Páginas

30/01/2023

57º Dia Mundial das Comunicações Sociais - «Falar com o coração. “Testemunhando a verdade no amor” (Ef 4, 15)»

 



(21 de maio de 2023)

«Falar com o coração. “Testemunhando a verdade no amor” (Ef 4, 15)»

Estimados irmãos e irmãs!

Depois de ter refletido, nos anos anteriores, sobre os verbos «ir e ver» e «escutar» como condição necessária para uma boa comunicação, com esta Mensagem para o 57º Dia Mundial das Comunicações Sociais gostaria de me deter sobre o «falar com o coração». Foi o coração que nos moveu para ir, ver e escutar, e é o coração que nos move para uma comunicação aberta e acolhedora. Após o nosso treino na escuta, que requer saber esperar e paciência, e o treino na renúncia a impor em detrimento dos outros o nosso ponto de vista, podemos entrar na dinâmica do diálogo e da partilha que é, em concreto, comunicar cordialmente. E, se escutarmos o outro com coração puro, conseguiremos também falar testemunhando a verdade no amor (cf. Ef 4, 15). Não devemos ter medo de proclamar a verdade, por vezes incõmoda, mas de o fazer sem amor, sem coração. Com efeito «o programa do cristão – como escreveu Bento XVI – é “um coração que vê”» [1]. Trata-se de um coração que revela, com o seu palpitar, o nosso verdadeiro ser e, por essa razão, deve ser ouvido. Isto leva o ouvinte a sintonizar-se no mesmo comprimento de onda, chegando ao ponto de sentir no próprio coração também o pulsar do outro. Então pode ter lugar o milagre do encontro, que nos faz olhar uns para os outros com compaixão, acolhendo as fragilidades recíprocas com respeito, em vez de julgar a partir dos boatos semeando discórdia e divisões.

Jesus chama-nos a atenção de que cada árvore se conhece pelo seu fruto (cf. Lc 6, 44). De igual modo «o homem bom, do bom tesouro do seu coração, tira o que é bom; e o mau, do mau tesouro, tira o que é mau; pois a boca fala da abundância do coração» (6, 45). Por conseguinte, para se poder comunicar testemunhando a verdade no amor, é preciso purificar o próprio coração. Só ouvindo e falando com o coração puro é que podemos ver para além das aparências, superando o rumor confuso que, mesmo no campo da informação, não nos ajuda a fazer o discernimento na complexidade do mundo em que vivemos. O apelo para se falar com o coração interpela radicalmente este nosso tempo, tão propenso à indiferença e à indignação, baseada por vezes até na desinformação que falsifica e instrumentaliza a verdade.



Comunicar cordialmente

Comunicar cordialmente quer dizer que a pessoa que nos lê ou escuta é levada a deduzir a nossa participação nas alegrias e receios, nas esperanças e sofrimentos das mulheres e homens do nosso tempo. Quem assim fala, ama o outro, pois preocupa-se com ele e salvaguarda a sua liberdade, sem a violar. Podemos ver este estilo no misterioso Viandante que dialoga com os discípulos a caminho de Emaús depois da tragédia que se consumou no Gólgota. A eles, Jesus ressuscitado fala com o coração, acompanhando com respeito o caminho da sua amargura, propondo-Se e não Se impondo, abrindo-lhes amorosamente a mente à compreensão do sentido mais profundo do sucedido. De facto, eles podem exclamar com alegria que o coração lhes ardia no peito enquanto Ele conversava pelo caminho e lhes explicava as Escrituras (cf. Lc 24, 32).

Num período da história marcado por polarizações e oposições – de que, infelizmente, nem a comunidade eclesial está imune – o empenho em prol duma comunicação «de coração e braços abertos» não diz respeito exclusivamente aos agentes da informação, mas é responsabilidade de cada um. Todos somos chamados a procurar a verdade e a dizê-la, fazendo-o com amor. De modo particular nós, cristãos, somos exortados a guardar continuamente a língua do mal (cf. Sl 34, 14), pois com ela – como ensina a Escritura – podemos bendizer o Senhor e amaldiçoar os homens feitos à semelhança de Deus (cf. Tg 3, 9). Da nossa boca, não deveriam sair palavras más, «mas apenas a que for boa, que edifique, sempre que necessário, para que seja uma graça para aqueles que a escutam» (Ef 4, 29).

Por vezes, o falar amável abre uma brecha até nos corações mais endurecidos. Encontramos vestígios disto na própria literatura; penso naquela página memorável do cap. XXI do livro Promessi Sposi, onde Luzia fala com o coração ao Inominável até que este, desarmado e atormentado por uma benéfica crise interior, cede à força gentil do amor. Experimentamo-lo na convivência social, onde a gentileza não é questão apenas de «etiqueta», mas um verdadeiro antídoto contra a crueldade, que pode, infelizmente, envenenar os corações e intoxicar as relações. Precisamos daquele falar amável no âmbito dos mass media, para que a comunicação não fomente uma aversão que exaspere, gere ódio e conduza ao confronto, mas ajude as pessoas a refletir calmamente, a decifrar com espírito crítico e sempre respeitoso a realidade onde vivem.

A comunicação de coração a coração: «Basta amar bem para dizer bem»

Um dos exemplos mais luminosos e, ainda hoje, fascinantes deste «falar com o coração» temo-lo em São Francisco de Sales, Doutor da Igreja, a quem dediquei recentemente a Carta Apostólica Totum amoris est, nos 400 anos da sua morte. A par deste aniversário importante e relacionado com a mesma circunstância, apraz-me recordar outro que se celebra neste ano de 2023: o centenário da sua proclamação como padroeiro dos jornalistas católicos, feita por Pio XI com a Encíclica Rerum omnium perturbationem. Mente brilhante, escritor fecundo, teólogo de grande profundidade, Francisco de Sales foi bispo de Genebra no início do século XVII, em anos difíceis marcados por animadas disputas com os calvinistas. A sua mansidão, humanidade e predisposição a dialogar pacientemente com todos, e de modo especial com quem se lhe opunha, fizeram dele uma extraordinária testemunha do amor misericordioso de Deus. Dele se pode dizer que as suas «palavras amáveis multiplicam os amigos, a linguagem afável atrai muitas respostas agradáveis» ( Sir 6, 5). Aliás uma das suas afirmações mais célebres – «o coração fala ao coração» – inspirou gerações de fiéis, entre os quais se conta São John Henry Newman que a escolheu para seu lema: Cor ad cor loquitur. «Basta amar bem para dizer bem»: constituía uma das suas convicções. Isto prova como, para ele, a comunicação nunca deveria reduzir-se a um artifício, a uma estratégia de marketing – diríamos nós hoje –, mas era o reflexo do íntimo, a superfície visível dum núcleo de amor invisível aos olhos. Para São Francisco de Sales, precisamente «no coração e através do coração é que se realiza aquele subtil e intenso processo unitário em virtude do qual o homem reconhece a Deus» [2]. «Amando bem», São Francisco conseguiu comunicar com o surdo-mudo Martinho tornando-se seu amigo, e daí ser recordado também como protetor das pessoas com deficiências comunicativas.

É a partir deste «critério do amor» que o santo bispo de Genebra nos recorda, através dos seus escritos e do próprio testemunho de vida, que «somos aquilo que comunicamos»: uma lição contracorrente hoje, num tempo em que, como experimentamos particularmente nas redes sociais, a comunicação é muitas vezes instrumentalizada para que o mundo nos veja, não por aquilo que somos, mas como desejaríamos ser. São Francisco de Sales difundiu em grande número cópias dos seus escritos na comunidade de Genebra. Esta intuição «jornalística» valeu-lhe uma fama que superou rapidamente o perímetro da sua diocese e perdura ainda nos nossos dias. Como observou São Paulo VI, os seus escritos suscitam «uma leitura sumamente agradável, instrutiva e estimulante» [3]. Pensando no atual panorama da comunicação, não são estas precisamente as caraterísticas de que se deveriam revestir um artigo, uma reportagem, um serviço radiotelevisivo ou uma mensagem nas redes sociais? Possam os agentes da comunicação sentir-se inspirados por este Santo da ternura, procurando e narrando a verdade com coragem e liberdade, mas rejeitando a tentação de usar expressões sensacionalistas e agressivas.

Falar com o coração no processo sinodal

Como já tive oportunidade de salientar, «também na Igreja há grande necessidade de escutar e de nos escutarmos. É o dom mais precioso e profícuo que podemos oferecer uns aos outros» [4]. Duma escuta sem preconceitos, atenta e disponível, nasce um falar segundo o estilo de Deus, que se sustenta de proximidade, compaixão e ternura. Na Igreja, temos urgente necessidade duma comunicação que inflame os corações, seja bálsamo nas feridas e ilumine o caminho dos irmãos e irmãs. Sonho uma comunicação eclesial que saiba deixar-se guiar pelo Espírito Santo, gentil e ao mesmo tempo profética, capaz de encontrar novas formas e modalidades para o anúncio maravilhoso que é chamada a proclamar no terceiro milênio. Uma comunicação que coloque no centro a relação com Deus e com o próximo, especialmente o mais necessitado, e esteja mais preocupada em acender o fogo da fé do que em preservar as cinzas duma identidade autorreferencial. Uma comunicação, cujas bases sejam a humildade no escutar e o desassombro no falar e que nunca separe a verdade do amor.

Desarmar os ânimos promovendo uma linguagem de paz

«A língua branda pode até quebrar ossos»: lê-se no livro dos Provérbios (25, 15). Hoje é tão necessário falar com o coração para promover uma cultura de paz, onde há guerra; para abrir sendas que permitam o diálogo e a reconciliação, onde campeiam o ódio e a inimizade. No dramático contexto de conflito global que estamos a viver, urge assegurar uma comunicação não hostil. É necessário vencer «o hábito de denegrir rapidamente o adversário, aplicando-lhe atributos humilhantes, em vez de se enfrentarem num diálogo aberto e respeitoso» [5]. Precisamos de comunicadores prontos a dialogar, ocupados na promoção dum desarmamento integral e empenhados em desmantelar a psicose bélica que se aninha nos nossos corações, como exortava profeticamente São João XXIII na Encíclica Pacem in terris: «a verdadeira paz entre os povos não se baseia em tal equilíbrio [de armamentos], mas sim e exclusivamente na confiança mútua» (n.º 113). Uma confiança que precisa de comunicadores não postos à defesa, mas ousados e criativos, prontos a arriscar na procura dum terreno comum onde encontrar-se. Também agora, como há 60 anos, a humanidade vive uma hora escura temendo uma escalada bélica, que deve ser travada o mais depressa possível, inclusivamente em termos de comunicação. Fica-se apavorado ao ouvir com quanta facilidade se pronunciam palavras que invocam a destruição de povos e territórios; palavras que, infelizmente, se convertem muitas vezes em ações bélicas de celerada violência. Por isso mesmo há que rejeitar toda a retórica belicista, assim como toda a forma de propaganda que manipula a verdade, deturpando-a com finalidades ideológicas. Em vez disso seja promovida, a todos os níveis, uma comunicação que ajude a criar as condições para se resolverem as controvérsias entre os povos.

Como cristãos, sabemos que é precisamente na conversão do coração que se decide o destino da paz, pois o vírus da guerra provém do íntimo do coração humano [6]. Do coração brotam as palavras certas para dissipar as sombras dum mundo fechado e dividido e construir uma civilização melhor do que aquela que recebemos. É um esforço que é exigido a todos e cada um de nós, mas faz apelo de modo particular ao sentido de responsabilidade dos agentes da comunicação a fim de realizarem a própria profissão como uma missão.

Que o Senhor Jesus, Palavra pura que brota do coração do Pai, nos ajude a tornar a nossa comunicação livre, limpa e cordial.

Que o Senhor Jesus, Palavra que Se fez carne, nos ajude a colocar-nos à escuta do palpitar dos corações, para nos reconhecermos como irmãos e irmãs e desativarmos a hostilidade que divide.

Que o Senhor Jesus, Palavra de verdade e caridade, nos ajude a dizer a verdade no amor, para nos sentirmos guardiões uns dos outros.

Roma – São João de Latrão, na Memória de São Francisco de Sales, 24 de janeiro de 2023.

FRANCISCO

 

[1] Carta enc. Deus caritas est (25/XII/2005), 31.

[2] Carta ap. Totum amoris est (28/XII/2022).

[3] Epístola apostólica Sabaudiae gemma, no 4º centenário do nascimento de São Francisco de Sales, Doutor da Igreja (29/I/1967).

[4] Mensagem para o 57º Dia Mundial das Comunicações Sociais (24/I/2022).

[5] Francisco, Carta enc. Fratelli tutti (03/X/2020), 201.

[6] Cf. Francisco, Mensagem para o 57º Dia Mundial da Paz a 1 de janeiro de 2023 (08/XII/2022), 4.

 

14/01/2023

Página Inicial


Convido a todos
a levarem a Boa Notícia 
a todos os ambientes de vida, 
com doçura e respeito.
 Ide pelas praças
 e anunciai Jesus Cristo, 
o nosso Salvador!

(Papa Francisco, Brasil, 7 de abril 2013.)

11/01/2023

«Trata bem dele!» - 31º DIA MUNDIAL DO DOENTE - MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO

 

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO

PARA O 31º DIA MUNDIAL DO DOENTE

(11 de fevereiro de 2023)

«Trata bem dele!»

A compaixão como exercício sinodal de cura

Queridos irmãos e irmãs!

A doença faz parte da nossa experiência humana. Mas pode tornar-se desumana, se for vivida no isolamento e no abandono, se não for acompanhada pelo desvelo e a compaixão. Ao caminhar juntos, é normal que alguém se sinta mal, tenha de parar pelo cansaço ou por qualquer percalço no percurso. É em tais momentos que se vê como estamos caminhando: se é verdadeiramente um caminhar juntos, ou se se vai na mesma estrada, mas cada um por conta própria, cuidando dos próprios interesses e deixando que os outros «se arranjem». Por isso, neste 31º Dia Mundial do Doente e em pleno percurso sinodal, convido-vos a refletir sobre o fato de podermos aprender, precisamente através da experiência da fragilidade e da doença, a caminhar juntos segundo o estilo de Deus, que é proximidade, compaixão e ternura.

O livro do profeta Ezequiel oferece-nos um grande oráculo, que constitui um dos pontos culminantes de toda a Revelação, e lá o Senhor fala assim: "Eu mesmo conduzirei as minhas ovelhas para o pasto e as farei repousar - oráculo do Senhor Javé. Procurarei aquela que se perder, trarei de volta aquela que se desgarrar, curarei a que se machucar, fortalecerei a que estiver fraca. Quanto à ovelha gorda e forte, eu a destruirei, pois cuidarei do meu rebanho conforme o direito». (34, 15-16). Naturalmente as experiências do extravio, da doença e da fragilidade fazem parte do nosso caminho: não nos excluem do povo de Deus; pelo contrário, colocam-nos no centro da solicitude do Senhor, que é Pai e não quer perder pela estrada nem sequer um dos seus filhos. Trata-se, pois, de aprender com Ele a ser verdadeiramente uma comunidade que caminha em conjunto, capaz de não se deixar contagiar pela cultura do descarte.

Como sabeis, a encíclica Fratelli tutti propõe uma leitura atualizada da parábola do Bom Samaritano (cf. nº 56). Escolhi-a como dobradiça, como ponto de viragem para se poder sair das «sombras dum mundo fechado» (cap. I) e «pensar e gerar um mundo aberto» (cap. III). Com efeito, há uma profunda conexão entre esta parábola de Jesus e as múltiplas formas em que é negada hoje a fraternidade. De modo particular, no fato de a pessoa espancada e roubada acabar abandonada na estrada, podemos ver representada a condição em que são deixados tantos irmãos e irmãs nossos na hora em que mais precisam de ajuda. Não é fácil distinguir os atentados à vida e à sua dignidade que provêm de causas naturais e, ao invés, aqueles que são provocados por injustiças e violências. Na realidade, o nível das desigualdades e a prevalência dos interesses de poucos já incidem de tal modo sobre cada ambiente humano que é difícil considerar «natural» qualquer experiência. Cada doença realiza-se numa «cultura» por entre as suas contradições.

Entretanto, o que importa aqui é reconhecer a condição de solidão, de abandono. Trata-se duma atrocidade que pode ser superada antes de qualquer outra injustiça, porque para a eliminar – como conta a parábola – basta um momento de atenção, o movimento interior da compaixão. Dois transeuntes, considerados religiosos, veem o ferido e não param. Mas o terceiro, um samaritano, alguém que é objeto de desprezo, deixa-se mover pela compaixão e cuida daquele estranho na estrada, tratando-o como irmão. Procedendo assim, sem pensar sequer, muda as coisas, gera um mundo mais fraterno.

Irmãos, irmãs, nunca estamos preparados para a doença; e muitas vezes nem sequer para admitir a idade avançada. Tememos a vulnerabilidade, e a invasiva cultura do mercado impele-nos a negá-la. Não há espaço para a fragilidade. E assim o mal, quando irrompe e nos ataca, deixa-nos por terra atordoados. Então pode acontecer que os outros nos abandonem, ou nos pareça que devemos abandoná-los a fim de não nos sentirem um peso para eles. Começa assim a solidão, e envenena-nos a sensação amarga duma injustiça, devido à qual até o Céu parece se fechar. Na realidade, sentimos dificuldade de permanecer em paz com Deus, quando se arruína a relação com os outros e conosco próprios. Por isso mesmo, é tão importante, relativamente também à doença, que toda a Igreja se confronte com o exemplo evangélico do bom samaritano, para se tornar um válido «hospital de campanha»: com efeito, a sua missão, especialmente nas circunstâncias históricas que atravessamos, exprime-se na prestação de cuidados. Todos somos frágeis e vulneráveis; todos precisamos daquela atenção compassiva que sabe deter-se, aproximar-se, cuidar e levantar. Assim, a condição dos enfermos é um apelo que interrompe a indiferença e abranda o passo de quem avança como se não tivesse irmãs e irmãos.

De fato, o Dia Mundial do Doente não convida apenas à oração e à proximidade com os que sofrem, mas visa ao mesmo tempo sensibilizar o povo de Deus, as instituições de saúde e a sociedade civil para uma nova forma de avançar juntos. A profecia de Ezequiel, já referida atrás, contém um juízo muito duro sobre as prioridades daqueles que exercem, sobre o povo, o poder econômico, cultural e governamental: "Vocês bebem o leite, vestem a lã, matam as ovelhas gordas, mas não cuidam do rebanho. 4 Vocês não procuram fortalecer as ovelhas fracas, não dão remédio para as que estão doentes, não curam as que se machucaram, não trazem de volta as que se desgarraram e não procuram aquelas que se extraviaram. Pelo contrário, vocês dominam com violência e opressão". (34, 3-4). A Palavra de Deus – não só na denúncia, mas também na proposta – é sempre iluminadora e de hoje. Na realidade, a conclusão da parábola do Bom Samaritano sugere-nos como a prática da fraternidade, que começou por um encontro de indivíduo com indivíduo, se pode alargar para um tratamento organizado. A estalagem, o estalajadeiro, o dinheiro, a promessa de se manterem mutuamente informados (cf. Lc 10, 34-35)… tudo isto faz pensar no ministério de sacerdotes, no trabalho de operadores de saúde e agentes sociais, no empenho de familiares e voluntários, graças aos quais cada dia, em todo o mundo, o bem se opõe ao mal.

Os anos da pandemia aumentaram o nosso sentimento de gratidão por quem diariamente trabalha em prol da saúde e da investigação médica. Mas, ao sair duma tragédia coletiva assim tão grande, não é suficiente prestar honras aos heróis. A Covid-19 pôs à prova esta grande rede de competências e solidariedade e mostrou os limites estruturais dos sistemas de assistência social existentes. Por isso, é necessário que a gratidão seja acompanhada, em cada país, pela busca ativa de estratégias e recursos a fim de serem garantidos a todo o ser humano o acesso aos cuidados médicos e o direito fundamental à saúde.

«Trata bem dele!» (Lc 10, 35): é a recomendação do samaritano ao estalajadeiro. Mas Jesus repete-a igualmente a cada um de nós na exortação conclusiva: «Vai e faz tu também o mesmo». Como evidenciei na encíclica Fratelli tutti, «a parábola mostra-nos as iniciativas com que se pode refazer uma comunidade a partir de homens e mulheres que assumem como própria a fragilidade dos outros, não deixam constituir-se uma sociedade de exclusão, mas fazem-se próximos, levantam e reabilitam o caído, para que o bem seja comum» (nº 67). Efetivamente «fomos criados para a plenitude que só se alcança no amor. Viver indiferentes à dor não é uma opção possível» (nº 68).

E, no dia 11 de fevereiro de 2023, também o Santuário de Lourdes aparece ao nosso olhar como uma profecia, uma lição confiada à Igreja no coração da modernidade. Não tem valor só o que funciona, nem conta só quem produz. As pessoas doentes estão no âmago do povo de Deus, que avança juntamente com eles como profecia duma humanidade onde cada qual é precioso e ninguém deve ser descartado.

À intercessão de Maria, Saúde dos enfermos, confio cada um de vós que estais doentes; vós que cuidais deles em família, com o trabalho, a investigação e o voluntariado; e vós que vos esforçais por tecer laços pessoais, eclesiais e civis de fraternidade. A todos, envio de coração a Bênção Apostólica.

Roma – São João de Latrão, 10 de janeiro de 2023.

 

FRANCISCO



02/12/2022

“Vocação: graça e missão” - 3º Ano Vocacional no Brasil

 

O 3º Ano Vocacional comemora os 40 anos do primeiro ano temático dedicado à reflexão, oração e promoção das vocações no Brasil. É celebrado de 20 de novembro de 2022 a 26 de novembro de 2023.

O que se pretende

O objetivo principal é “promover a cultura vocacional nas comunidades eclesiais, nas famílias e na sociedade, para que sejam ambientes favoráveis ao despertar de todas as vocações, como graça e missão, a serviço do Reino de Deus”.

Inspirado no Documento Final do Sínodo dos Bispos sobre “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional” o tema do Ano Vocacional 2023 é “Vocação: Graça e Missão” e o lema “Corações ardentes, pés a caminho” (cf. Lc 24, 32-33).

O tema se fundamenta na afirmação de que “a vocação aparece realmente como um dom de graça e de aliança, como o mais belo e precioso segredo de nossa liberdade”, conforme o nº 78, do Documento Final.

Já o texto bíblico iluminador “Jesus chamou e enviou os que ele mesmo quis” (cf. Mc 3, 13-19) ajuda a aprofundar que a origem, o centro e a meta de toda a vocação e missão é a pessoa de Jesus Cristo. Ouvindo o seu chamado, o seguimos, avançando para águas profundas na intimidade com Deus. Podemos, com sua graça, ir em missão, com o coração ardendo de amor por Jesus, colocar os pés a caminho e trabalhar com ardor incansável a exemplo dos discípulos de Emaús e dos apóstolos, para que o reino de Deus aconteça.

Entrevista com Dom Salm


O bispo de Novo Hamburgo (RS) e presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, dom João Francisco Salm, afirma que: “O 3º Ano Vocacional não é uma campanha, mas evangelização com o espírito da iniciação a vida cristã”. Entrevista com Dom Salm, feita pelo padre Luiz Miguel Modino, assessor de comunicação do regional Norte 1 da CNBB pode ser lida, na íntegra, em Ano Vocacional no Brasil

I Experiência Vocacional-Missionária Nacional "Pés a caminho"

Teve início na quinta-feira, 05 de janeiro, e segue até o dia 17, a I Experiência Vocacional-Missionária Nacional “Pés a caminho”. A atividade missionária acontece na Arquidiocese de Manaus, Amazonas, com a participação de mais de 300 pessoas, entre seminaristas, formadores, bispos, religiosas e jovens vinculados à Juventude Missionária dos 19 regionais da Igreja do Brasil. A iniciativa envolve diversos organismos eclesiais (Pontifícias Obras Missionárias, Pontifícia União Missionária, Juventude Missionária, Conselhos Missionários de Seminaristas, Organização dos Seminários do Brasil) e se insere dentro da dinâmica do 3º Ano Vocacional do Brasil.

O projeto tem como objetivo geral: “oferecer aos participantes a oportunidade de perceber e assumir, na prática, que a experiência missionária, além de ser elemento do processo de crescimento humano e espiritual, é também um valioso e indispensável meio para a formação da mentalidade e do coração missionários do seguidor de Jesus Cristo”.

Após a acolhida, no final da tarde da quinta-feira, 05 de janeiro, o dia seguinte foi dedicado à espiritualidade e à formação, sendo concluído com a convivência e partilha das realidades. A experiência missionária acontece nas comunidades das áreas missionárias, em meio à realidade ribeirinha e de periferia e também em comunidades eclesiais com outro dinamismo, como o protagonismo do laicato, entre os dias 08 e 14 de janeiro. Os dias 15 e 16 serão para a avaliação e retorno ao seminário que acolhe os missionários. O final da manhã do dia 17, será dedicado à conclusão da I Experiência Vocacional-Missionária Nacional “Pés a caminho”.

Subsídios para o  3º Ano Vocacional



Diversos subsídios foram produzidos para a animação deste ano: texto-base, diversos artigos, uma logo, spots, a oração, o cartaz, o hino, o site que pode ser acessado em  https://anovocacional.cnbb.org.br/

O 3º Ano Vocacional pode ser acompanhado também pelo facebook   e,  pelo instagram /anovocacional/.




Oração do ano vocacional 2023

Senhor Jesus, enviado do Pai e Ungido do Espírito Santo,

que fazeis os corações arderem e os pés se colocarem a caminho,

ajudai-nos a discernir a graça do vosso chamado e a urgência da missão.

Continuai a encantar as famílias, crianças, adolescentes, jovens e adultos,

para que sejam capazes de sonhar e se entregar, com generosidade e vigor,

a serviço do Reino, em vossa Igreja e no mundo.

Despertai as novas gerações para a vocação aos ministérios leigos,

ao Matrimônio, à Vida Consagrada e aos Ministérios Ordenados.

Maria, Mãe, Mestra e Discípula Missionária,

ensinai-nos a ouvir o Evangelho da Vocação e a responder com alegria.

Amém!

 

29/11/2022

Dom Valdir José de Castro,ssp, é ordenado bispo e toma posse na Diocese de Campo Limpo

Na tarde do sábado, 26 de novembro de 2022, Dom Valdir José de Castro, SSP, recebeu a ordenação episcopal e tomou posse como 3º Bispo da Diocese de Campo Limpo, em missa na Catedral Santuário Sagrada Família, na zona Sul da capital paulista.  


TUDO POR CAUSA DO EVANGELHO

Em seu primeiro pronunciamento como bispo, Dom Valdir rendeu graças a Deus pelo chamado ao serviço episcopal. “Agradeço ao Supremo Pastor, que, não obstante às minhas limitações, me chamou ao ministério episcopal. A Ele eu louvo e rendo ação de graças”, disse. 

Em seguida, Dom Valdir agradeceu a Dom Odilo, aos coordenantes, aos outros bispos presentes, ao clero, membros da Família Paulina, familiares, amigos de perto e longe e ao povo da diocese, que ocupou cada espaço disponível da Catedral. “É bonito quando uma celebração busca unir a Igreja para a gente caminhar junto, fazendo da nossa vida uma grande celebração como diocese.”




Dom Valdir José de Castro é ordenado bispo e toma posse na Diocese de Campo Limpo

E, falando sobre o lema escolhido para seu episcopado – “Omia propter Evangelium (Faço tudo pelo Evangelho)” –, o Bispo explicou sua inspiração: “O Evangelho é, antes de tudo, Jesus, e, na linha e nos passos do apóstolo Paulo e de tantos santos e santas, quero fazer esse caminho de viver e anunciar o Evangelho”. 

Esse lema também está gravado em seu báculo pastoral, entalhado na madeira abaixo das imagens do apóstolo São Paulo, que tem o livro dos Evangelhos em uma das mãos, enquanto a outra segura a mão de Jesus, o Divino Mestre, referenciais da espiritualidade paulina. 

Sem deixar de falar sobre sinodalidade e a comunicação, o novo bispo deu as diretrizes de seu pastoreio: 

  • “É preciso fazer o caminho sinodal de caminhar juntos na missão de evangelizar, valorizando o caminho da comunicação. Não existe caminho sinodal sem comunicação, com o Espírito e entre nós. Precisamos ser ‘artesãos de comunhão’, que cada um de nós possa dar a sua parte, viver a unidade na diversidade.” 

Andrea Rodrigues

Especial para O SÃO PAULO 

27/03/2022

MOMENTO EXTRAORDINÁRIO DE ORAÇÃO EM TEMPO DE EPIDEMIA (Papa Francisco)



MOMENTO EXTRAORDINÁRIO DE ORAÇÃO

EM TEMPO DE EPIDEMIA


PPRESIDIDO PELO PAPA FRANCISCO

Adro da Basílica de São Pedro  

Sexta-feira, 27 de março de 2022

«Ao entardecer…» (Mc 4, 35): assim começa o Evangelho, que ouvimos. Desde há semanas que parece o entardecer, parece cair a noite. Densas trevas cobriram as nossas praças, ruas e cidades; apoderaram-se das nossas vidas, enchendo tudo dum silêncio ensurdecedor e um vazio desolador, que paralisa tudo à sua passagem: pressente-se no ar, nota-se nos gestos, dizem-no os olhares. Revemo-nos temerosos e perdidos. À semelhança dos discípulos do Evangelho, fomos surpreendidos por uma tempestade inesperada e furibunda. Demo-nos conta de estar no mesmo barco, todos frágeis e desorientados mas ao mesmo tempo importantes e necessários: todos chamados a remar juntos, todos carecidos de mútuo encorajamento. E, neste barco, estamos todos. Tal como os discípulos que, falando a uma só voz, dizem angustiados «vamos perecer» (cf. 4, 38), assim também nós nos apercebemos de que não podemos continuar estrada cada qual por conta própria, mas só o conseguiremos juntos.

Rever-nos nesta narrativa, é fácil; difícil é entender o comportamento de Jesus. Enquanto os discípulos naturalmente se sentem alarmados e desesperados, Ele está na popa, na parte do barco que se afunda primeiro... E que faz? Não obstante a tempestade, dorme tranquilamente, confiado no Pai (é a única vez no Evangelho que vemos Jesus a dormir). Acordam-No; mas, depois de acalmar o vento e as águas, Ele volta-Se para os discípulos em tom de censura: «Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?» (4, 40).

Procuremos compreender. Em que consiste esta falta de fé dos discípulos, que se contrapõe à confiança de Jesus? Não é que deixaram de crer N’Ele, pois invocam-No; mas vejamos como O invocam: «Mestre, não Te importas que pereçamos?» (4, 38) Não Te importas: pensam que Jesus Se tenha desinteressado deles, não cuide deles. Entre nós, nas nossas famílias, uma das coisas que mais dói é ouvirmos dizer: «Não te importas de mim». É uma frase que fere e desencadeia turbulência no coração. Terá abalado também Jesus, pois não há ninguém que se importe mais de nós do que Ele. De facto, uma vez invocado, salva os seus discípulos desalentados.

A tempestade desmascara a nossa vulnerabilidade e deixa a descoberto as falsas e supérfluas seguranças com que construímos os nossos programas, os nossos projetos, os nossos hábitos e prioridades. Mostra-nos como deixamos adormecido e abandonado aquilo que nutre, sustenta e dá força à nossa vida e à nossa comunidade. A tempestade põe a descoberto todos os propósitos de «empacotar» e esquecer o que alimentou a alma dos nossos povos; todas as tentativas de anestesiar com hábitos aparentemente «salvadores», incapazes de fazer apelo às nossas raízes e evocar a memória dos nossos idosos, privando-nos assim da imunidade necessária para enfrentar as adversidades.

Com a tempestade, caiu a maquilhagem dos estereótipos com que mascaramos o nosso «eu» sempre preocupado com a própria imagem; e ficou a descoberto, uma vez mais, aquela (abençoada) pertença comum a que não nos podemos subtrair: a pertença como irmãos.

«Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?» Nesta tarde, Senhor, a tua Palavra atinge e toca-nos a todos. Neste nosso mundo, que Tu amas mais do que nós, avançamos a toda velocidade, sentindo-nos em tudo fortes e capazes. Na nossa avidez de lucro, deixamo-nos absorver pelas coisas e transtornar pela pressa. Não nos detivemos perante os teus apelos, não despertamos face a guerras e injustiças planetárias, não ouvimos o grito dos pobres e do nosso planeta gravemente enfermo. Avançamos, destemidos, pensando que continuaríamos sempre saudáveis num mundo doente. Agora nós, sentindo-nos em mar agitado, imploramos-Te: «Acorda, Senhor!»

«Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?» Senhor, lanças-nos um apelo, um apelo à fé. Esta não é tanto acreditar que Tu existes, como sobretudo vir a Ti e fiar-se de Ti. Nesta Quaresma, ressoa o teu apelo urgente: «Convertei-vos…». «Convertei-Vos a Mim de todo o vosso coração» (Jl 2, 12). Chamas-nos a aproveitar este tempo de prova como um tempo de decisão. Não é o tempo do teu juízo, mas do nosso juízo: o tempo de decidir o que conta e o que passa, de separar o que é necessário daquilo que não o é. É o tempo de reajustar a rota da vida rumo a Ti, Senhor, e aos outros. E podemos ver tantos companheiros de viagem exemplares, que, no medo, reagiram oferecendo a própria vida. É a força operante do Espírito derramada e plasmada em entregas corajosas e generosas. É a vida do Espírito, capaz de resgatar, valorizar e mostrar como as nossas vidas são tecidas e sustentadas por pessoas comuns (habitualmente esquecidas), que não aparecem nas manchetes dos jornais e revistas, nem nas grandes passarelas do último espetáculo, mas que hoje estão, sem dúvida, a escrever os acontecimentos decisivos da nossa história: médicos, enfermeiros e enfermeiras, trabalhadores dos supermercados, pessoal da limpeza, curadores, transportadores, forças policiais, voluntários, sacerdotes, religiosas e muitos – mas muitos – outros que compreenderam que ninguém se salva sozinho. Perante o sofrimento, onde se mede o verdadeiro desenvolvimento dos nossos povos, descobrimos e experimentamos a oração sacerdotal de Jesus: «Que todos sejam um só» (Jo 17, 21). Quantas pessoas dia a dia exercitam a paciência e infundem esperança, tendo a peito não semear pânico, mas corresponsabilidade! Quantos pais, mães, avôs e avós, professores mostram às nossas crianças, com pequenos gestos do dia a dia, como enfrentar e atravessar uma crise, readaptando hábitos, levantando o olhar e estimulando a oração! Quantas pessoas rezam, se imolam e intercedem pelo bem de todos! A oração e o serviço silencioso: são as nossas armas vencedoras.

«Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?» O início da fé é reconhecer-se necessitado de salvação. Não somos autossuficientes, sozinhos afundamos: precisamos do Senhor como os antigos navegadores, das estrelas. Convidemos Jesus a subir para o barco da nossa vida. Confiemos-Lhe os nossos medos, para que Ele os vença. Com Ele a bordo, experimentaremos – como os discípulos – que não há naufrágio. Porque esta é a força de Deus: fazer resultar em bem tudo o que nos acontece, mesmo as coisas ruins. Ele serena as nossas tempestades, porque, com Deus, a vida não morre jamais.

O Senhor interpela-nos e, no meio da nossa tempestade, convida-nos a despertar e ativar a solidariedade e a esperança, capazes de dar solidez, apoio e significado a estas horas em que tudo parece naufragar. O Senhor desperta, para acordar e reanimar a nossa fé pascal. Temos uma âncora: na sua cruz, fomos salvos. Temos um leme: na sua cruz, fomos resgatados. Temos uma esperança: na sua cruz, fomos curados e abraçados, para que nada e ninguém nos separe do seu amor redentor. No meio deste isolamento que nos faz padecer a limitação de afetos e encontros e experimentar a falta de tantas coisas, ouçamos mais uma vez o anúncio que nos salva: Ele ressuscitou e vive ao nosso lado. Da sua cruz, o Senhor desafia-nos a encontrar a vida que nos espera, a olhar para aqueles que nos reclamam, a reforçar, reconhecer e incentivar a graça que mora em nós. Não apaguemos a mecha que ainda fumega (cf. Is 42, 3), que nunca adoece, e deixemos que reacenda a esperança.

Abraçar a sua cruz significa encontrar a coragem de abraçar todas as contrariedades da hora atual, abandonando por um momento a nossa ânsia de omnipotência e possessão, para dar espaço à criatividade que só o Espírito é capaz de suscitar. Significa encontrar a coragem de abrir espaços onde todos possam sentir-se chamados e permitir novas formas de hospitalidade, de fraternidade e de solidariedade. Na sua cruz, fomos salvos para acolher a esperança e deixar que seja ela a fortalecer e sustentar todas as medidas e estradas que nos possam ajudar a salvaguardar-nos e a salvaguardar. Abraçar o Senhor, para abraçar a esperança. Aqui está a força da fé, que liberta do medo e dá esperança.

«Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?» Queridos irmãos e irmãs, deste lugar que atesta a fé rochosa de Pedro, gostaria nesta tarde de vos confiar a todos ao Senhor, pela intercessão de Nossa Senhora, saúde do seu povo, estrela do mar em tempestade. Desta colunata que abraça Roma e o mundo desça sobre vós, como um abraço consolador, a bênção de Deus. Senhor, abençoa o mundo, dá saúde aos corpos e conforto aos corações! Pedes-nos para não ter medo; a nossa fé, porém, é fraca e sentimo-nos temerosos. Mas Tu, Senhor, não nos deixes à mercê da tempestade. Continua a repetir-nos: «Não tenhais medo!» (Mt 14, 27). E nós, juntamente com Pedro, «confiamos-Te todas as nossas preocupações, porque Tu tens cuidado de nós» (cf. 1 Pd 5, 7).


11/02/2022

Ciranda da Comunicação 2022

 

PROGRAMAÇÃO






CIRANDA DA COMUNICAÇÃO 2022

Lives sobre o tema do Dia das Comunicações: 

ESCUTAI e 

os 12 desafios da Assembleia Eclesial




JANEIRO – Dia 24 - segunda-feira – 11h

ESCUTAR a Mensagem do Papa Francisco e promover um encontro pessoal com Jesus Cristo encarnado na realidade do continente (Desafio 11).

Mediadora: Edla Lula

(61)9991-5946

Convidado: Silvonei José, do Vatican News

+39 328 364 5762

Participação: Ir. Maria Inês Vieira Ribeiro, mad, presidente da CRB

(61)8451-0248

Antonio Cardoso – compositor e intérprete da música-tema da Ciranda deste ano.

(14)98149-4492

 

FEVEREIRO – Dia 24 -  quinta-feira – 20h

ESCUTAR,  reconhecer e valorizar o papel dos jovens na comunidade eclesial e na sociedade como agentes de transformação (Desafio 1).

Mediação: Ir. Maristela Ganassini

(55)9727-0388

Convidada: Verônica Michele Gonçalves, secretária nacional da PJ

 (89)9414-3421


MARÇO – Dia 24 -  quinta-feira – 20h

ESCUTAR e Acompanhar as vítimas de injustiças sociais e eclesiais com processos de reconhecimento e reparação.(Desafio 2). Ouvir o grito dos pobres, excluídos e descartados. (Desafio 7)

Mediação: Edla Lula

(61)9991-5946

Convidado: Henrique Peregrino, comunidade da Trindade, em Salvador (BA), 15 anos da revista Aurora da Rua. Elias

(71)8829-4935

 

ABRIL – dia 24 – domingo – 20h

ESCUTAR e promover a participação ativa das mulheres em ministérios, órgãos governamentais, discernimento e tomada de decisões eclesiais. (Desafio 3)

Mediação: Edla Lula

(61)9991-5946

Convidadas:  GISA Maia

(71)9266-2702

 

MAIO

Participação na Semana da Comunicação da PASCOM

ESCUTAI as pessoas que vivem a sinodalidade, nas Igrejas

 

JUNHO – Dia 24 – Sexta-feira – 20h

ESCUTAI os leigos em espaços de transformação social, cultural, política e  eclesial

Mediação: Ir. Helena Corazza,fsp

(11)999232-5012

Convidado: Daniel Seidel – Comissão Brasileira de Justiça e Paz

 ..............................

 

AGOSTO – dia 24 – Quarta-feira – 20h

ESCUTAI  e Reformar os itinerários formativos dos seminários, incluindo temas como ecologia integral, povos nativos, inculturação e interculturalidade e pensamento social da Igreja. (Desafios, 8).

Mediação: Ir. Clotilde Azevedo, ap

(61)8122-1366

Convidado: Frei Tailer Douglas Ferreira, osa

(31)9397-2199

 

SETEMBRO – Dia 24 – Sábado – 20h

ESCUTAI Jesus Cristo encarnado na realidade do continente, nos pobres, excluídos, descartados, invisíveis.

Mediação: Bira, sj

(61)8117-2400

Maria Lúcia Fattorelli, CBJP, Brasília

(61) 8187-1477

marialuciafattorelli@gmail.com

contato@auditoriacidada.org.br 

E SITE: https://auditoriacidada.org.br

 

OUTUBRO – Dia 24 – segunda-feira – 20h

ESCUTAI a ecologia integral em nossas comunidades a partir dos quatro sonhos da Querida Amazônia; os povos nativos e afrodescendentes na defesa da vida, da terra e das culturas.

Mediação: Ir. Cristiane Melo, fsp

(11)99217-0716

Sugestão: Afonso Murad, fms

(31)9139-6273

 

NOVEMBRO – Dia 24 – quinta-feira – 20h

ESCUTAI as comunidades eclesiais sobre a conversão pastoral

Mediação: Alessandro Gomes (Signis Brasil) – São Romero, Patrono da Signis

presidencia@signis.com.br

(27)99644-8070

 

Convidado: Frei Luiz Carlos Susin

51 9974-2391

 

 

---------------------------

MEDIADORES/AS

Ir. Cristiane  Melo,fsp

Ir. Maristela Ganassini

Ir. Helena Corazza,fsp

Edla Lula

Bira,sj

Júnior

Ir. Neusa Santos

Alessandro Gomes (Signis Brasil) – São Romero, Patrono da Signis

presidencia@signis.com.br

 

MInistério da Visitação - Ir. Patricia Silva

MENSAGEM DO PAPA LEÃO XIV PARA O 100º DIA MUNDIAL DAS MISSÕES (18 de outubro)

Um em Cristo, unidos na missão Queridos irmãos e irmãs! Para o Dia Mundial das Missões de 2026, que marca o centenário desta celebração, ins...