãos, a fim de orarmos e cuidarmos, juntos, da nossa casa comum. Inspiração originária do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, este «Tempo» é uma oportunidade para aperfeiçoarmos a nossa «conversão ecológica», uma conversão encorajada por São João Paulo II como resposta à «catástrofe ecológica» pressagiada por São Paulo VI já em 1970.[1] 

Se se aprende a escutá-la, notamos uma espécie de dissonância na voz da criação. Por um lado, é um canto doce que louva o nosso amado Criador; por outro, é um grito amargo que se lamenta dos nossos maus-tratos humanos.

O canto doce da criação convida-nos a praticar uma «espiritualidade ecológica» (Francisco, Carta enc. Laudato si', 216), atenta à presença de Deus no mundo natural. É um convite a fundar a nossa espiritualidade na «consciência amorosa de não estar separado das outras criaturas, mas de formar com os outros seres do universo uma estupenda comunhão universal» (Ibid., 220). Particularmente para os discípulos de Cristo, esta experiência luminosa reforça a consciência de que «por Ele é que tudo começou a existir; e sem Ele nada veio à existência» (Jo 1, 3). Neste «Tempo da Criação», retomemos a oração na grande catedral da criação, gozando do «grandioso coro cósmico»[2] de inúmeras criaturas que cantam louvores a Deus. Unamo-nos a São Francisco de Assis cantando «louvado sejas, meu Senhor, com todas as tuas criaturas» (cf. Cântico do Irmão Sol). Unamo-nos ao Salmista cantando «todo o ser vivo louve o Senhor» (Sal 150, 6).

Esta canção doce, infelizmente, é acompanhada por um grito amargo. Ou melhor, por um coro de gritos amargos. Primeiro, é a irmã Mãe Terra que grita. À mercê dos nossos excessos consumistas, geme implorando para pararmos com os nossos abusos e a sua destruição. Depois gritam as diversas criaturas. À mercê dum «antropocentrismo despótico» (Laudato si', 68), nos antípodas da centralidade de Cristo na obra da criação, estão a extinguir-se inúmeras espécies, cessando para sempre os seus hinos de louvor a Deus. Mas gritam também os mais pobres entre nós. Expostos à crise climática, sofrem mais severamente o impacto de secas, inundações, furacões e vagas de calor que se vão tornando cada vez mais intensas e frequentes. E gritam ainda os nossos irmãos e irmãs de povos indígenas. Por causa de predatórios interesses económicos, os seus territórios ancestrais são invadidos e devastados por todo o lado, lançando «um clamor que brada ao céu» (Francisco, Exort. ap. pós-sinodal Querida Amazônia, 9). Enfim gritam os nossos filhos. Ameaçados por um egoísmo míope, os adolescentes pedem-nos ansiosamente, a nós adultos, que façamos todo o possível para prevenir ou pelo menos limitar o colapso dos ecossistemas do nosso planeta.

Escutando estes gritos amargos, devemo-nos arrepender e mudar os estilos de vida e os sistemas danosos. O apelo evangélico inicial – «convertei-vos, porque está próximo o Reino do Céu» (Mt 3, 2) –, ao convidar a uma nova relação com Deus, pede também uma relação diferente com os outros e com a criação. O estado de degrado da nossa casa comum merece a mesma atenção que outros desafios globais, como as graves crises sanitárias e os conflitos bélicos. «Viver a vocação de guardiões da obra de Deus não é algo de opcional nem um aspecto secundário da experiência cristã, mas parte essencial duma existência virtuosa» (Laudato si', 217).

Como pessoas de fé, sentimo-nos ainda mais responsáveis por adotar comportamentos diários em consonância com a referida exigência de conversão. Mas esta não é apenas individual: «a conversão ecológica, que se requer para criar um dinamismo de mudança duradoura, é também uma conversão comunitária» (Ibid., 219). Nesta perspectiva, a própria comunidade das nações é chamada a empenhar-se, com espírito de máxima cooperação, especialmente nos encontros das Nações Unidas dedicados à questão ambiental.

A cimeira COP27 sobre o clima, que se vai realizar no Egito em novembro de 2022, constitui a próxima oportunidade para promover, todos juntos, uma eficaz implementação do Acordo de Paris. Também por este motivo dispus recentemente que a Santa Sé, em nome e por conta do Estado da Cidade do Vaticano, adira à Convenção-Quadro da ONU sobre as Mudanças Climáticas e ao Acordo de Paris, com a esperança de que a humanidade do século XXI «possa ser lembrada por ter assumido com generosidade as suas graves responsabilidades» (Ibid., 165).

Alcançar o objetivo de Paris de limitar o aumento da temperatura a 1,5°C é bastante árduo e requer uma colaboração responsável entre todas as nações para apresentar planos climáticos ou Contribuições Determinadas a nível nacional mais ambiciosos, para reduzir a zero, com a maior urgência possível, as emissões globais dos gases de efeito estufa. Trata-se de «converter» os modelos de consumo e produção, bem como os estilos de vida, numa direção mais respeitadora da criação e do progresso humano integral de todos os povos presentes e futuros, um progresso fundado na responsabilidade, na prudência/precaução, na solidariedade e atenção aos pobres e às gerações futuras. Na base de tudo, deve estar a aliança entre o ser humano e o meio ambiente que, para nós crentes, é «espelho do amor criador de Deus, de Quem provimos e para Quem estamos a caminho».[3] A transição realizada por esta conversão não pode negligenciar as exigências da justiça, especialmente para com os trabalhadores mais afetados pelo impacto das mudanças climáticas.

Por sua vez, a cimeira COP15 sobre a biodiversidade, que terá lugar no Canadá em dezembro, proporcionará à boa vontade dos Governos uma oportunidade importante para adotarem um novo acordo multilateral para deter a destruição dos ecossistemas e a extinção das espécies. Segundo a antiga sabedoria dos Jubileus, temos necessidade de «recordar, regressar, repousar e restaurar».[4] Para impedir um colapso ainda mais grave da «rede da vida» – biodiversidade – que Deus nos concedeu, rezemos e convidemos as nações a se porem de acordo sobre quatro princípios-chave:

1) construir uma base ética clara para a transformação que precisamos a fim de salvar a biodiversidade;

2) lutar contra a perda de biodiversidade, apoiar a sua conservação e recuperação e satisfazer de forma sustentável as necessidades das pessoas;

3) promover a solidariedade global, tendo em vista que a biodiversidade é um bem comum global que requer um empenho compartilhado;

4) colocar no centro as pessoas em situações de vulnerabilidade, incluindo as mais afetadas pela perda de biodiversidade, como as populações indígenas, os idosos e os jovens.

Repito: «Quero pedir, em nome de Deus, às grandes empresas extrativas – mineiras, petrolíferas, florestais, imobiliárias, agroalimentares – que deixem de destruir florestas, zonas úmidas e montanhas, que deixem de poluir rios e mares, que deixem de intoxicar as pessoas e os alimentos».[5]

É impossível não reconhecer a existência duma «dívida ecológica» (Laudato si', 51) das nações economicamente mais ricas, que poluíram mais nos últimos dois séculos; isso exige que elas realizem passos mais ambiciosos tanto na COP27 como na COP15. Além duma decidida ação dentro das suas fronteiras, inclui cumprir as suas promessas de apoio financeiro e técnico às nações economicamente mais pobres, que já sofrem o peso maior da crise climática. Além disso, seria oportuno pensar urgentemente também num maior apoio financeiro para a conservação da biodiversidade. Significativas, embora «diversificadas» (cf. ibid., 52), são também as responsabilidades dos países economicamente menos ricos; os atrasos dos outros não podem jamais justificar a inação de quem quer que seja. É necessário agirem todos, com decisão. Estamos a chegar a «um ponto de ruptura» (cf. ibid., 61).

Durante este «Tempo da Criação», rezemos para que as cimeiras COP27 e COP15 possam unir a família humana (cf. ibid., 13) para enfrentar decididamente a dupla crise do clima e da redução da biodiversidade. Recordando a exortação de São Paulo para nos alegrar com os que se alegram e chorar com os que choram (cf. Rm 12, 15), choremos com o grito amargo da criação, escutemo-lo e respondamos com os fatos para que nós e as gerações futuras possamos ainda alegrar-nos com o canto doce de vida e de esperança das criaturas.

Roma, São João de Latrão, na Memória de Nossa Senhora do Carmo, dia 16 de julho de 2022.

Francisco

__________________

[1] Cf. Discurso à FAO, 16 de novembro de 1970.

[2] São João Paulo II, Audiência Geral, 10 de julho de 2002.

[3] Discurso no Encontro «Fé e Ciência, rumo à COP26», 4 de outubro de 2021.

[4] Francisco, Mensagem para o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, 1 de setembro de 2020.

[5] Vídeo-mensagem aos Movimentos Populares, 16 de outubro de 2021.

06/08/2023

Papa despede-se de Portugal

O presidente da República de Portugal Marcelo Rebelo, que participou de todos os encontros do Papa durante a JMJ, o aguardava no Hangar da Base Aérea para uma breve troca de impressões. Antes de embarcar no avião da TAP Air Portugal, sempre acompanhado pelo presidente Rebelo, Francisco saudou as delegações presentes na pista e passou pela Guarda de Honra.

O avião decolou às 18h22, horário local. Depois de percorrer 1.968 km em 3 horas, o voo que o traz de Lisboa para Roma aterrissou no Aeroporto Fiumicino por volta das 22h20, horário italiano.

Durante o voo aconteceu a coletiva de imprensa, quando Francisco responde às perguntas de  cerca de 75 jornalistas e agradece a eles seu trabalho.

05/08/2023

Na Jornada Mundial da Juventude, Mariza canta "Foi Deus"


 Mariza canta "Foi Deus" na JMJ.       
                                                                                    

  Acesse aqui:     Foi Deus

03/08/2023

A comunicação do Papa Francisco em Lisboa


Com 11 pronunciamentos, entre discursos e homilias, e cerca de vinte encontros, o programa desta 42ª Viagem Apostólica promete ser movimentado para o jesuíta argentino, dois meses após a cirurgia a que foi submetido no Hospital Gemelli.

Nos diversos encontros, Francisco tratará de temas como fé, conversão, fraternidade, paz, guerra na Ucrânia, cuidado com a "Casa Comum, justiça social;

No total, os organizadores esperam um milhão de peregrinos de mais de 200 países para esta semana de celebrações, momentos culturais e festivos, aberto na terça-feira (2) com uma Missa no alto de uma colina próxima ao centro da cidade e à foz do rio Tejo.

01/08/2023

Papa Francisco na JMJ - Programação

 V


iagem Apostólica do Papa Francisco a Portugal,

por ocasião da 37ªJornada Mundial da juventude.

Quarta-feira, 2 de agosto de 2023

ROMA – LISBOA

07:50 Partida de avião do Aeroporto Internacional de Roma/Fiumicino para Lisboa (hora italiana)

10:00 Chegada à Base Aérea de Figo Maduro, em Lisboa (hora local)

10:00 RECEPÇÃO OFICIAL

10:45 CERIMÔNIA DE BOAS-VINDAS, na entrada principal do Palácio Nacional de Belém

11:15 VISITA DE CORTESIA AO PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no Palácio Nacional de Belém

12:15 ENCONTRO COM AS AUTORIDADES, A SOCIEDADE CIVIL E O CORPO DIPLOMÁTICO, no Centro Cultural de Belém Discurso do Santo Padre

16:45 ENCONTRO COM O PRIMEIRO-MINISTRO, na Nunciatura Apostólica

17:30 VÉSPERAS COM OS BISPOS, SACERDOTES, DIÁCONOS, CONSAGRADOS E CONSAGRADAS, SEMINARISTAS E AGENTES PASTORAIS, no Mosteiro dos Jerônimos

Homilia do Santo Padre 

Quinta-feira, 3 de agosto de 2023

LISBOA – CASCAIS – LISBOA

09:00 ENCONTRO COM OS JOVENS UNIVERSITÁRIOS, na Universidade Católica Portuguesa Discurso do Santo Padre

10:40 ENCONTRO COM OS JOVENS DE SCHOLAS OCCURRENTES, na sede de Scholas Occurentes de Cascais Saudação do Santo Padre

17:45 CERIMÔNIA DE ACOLHIMENTO, no Parque Eduardo VII Discurso do Santo Padre

 

Sexta-feira, 4 de agosto de 2023

LISBOA

09:00 CONFISSÃO DE ALGUNS JOVENS DA JMJ, na Praça do Império

09:45 ENCONTRO COM OS REPRESENTANTES DE ALGUNS CENTROS DE ASSISTÊNCIA SOCIO-CARITATIVA, no Centro Paroquial de Serafina Discurso do Santo Padre

12:00 ALMOÇO COM OS JOVENS, na Nunciatura Apostólica

18:00 VIA-SACRA COM OS JOVENS, no Parque Eduardo VII Discurso do Santo Padre

 

Sábado, 5 de agosto de 2023

LISBOA – FÁTIMA – LISBOA

08:00 Partida de helicóptero da Base Aérea de Figo Maduro, em Lisboa, para Fátima

08:50 Chegada ao Estádio de Fátima

09:30 RECITAÇÃO DO TERÇO COM OS JOVENS DOENTES, na Capelinha das Aparições do Santuário de Nossa Senhora de Fátima Discurso do Santo Padre

11:00 Partida de helicóptero, do Estádio de Fátima, para Lisboa

11:50 Chegada à Base Aérea de Figo Maduro, em Lisboa

18:00 ENCONTRO PRIVADO COM OS MEMBROS DA COMPANHIA DE JESUS, no Colégio de S. João de Brito

20:45 VIGÍLIA COM OS JOVENS, no Parque Tejo Discurso do Santo Padre

 

Domingo, 6 de agosto de 2023

LISBOA – ROMA

09:00 SANTA MISSA PARA O DIA MUNDIAL DA JUVENTUDE, no Parque Tejo Homilia do Santo Padre / Angelus

16:30 ENCONTRO COM OS VOLUNTÁRIOS DA JMJ, no Passeio Marítimo de Algés Discurso do Santo Padre

17:50 CERIMÔNIA DE DESPEDIDA, na Base Aérea de Figo Maduro, em Lisboa

18:15 Partida de avião da Base Aérea de Figo Maduro, em Lisboa, para Roma

22:15 Chegada ao Aeroporto Internacional de Roma/Fiumicino

Fonte: vaticannews

31/07/2023

Papa convida a “samaritaniar” o ambiente digital


O convite dos organizadores do Festival de Influencers Católicos na JMJ é este:

 "Depois da Via Sacra, siga direto para o Parque Cristonautas (Praça Martim Moniz) para assistir ao 1º Festival de Influenciadores Católicos no dia 4 de agosto, entre as 21h e as 22h30. Esperamos por você". 

Em vídeo, o Papa faz o convite a “samaritaniar” o ambiente digital. Acompanhe: Influencers na JMJ

MInistério da Visitação - Ir. Patricia Silva

MENSAGEM DO PAPA LEÃO XIV PARA O 100º DIA MUNDIAL DAS MISSÕES (18 de outubro)

Um em Cristo, unidos na missão Queridos irmãos e irmãs! Para o Dia Mundial das Missões de 2026, que marca o centenário desta celebração, ins...