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11/05/2023

Jubileu 2025 - Ano Jubilar

Comissões para o Jubileu 2025


"Peregrinos da Esperança"

São esperados pelo menos 32 milhões de peregrinos em Roma para o Jubileu 2025 para celebrar o ano santo animados pelo tema: “peregrinos da Esperança”.

 A confirmação foi feita pelo pró-prefeito do Dicastério para a Evangelização, dom Rino Fisichella, em coletiva de imprensa no dia 9 de maio. 

O objetivo foi apresentar a fase de preparação e também detalhes do Ano Jubilar que será aberto em dezembro de 2024. 

A data de início com a abertura da Porta Santa da Basílica de São Pedro, bem como a data de encerramento, serão divulgadas na Bula de Proclamação que será publicada exatamente daqui a um ano, em 9 de maio de 2024.

Foram organizadas várias Comissões para preparar o Jubileu: cultural, comunicação, ecumênica, técnica.

Comissão cultural

A Comissão Cultural contribui para a concepção e desenvolvimento de atividades culturais de diversa índole, como exposições, concertos e espetáculos, que irão apoiar e enriquecer o programa jubilar. O objetivo é acolher e envolver os peregrinos também a nível cultural.

Comissão de Comunicação

A Comissão de Comunicação reúne jornalistas de várias publicações, acadêmicos e especialistas em novas mídias, para apoiar o Dicastério em nível de informação e comunicação.

Comissão Ecumênica

A Comissão Ecumênica apoia o Dicastério na organização de atividades e celebrações para destacar o  aniversário do Concílio de Nicéia (325-2025), que coincide precisamente com o ano jubilar ordinário. Trata-se também de compartilhar o tema da Esperança no diálogo inter-religioso.

Comitê técnico

O Comitê Técnico é uma mesa de trabalho operacional que se encarrega de apoiar o Dicastério no que diz respeito ao plano logístico dos eventos jubilares e, portanto, à gestão das Basílicas, segurança, saúde, voluntários.

Saiba mais acessando o site do Jubileu 2025

Site do Jubileu: https://www.iubilaeum2025.va/

08/05/2023

Manifestação favorável ao Projeto de Lei por Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet

Organizações ligadas à Igreja Católica no Brasil divulgaram, nesta segunda-feira (8), uma carta em defesa da aprovação do Projeto de Lei (PL) 2630, conhecido como PL das Fake News, que está em tramitação no Congresso Nacional.  As entidades consideram que, à luz do Evangelho, a nova legislação trará liberdade, responsabilidade e transparência à internet.

"Garantir transparência nos processos e garantir mecanismos que visam a responsabilização por conteúdos maliciosos não é censura, como vem sendo defendido por grupos opositores ao projeto", menciona o texto.

Assinam a carta: a Associação SIGNIS Brasil, a Pastoral da Comunicação (Pascom Brasil), o Grupo de Reflexão sobre Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), o Observatório da Comunicação Religiosa (OCR), o Núcleo de Estudos Sociopolíticos (Nesp) da PUC Minas e a Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP).

Leia a íntegra abaixo:



 MANIFESTAÇÃO FAVORÁVEL AO PL 2630

POR LIBERDADE, RESPONSABILIDADE E TRANSPARÊNCIA NA INTERNET

“Portanto, deixando a mentira, que cada um diga a verdade  

ao seu próximo, pois somos membros uns dos outros” (Ef 4,25)

Acompanhamos com atenção a discussão em torno do Projeto de Lei (PL) 2630, em tramitação no Congresso Nacional e prestes a ser votado na Câmara Federal, que institui a Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet.

A discussão do assunto exige o envolvimento de múltiplos atores sociais, dentre os quais nos colocamos, dada a relevância do debate e os impactos provocados por ele sobre toda a população brasileira. Como organismos eclesiais, temos consciência de que “é dever da Igreja investigar a todo o momento os sinais dos tempos, e interpretá-los à luz do Evangelho” (Constituição Pastoral Gaudium et Spes, n. 4). Por isso, a partir dos princípios do Evangelho, afirmamos a necessidade da aprovação do PL 2630, o PL das Fake News.

Na mensagem para o Dia Mundial Mundial das Comunicações em 2018, o Papa Francisco dedicou sua reflexão sobre fake news e jornalismo de paz. Desde então, viu-se o crescimento exponencial da desinformação e seus efeitos nefastos na sociedade e também na Igreja. Na ocasião, já alertava o pontífice que não há antídoto mais eficaz para combater a mentira do que deixar-se purificar pela verdade, que “tem a ver com a vida inteira de todas as pessoas” (Papa Francisco, Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais 2018).

“O drama da desinformação é o descrédito do outro, a sua representação como inimigo, chegando-se a uma demonização que pode fomentar conflitos. Deste modo, as notícias falsas revelam a presença de atitudes simultaneamente intolerantes e hipersensíveis, cujo único resultado é o risco de se dilatar a arrogância e o ódio.” (Papa Francisco, Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais 2018)

Por isso, a regulação pública das plataformas, a exemplo do que acontece em outras partes do mundo, é fundamental para o pleno exercício da democracia e combate à criminalidade, aos discursos de ódio e à desinformação. Garantir transparência nos processos e garantir mecanismos que visam a responsabilização por conteúdos maliciosos não é censura, como vem sendo defendido por grupos opositores ao projeto. É indispensável que seja criada uma entidade independente para fiscalizar o cumprimento das regras, instaurar processos administrativos e aplicar sanções. 

O PL também não atenta contra a liberdade religiosa. Há grupos afirmando, de maneira inverídica, que se quer, com a aprovação desta lei, cercear a liberdade religiosa das igrejas. Essa estratégia dos grupos extremistas visa apenas a confundir o debate e a propagar o medo, uma vez que a liberdade religiosa é garantida pela Constituição Federal (artigo 5º, inciso VIII), e isso não será alterado. Afirmamos que a fé não deve ser usada como ferramenta de manipulação.

É importante destacar que a soberania de uma nação só é garantida quando os direitos inalienáveis de seus cidadãos e cidadãs estão garantidos. Não é saudável e seguro permitir que empresas dominem o espaço online sem se submeter aos princípios constitucionais. Da forma como as plataformas operam atualmente, os usuários possuem poucas ou quase nenhuma garantia para reivindicar a proteção de sua dignidade diante de ataques, preconceitos ou mentiras. 

A ausência de regulação permite que a desinformação gere medo e insegurança na população, como na recente onda de violência nas escolas brasileiras. Muitos dos crimes cometidos nesse âmbito se deram nas plataformas, onde criminosos publicaram ameaças, discursos de ódio e apologia ao nazifascismo. A relutância de algumas plataformas em apagar esses conteúdos e colaborar com a justiça atesta a autopercepção de onipotência e uma injustificável defesa de libertarianismo que se traveste de democrático para, na prática, acobertar o cometimento de crimes.

A responsabilidade social e cidadã, aliada ao compromisso com o Evangelho, nos irmana na defesa de uma legislação responsável diante dos crescentes desafios contemporâneos. O debate não se esgota aqui, dada a evolução rápida e constante das formas de comunicabilidade e de troca de informações, mas, por ora, a urgência é defender o respeito aos direitos humanos, à soberania popular e à cidadania democrática.

8 de maio de 2023


Assinam:

Signis Brasil - Associação Católica de Comunicação 

Pastoral da Comunicação (Pascom Brasil) 

Grupo de Reflexão sobre Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) 

Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) 

Observatório da Comunicação Religiosa (OCR) 

Núcleo de Estudos Sociopolíticos (Nesp) da PUC Minas 

Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP)


NOTAS: 

1. No dia 2 de maio de 2023, o presidente da Câmara Federal, deputado Arthur Lira (PP), adiou a votação do PL 2630, após campanhas de Big Techs e outros grupos extremistas que disseminaram narrativas enganosas nas plataformas. O texto segue sem previsão de data para votação.

2. Uma das decisões mais recentes foi a aprovação, na União Europeia,em abril de 2022, da Lei de Serviços Digitais (Digital Services Act – DSA). Na Alemanha, a Lei de Fiscalização da Rede - NetzDG, foi aprovada em 2017. A discussão em outros países está em ritmos diferentes, com especificidades distintas e de acordo com as características locais.


05/05/2023

Seminário de formação para o Mês da Bíblia 2023

De 8 a 10 de maio de 2023, às 19h30, de forma on-line, a Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realiza o Seminário Bíblico para Animadores do Mês da Bíblia 2023. A formação será transmitida nos canais do Youtube da CNBB, Catequese do Brasil e Edições CNBB.

Este ano, a formação contará com a colaboração da irmãs Márcia Eloi e Luciene Gonçalves (Irmãs Nova Jerusalém), autoras do  texto-base deste ano, do professor Waldecir Gonzaga, da Pontifícia Universidade Católica (PUC), do Rio de Janeiro, do professor Cláudio Vianney, da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e do professor  Matthias Grenzer, da PUC-SP.

A formação tem como tema a Carta aos Efésios e, como lema, “Vestir-se da nova humanidade” (cf. Ef 4,24), livro bíblico que será aprofundado neste ano. 

Acessar YOUTUBE


28/04/2023

Mensagem do Papa Francisco para o 60º Dia Mundial de Oração pelas Vocações


                                                                          (30 de abril de 2023 – IV Domingo de Páscoa)

Vocação: graça e missão

Amados irmãos e irmãs, queridos jovens!

É a sexagésima vez que se celebra o Dia Mundial de Oração pelas Vocações, instituído por São Paulo VI em 1964, durante o Concílio Ecuménico Vaticano II. Esta providencial iniciativa visa ajudar os membros do Povo de Deus a responder, pessoalmente e em comunidade, à chamada e à missão que o Senhor confia a cada um no mundo de hoje, com as suas feridas e as suas esperanças, os seus desafios e as suas conquistas.

Neste ano, proponho-vos refletir e rezar guiados pelo tema «Vocação: graça e missão». É uma preciosa ocasião para redescobrir, maravilhados, que a chamada do Senhor é graça, dom gratuito e, ao mesmo tempo, é empenho de partir, sair para levar o Evangelho. Somos chamados a uma fé testemunhada, que estreita fortemente o vínculo entre a vida da graça, através dos Sacramentos e da comunhão eclesial, e o apostolado no mundo. Animado pelo Espírito, o cristão deixa-se interpelar pelas periferias existenciais e é sensível aos dramas humanos, tendo sempre bem presente que a missão é obra de Deus e não a realizamos sozinhos, mas em comunhão eclesial, juntamente com os irmãos e irmãs, guiados pelos Pastores. Pois este sempre foi o sonho de Deus: vivermos com Ele em comunhão de amor.

Escolhidos antes da criação do mundo

O apóstolo Paulo abre-nos de par em par um horizonte maravilhoso: Deus Pai «escolheu-nos em Cristo antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis na sua presença, no amor. Predestinou-nos para sermos adotados como seus filhos por meio de Jesus Cristo, de acordo com o beneplácito da sua vontade» (Ef 1, 4-5). São palavras que nos permitem ver a vida no seu sentido pleno: Deus «concebe-nos» à sua imagem e semelhança e quer-nos seus filhos: fomos criados pelo Amor, por amor e com amor, e somos feitos para amar.

No decurso da nossa vida, esta chamada, inscrita nas fibras do nosso ser e portadora do segredo da felicidade, alcança-nos, pela ação do Espírito Santo, de maneira sempre nova, ilumina a nossa inteligência, infunde vigor na vontade, enche-nos de admiração e faz arder o nosso coração. Às vezes irrompe até de forma inesperada. Assim aconteceu comigo em 21 de setembro de 1953, quando, a caminho da festa anual do estudante, senti o impulso de entrar na igreja e me confessar. Aquele dia mudou a minha vida, dando-lhe uma fisionomia que dura até hoje. Mas a chamada divina ao dom de nós mesmos abre estrada gradualmente, através dum caminho: em contato com uma situação de pobreza, num momento de oração, graças a um claro testemunho do Evangelho, a uma leitura que nos abre a mente, quando ouvimos uma Palavra de Deus e a sentimos dirigida precisamente a nós, no conselho dum irmão ou uma irmã que nos acompanha, num período de doença ou de luto… A fantasia de Deus que nos chama é infinita.

E a sua iniciativa e dom gratuito esperam a nossa resposta. A vocação é uma «combinação entre a escolha divina e a liberdade humana», [1] uma relação dinâmica e estimulante que tem como interlocutores Deus e o coração humano. Assim, o dom da vocação é como uma semente divina que germina no terreno da nossa vida, abre-nos a Deus e abre-nos aos outros para partilhar com eles o tesouro encontrado. Esta é a estrutura fundamental daquilo que entendemos por vocação: Deus chama amando, e nós, agradecidos, respondemos amando. Descobrimo-nos como filhos e filhas amados pelo mesmo Pai, e reconhecemo-nos como irmãos e irmãs entre nós. Santa Teresa do Menino Jesus, quando «viu» com clareza esta realidade, exclamou: «Encontrei finalmente a minha vocação! A minha vocação é o amor! Sim, encontrei o meu lugar na Igreja (…): no coração da Igreja, minha Mãe, eu serei o amor». [2]

Eu sou uma missão nesta terra

Como dissemos, a chamada de Deus inclui o envio. Não há vocação sem missão. E não há felicidade e plena auto realização sem oferecer aos outros a vida nova que encontramos. A chamada divina ao amor é uma experiência que não se pode calar. «Ai de mim, se eu não evangelizar!»: exclamava São Paulo (1 Cor 9, 16). E a I Carta de João começa assim: «O que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos tocaram relativamente ao Verbo da Vida [feito carne] (…), isso vos anunciamos (…) para que a nossa alegria seja completa» (1, 1.3.4).

Há cinco anos, na exortação apostólica Gaudete et exsultate, dizia eu a cada batizado e batizada: «Também tu precisas de conceber a totalidade da tua vida como uma missão» (n. 23). Sim, porque cada um de nós, sem exceção, pode dizer: «Eu sou uma missão nesta terra e para isso estou neste mundo» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 273).

A missão comum a todos nós, cristãos, é testemunhar com alegria, em cada situação, por atitudes e palavras, aquilo que experimentamos estando com Jesus e na sua comunidade, que é a Igreja. E traduz-se em obras de misericórdia materiais e espirituais, num estilo de vida acolhedor e sereno, capaz de proximidade, compaixão e ternura, em contracorrente à cultura do descarte e da indiferença. Fazer-nos próximo como o bom samaritano (cf. Lc 10, 25-37) permite-nos compreender o «núcleo» da vocação cristã: imitar Jesus Cristo que veio para servir e não para ser servido (cf. Mc 10, 45).

Esta ação missionária não nasce simplesmente das nossas capacidades, intenções ou projetos, nem da nossa vontade nem mesmo do nosso esforço de praticar as virtudes, mas duma profunda experiência com Jesus. Só assim podemos tornar-nos testemunhas de Alguém, duma Vida; e é isso que nos torna «apóstolos». Reconhecemo-nos então «como que marcados a fogo por esta missão de iluminar, abençoar, vivificar, levantar, curar, libertar» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 273).

Temos um ícone evangélico desta experiência nos dois discípulos de Emaús. Estes, depois do encontro com Jesus ressuscitado, confidenciavam um ao outro: «Não nos ardia o coração, quando Ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?» ( Lc 24, 32). Podemos ver neles o que significa ter «corações ardentes e pés ao caminho». [3] É o que desejo também para a próxima Jornada Mundial da Juventude em Lisboa, que aguardo com alegria e que tem como lema: «Maria levantou-se e partiu apressadamente» ( Lc 1, 39). Que cada um e cada uma se sinta chamado a levantar-se e partir apressadamente, com coração ardente!

Chamados juntos: convocados

O evangelista Marcos narra o momento em que Jesus chamou para junto d’Ele doze discípulos, cada um pelo próprio nome. Estabeleceu-os para estarem com Ele e os enviar a pregar, curar as doenças e expulsar os demónios (cf. Mc 3, 13-15). Assim o Senhor lança as bases da sua nova Comunidade. Os Doze eram pessoas de ambientes sociais e profissões diferentes, não pertencentes às categorias mais importantes. Os Evangelhos referem ainda outras chamadas, como a dos setenta e dois discípulos que Jesus envia dois a dois (cf. Lc 10, 1).

O termo Igreja deriva precisamente de Ekklesía, palavra grega que significa assembleia de pessoas chamadas, convocadas, para formar a comunidade dos discípulos e discípulas missionários de Jesus Cristo, comprometendo-se a viver entre si o seu amor (cf. Jo 13, 34; 15, 12) e a espalhá-lo no meio de todos, para que venha o Reino de Deus.

Na Igreja, somos todos servos e servas, segundo diversas vocações, carismas e ministérios. A vocação ao dom de si próprio no amor, comum a todos, desenvolve-se e concretiza-se na vida dos cristãos leigos e leigas, empenhados a construir a família como uma pequena igreja doméstica e a renovar os diversos ambientes da sociedade com o fermento do Evangelho; no testemunho das consagradas e consagrados, entregues totalmente a Deus pelos irmãos e irmãs como profecia do Reino de Deus; nos ministros ordenados (diáconos, presbíteros, bispos) colocados ao serviço da Palavra, da oração e da comunhão do Povo santo de Deus. Só na relação com todas as outras é que cada vocação específica na Igreja se revela plenamente com a sua própria verdade e riqueza. Neste sentido, a Igreja é uma sinfonia vocacional, com todas as vocações unidas e distintas em harmonia e juntas «em saída» para irradiar no mundo a vida nova do Reino de Deus.

Graça e missão: dom e tarefa

Amados irmãos e irmãs, a vocação é dom e tarefa, fonte de vida nova e de verdadeira alegria. Que as iniciativas de oração e animação pastoral ligadas a este Dia reforcem a sensibilidade vocacional nas nossas famílias, nas paróquias, nas comunidades de vida consagrada, nas associações e nos movimentos eclesiais. Que o Espírito do Ressuscitado nos faça sair da apatia e nos dê simpatia e empatia, para vivermos cada dia regenerados como filhos de Deus-Amor (cf. 1 Jo 4, 16) e sermos, por nossa vez, geradores no amor: capazes de levar a vida a todos os lugares, especialmente onde há exclusão e exploração, indigência e morte. Que deste modo se alarguem os espaços de amor [4] e Deus reine cada vez mais neste mundo.

Acompanhe-nos neste caminho a oração composta por São Paulo VI para o 1º Dia Mundial das Vocações (11 de abril de 1964)

«Ó Jesus, divino Pastor das almas, que chamastes os Apóstolos para fazer deles pescadores de homens, continuai a atrair para Vós almas ardentes e generosas de jovens, a fim de fazer deles vossos seguidores e vossos ministros; tornai-os participantes da vossa sede de redenção universal, (…) abri-lhes os horizontes do mundo inteiro, (…) para que, respondendo à vossa chamada, prolonguem aqui na terra a vossa missão, edifiquem o vosso Corpo místico, que é a Igreja, e sejam “sal da terra”, “luz do mundo” (Mt 5, 13)».

Que a Virgem Maria vos acompanhe e proteja. Com a minha bênção.

Roma, São João de Latrão, no IV Domingo de Páscoa, 30 de abril de 2023.

Francisco


[1] Sínodo dos Bispos – XV Assembleia Geral Ordinária (2018), Documento final Os jovens, a fé e o discernimento vocacional, n. 78.

[2] Manuscrito B, redigido durante o seu último Retiro (setembro de 1896): Opere complete (Roma 1997), 223.

[3] Francisco, Mensagem para o 97º Dia Mundial das Missões (6 de janeiro de 2023).

[4] « Dilatentur spatia caritatis»: Santo Agostinho, Sermão

Comissão para a Comunicação apresenta a atuação no quadriênio 2019-2023



Na manhã de quinta-feira, 27 de abril, a Comissão Episcopal para Comunicação teve uma fala aos bispos na 60ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A comissão, no último quadriênio, está organizada em quatro grandes grupos, que se apresentaram brevemente:

Pascom

Assessoria de Comunicação da CNBB

Signis Brasil

CEPAC – Comissão Episcopal para a Comunicação Social da CNBB

“Esses grupos movimentam todo aspecto da comunicação da conferência, e tem ajudado a comunicação a avançar”, explicou o bispo auxiliar da diocese de Belo Horizonte e presidente da Comissão para Comunicação, dom Joaquim Giovani Mol Guimarães.

Os principais assuntos tratados pela comissão foram a publicação do diretório da comunicação da Igreja no Brasil, que foi atualizada incorporando principalmente os ensinamentos e o magistério do Papa Francisco; e a pesquisa sobre influenciadores digitais católicos do Brasil, que será publicada no primeiro semestre deste ano.

“Na pesquisa aprofundamos a incidência dos influenciadores e nos perguntamos sobre a possibilidade de criar influenciadores digitais católicos que de fato colaborem com o caminhar da Igreja no Brasi”, explicou dom Mol.

A motivação da pesquisa é estudar os “influenciadores digitais da fé”, que, na sociedade contemporânea, usam das plataformas digitais para compartilhar mensagens religiosas e espirituais com os seus seguidores, um fenômeno que, segundo dom Mol, precisa ser compreendido por uma equipe interdisciplinar.

“O núcleo de estudos em comunicação e tecnologia reúne pesquisadores de diversas partes do Brasil, e busca compreender o fenômeno dos influenciadores digitais católicos e quais possíveis consequências.”

A pesquisa fez o recorte de influenciadores que têm mais de 1 milhão de seguidores e busca entender o impacto deles a partir dos eixos: comunicacional-cultural, sociopolítico e eclesial. “A pesquisa aponta que é possível promover a formação de lideranças católicas para atuação nas redes… [Portanto] podemos constituir bons evangelizadores digitais e influenciadores digitais católicos”, destaca dom Mol.

Relatório CNBB na Mídia

O assessor interino de comunicação da CNBB, Willian Bonfim, falou sobre o trabalho realizado pela assessoria de Comunicação da CNBB nos últimos quatro anos. O assessor apresentou aos bispos o relatório CNBB na Mídia – maio de 2019 a abril de 2023, elaborado pela Interclip – monitoramento de mídia, que aponta um crescimento de 147% na presença da CNBB na mídia laica nos últimos quatro anos.

Willian também relatou sobre o Plano Estratégico de Comunicação adotado na última gestão sob orientação da presidência da CNBB que traçou como estratégia fazer uma transição de um trabalho focado em assessoria de imprensa para um trabalho de comunicação e uma presença mais qualificada nas redes sociais. O plano também incluiu a modernização   da marca da CNBB, em parceria com professores especialistas em designer da PUC Minas, apresentada e aprovada na última assembleia geral e que já entrou em vigor. 

Signis Brasil

Angélica Lima, secretária geral da Signis Brasil, falou aos bispos sobre o trabalho a associação católica internacional, com reconhecimento pontifício, que faz a articulação entre todos os veículos de comunicação católica do país, especialmente rádios e TVs. A secretária explicou que a Signis congrega veículos de comunicação católicos brasileiras, inclusive com criação de pautas conjuntas, e intercâmbio entre a produção de pequenos e grandes veículos.

Ela destacou a aproximação que a Signis tem tido com a Comissão para Comunicação da CNBB, cumprindo o desejo da sinodalidade. “A Signis se propõe a isso, que veículos, tanto impresso, internet, quanto rádio e TV, caminhemos juntos, dando voz à Igreja”, falou Angélica.

Pascom Brasil

Na sequência, Adielson Agrelos, da Pascom do Regional Leste 1, falou em nome da coordenação nacional, sobre alguns aspectos importantes da pastoral: seu fortalecimento nacional, especialmente no período da pandemia num serviço prestado à Igreja no Brasil, o destaque que a pastoral tem dado à articulação com os regionais; a Escola de Nacional de Comunicação da Pascom Brasil, realizada em parceria com a PUC Minas, que formou a primeira turma no ano passado; e a difusão do Guia de Implantação da Pascom, disponível no site da Pascom Brasil. 




27/04/2023

Mensagem da CNBB ao Povo Brasileiro

 


A “Mensagem da CNBB ao povo brasileiro” elaborada e aprovada pela quase totalidade dos 326 bispos ativos e parte dos 157 bispos eméritos brasileiros presentes na 60ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) foi apresentada pelo arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Pedro Scherer, durante a Coletiva de Imprensa desta sexta-feira, 27 de abril, no Centro de Eventos Pe. Vítor Coelho de Almeida.

Acesse a íntegra abaixo:

Aparecida - SP, 28 de abril de 2023

MENSAGEM DA CNBB AO POVO BRASILEIRO

“Ele é a nossa paz: de dois povos fez um só, em sua carne derrubando o muro da inimizade que os separava” (Ef. 2,14) Animados pelo amor do Pai, pela luz do Senhor ressuscitado e com a força do Espírito Santo, nós, bispos católicos, nos reunimos em Aparecida para a 60ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB. Fizemos isso como pastores em comunhão com os presbíteros, diáconos, religiosos e religiosas, consagrados e consagradas, cristãos leigos e leigas. Sentimo-nos acompanhados pela oração de nosso povo, representado visivelmente pela multidão de peregrinos de todo o Brasil, que rezaram conosco nas celebrações eucarísticas. Maria, Mãe de Jesus, a Senhora Aparecida, esteve perto de nós, acolhendo-nos, cuidando de nossos trabalhos e intercedendo por nós.

Esses dias na casa da Mãe Aparecida foram uma oportunidade para experimentarmos a comunhão a partir da riqueza de nossas diversidades. Quem nos une é Cristo e, por ele, esperançosos e comprometidos, renovamos nossa opção radical e incondicional com a defesa integral da vida que se manifesta em cada ser humano e em toda a criação.

A renovação desse compromisso com a vida dá-se num tempo marcado por grandes desafios que, longe de nos desanimarem, estimulam a Igreja na promoção do Reino de Deus. Nossas comunidades estão respondendo, com solidariedade fraterna, às consequências das tragédias socioambientais; com compromisso cidadão na defesa da democracia e, com responsabilidade social, ao drama da fome que nos assola. Com alegria, reconhecemos que esse é o autêntico e eficaz testemunho de que o mundo necessita, à luz da Palavra de Deus, pois não temos ouro nem prata, mas trazemos o que de mais precioso nos foi dado: Jesus Cristo ressuscitado (cf. At. 3,6).

Essa alegria é consequente e, por isso, nos faz enxergar também os sofrimentos presentes na sociedade. Nossa atenção se volta especialmente para o que estamos vivendo: “uma terceira guerra mundial em pedaços” (Papa Francisco, em 13 de setembro de 2014, ao lembrar o início da Primeira Guerra Mundial,), evidenciada no solo ucraniano, mas também em outras regiões do planeta. Além do flagelo das guerras, muitas outras situações nos preocupam, como os autoritarismos, as polarizações, as desinformações, as desigualdades estruturais, o racismo, os preconceitos, a corrupção, a banalização do mal e das vidas, as doenças, a drogadição, o tráfico de drogas e pessoas, o analfabetismo, as migrações forçadas, as juventudes com poucas oportunidades, as violências em todas as suas dimensões, o feminicídio, a precarização do trabalho e da renda, as agressões desmedidas à “casa comum”, aos povos originários e comunidades tradicionais, a mineração predatória, entre tantas outras, que fragilizam o tecido social e tencionam as relações humanas.

Certa cultura da insensibilidade nos conduz a essas situações extremas. A degradação da criação e o descaso com os mais pobres e abandonados estão presentes, por exemplo, na criminosa tragédia ocorrida com o povo Yanomami. O mesmo ocorre com muitos dos povos das florestas, das águas e do campo, submetidos a graves e duras realidades que os expõem à globalização da indiferença.

Reconhecemos a importância da resistência histórica do movimento indígena, cujo fruto se traduz na chegada de suas lideranças a diversos postos de decisão no governo federal e em alguns governos estaduais. Contudo, essa presença não pode ser apenas figurativa. Há uma imensa necessidade de se adotarem providências e ações concretas em defesa desses povos. Não podemos mais aceitar em nossa história o descaso com os povos originários. Acreditamos que o julgamento da tese do marco temporal pelo Supremo Tribunal Federal, no próximo mês de junho, seja decisivo para que suas terras sejam reconhecidas como legítimas e legais. Temos esperança que essa definição venha a ser um passo importante para a garantia dos direitos constitucionais.


Esses problemas têm origem na opção por um modelo econômico cruel, injusto e desigual. Por trás da palavra “mercado” existe um sistema financeiro e econômico autônomo, que protagoniza ações inescrupulosas, destrói a vida, precariza as políticas públicas, em especial a educação e a saúde, adota juros abusivos que ampliam o abismo social, afeta a cadeia produtiva e reduz o consumo dos bens necessários à maioria do povo brasileiro.

Às vésperas do dia 1º de maio, saudamos os trabalhadores e as trabalhadoras de nosso País, com as palavras do Papa Francisco: “O mundo do trabalho é prioridade humana, é prioridade cristã, a partir de Jesus trabalhador. Onde há um trabalhador, ali há o olhar do amor do Senhor e da Igreja. Lugares de trabalho são lugares do povo de Deus” (Encontro com Trabalhadores em Gênova, Itália, 2017). Diante das mudanças do mundo do trabalho, percebemos que promessas de crescimento econômico, geração de empregos, melhores condições de trabalho, aumento de renda, redução da carga horária, mais tempo de descanso e convivência social, enfim, condições mais saudáveis de vida, continuam sendo desafios sem soluções. A crescente informalidade das relações trabalhistas reduz a segurança social e impede o acesso ao mínimo para a sobrevivência. O trabalho análogo à escravidão, presente em todo o território nacional, é uma chaga social que precisa ser energicamente combatida pelos poderes constituídos e por toda a sociedade.

As constatações desses tempos difíceis não podem nos limitar, nem servir para que as soluções sejam adiadas. As estruturas do Estado, os poderes da República, as autoridades públicas, as lideranças sociais, as organizações religiosas, os meios de comunicação, as plataformas e as redes sociais, cada um e cada uma, com sua competência, devem apoiar-se reciprocamente para o bem do País. Precisamos criar um “espaço de corresponsabilidade capaz de iniciar e gerar novos processos e transformações. Sejamos parte ativa na reabilitação e apoio das sociedades feridas” (Fratelli Tutti, 77). Assumindo nosso dever social, não podemos deixar de cobrar dos governos, legitimamente eleitos, o protagonismo que lhes foi confiado, uma opção clara e radical pela vida, desde a concepção até à morte natural, passando inevitavelmente pelos direitos sociais e humanos. Chamamos a atenção para a importância da vacinação, especialmente para das crianças. No cuidado com a vida, nenhuma seletividade pode ser tolerada e será sempre, por nós, denunciada.

Conclamamos toda a sociedade brasileira a construir um amplo projeto de reconciliação e pacificação, a partir de um diálogo franco e aberto, que possibilite superar o que nos afasta, com o objetivo de assegurar o que nos une: o país, o seu povo e a criação. O ponto de partida dessa construção se dá nas famílias, comunidades, relações sociais, profissionais, eclesiais e políticas, através da amizade social que promove a cultura do encontro. Como comunidade de fé, cremos que sua concretização passa necessariamente pelas nossas orações. Rezemos, pois, como nos pede o Papa Francisco, pelo fim das guerras, dos conflitos e das violências. Somos “caminhantes da mesma carne humana, como filhos desta mesma terra que nos alberga a todos, cada qual com a riqueza da sua fé ou das suas convicções, cada qual com a própria voz” (Fratelli Tutti, 8).

Reafirmamos nossa profunda confiança no povo brasileiro. Não tenhamos medo. A esperança é a nossa coragem! Sejamos semeadores de mudança, de solidariedade e de vida. Pelo amor do Cristo vivo e ressuscitado, por intercessão de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, invocamos a bênção de Deus sobre o povo brasileiro, suas famílias e comunidades.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo Arcebispo de Belo Horizonte - MG Presidente da CNBB

Dom Jaime Spengler Arcebispo de Porto Alegre - RS - 1º Vice-Presidente

Dom Mário Antônio da Silva Arcebispo de Cuiabá - MT - 2º Vice-Presidente

Dom Joel Portella Amado Bispo auxiliar do Rio de Janeiro - RJ Secretário-Geral

Papa Francisco fala sobre as Mulheres

 

Mulheres a serviço na 60ª AGCNBB

"A Igreja é uma mulher. A Igreja. Não é a igreja 'a'. Ela é uma mulher. E na administração normal da Igreja faltavam mulheres. Agora há secretárias de dicastério, a vice-governadora do Vaticano é uma mulher..." 

"Uma experiência pessoal: os relatórios mais maduros que eu recebia para conferir a ordenação como sacerdotes aos seminaristas eram elaborados por mulheres dos bairros onde eles iam trabalhar na paróquia. 

"Na nomeação há três anos, nos seis cargos dos leigos, nomeei cinco mulheres e um homem, isso não se sabe. E começou a funcionar melhor. Porque a mulher sabe administrar noutro tipo de coisas. A mulher tem uma maneira de executar as coisas diferente da nossa porque raciocina de outra maneira, tem maternidade, que é diferente." 

(Papa Francisco, em entrevista à  CNN Portugal, 05-09-2022). 

MInistério da Visitação - Ir. Patricia Silva

MENSAGEM DO PAPA LEÃO XIV PARA O 100º DIA MUNDIAL DAS MISSÕES (18 de outubro)

Um em Cristo, unidos na missão Queridos irmãos e irmãs! Para o Dia Mundial das Missões de 2026, que marca o centenário desta celebração, ins...